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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Alguém me disse

Que há desconfiança
Alguns estão surpreendidos com o atual estágio das andanças da oposição na Bahia (a parte mais expressiva dela), tida e havida como a expressão da insatisfação contra o PT de Jacques Wagner - se não a entendermos contra Jacques Wagner e seu PT - capitaneadas pela dupla ACM Neto e Geddel Vieira Lima.

Tempos houve em que o PFL/DEM parecia morto, lançado no despenhadeiro do esquecimento até que aconteceu a eleição de ACM Neto para a prefeitura de Salvador para reforçar a liderança eleitoral de José Ronaldo em Feira de Santana. Vitória nos dois maiores colégios eleitorais do Estado no feliz 2012 fez levantar o defunto.

O PFL/DEM cai das pernas em nível nacional e aves nada agourentas dão-lhe vida em dias contados. Na UTI político-eleitoral sobrevivia sob aparelhos até que a Bahia ensaiou o ressuscitamento. Ainda que a melhora do moribundo possa representar tão somente o famoso estágio que afasta as carpideiras e a extrema-unção do leito do padecente, certo e indiscutível que horas, dias, talvez semanas de sobrevida alimentem as esperanças - antes escassas - das hostes do partido em nível nacional.

Tal realidade faz brilhar os olhos e explodir de alegria quem lançara a sorte e não via resposta. Ninguém em sã consciência há de admitir que o PFL/DEM jogue fora a oportunidade. Principalmente por ver viabilizada uma retomada da hegemonia em nível estadual e caminho para assegurar a eleição de ACM Neto em 2018, que não estaria confortável com Geddel encastelado em Ondina a partir de janeiro de 2015.

A lamúria do instante reside no fato de que Paulo Souto disse que não queria e depois se desdisse. O que sinalizaria um retrocesso no âmago das forças que compõem o projeto de enfrentamento ao PT wagneriano, atingindo a expectativa de Geddel Vieira Lima de ser o ungido da oposição, sonho que alimenta desde 2010.

Houvera lance de que a definição oposicionista ocorreria em fevereiro, depois prorrogada para março. Os prazos encontram-se por vencer. As atitudes é que alteraram as expectativas. Especialmente as de Geddel Vieira Lima. 

Que pode não ter a seu favor, neste instante em que são sopesados em miligramas os prós e os contras, o cacife ideal. Basta que relembre o conceito que lhe outorgava ACM, cacique maior do PFL tornado DEM. E, para quem olha a alma dos 'amigos', ver como Geddel trata(ou) o PT em nível federal. O que bem pode acontecer em nível estadual.

Nada de novo no front que não seja desconfiança.

Nada de novo, se entendemos a política partidário-eleitoral como um jogo que repercute não só no imediato mas, principalmente, no mediato mais distante. Especialmente para quem enxerga no passado lições para o futuro.

Como nos primeiros versos da canção interpretada por Anísio Silva (que o levou a liderar as paradas de sucesso em 1958) 'alguém me disse que tu andas novamente / de novo amor, nova paixão, toda contente' pode atender a todos os envolvidos. O que inclui novos "outros" amores, descobertos pelas circunstâncias alimentadas por uma dor de cotovelo daquela.

Não sabemos quem permanecerá 'contente'. Ou se a 'paixão' fará a razão encarnar uma tragédia passional.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Ausência

De discurso
Às vésperas do pleito/ano eleitoral Geddel Vieira Lima foi exonerado da sinecura que o mantinha sob remuneração significativa na Caixa Econômica Federal. Busca transformar sua saída – que afirma ter sido a pedido – em factóide para faturamento político-eleitoral.

Seria mais honrado politicamente se não houvesse aceitado o cargo. Quando já em conflito aberto em relação ao plano estadual, enquanto aproveitando o que lhe oferecia - pelos acordos - o federal, faltou-lhe, na verdade, grandeza de oposicionista.

No viés pretendido por Geddel - de representar o ideal oposicionista na Bahia - não sabemos se o inusitado gesto de pedir encarecidamente a sua exoneração reflete ganho eleitoral.

Mais tem se sustentado no lugar comum de hoje criticar o governo Jacques Wagner, que se desgasta por si mesmo como se implorasse encarecidamente à oposição que vença a eleição.

Como discurso eleitoral o gesto de Geddel Vieira Lima pode não passar de uma mensagem limitada ao twitter.

Ou - quem sabe? - a confissão da ausência de um discurso consistente.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Destaques do DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Dos deuses
Descobrimos que o dia 9 de novembro é Dia Mundial da Cerveja. E que a preciosidade já existe há 4 mil anos antes de Cristo lá pela Mesopotâmia. Por ali sumérios registraram em seus textos a existência de “deuses” que vieram de outro planeta, os annunaki de Nibiru.

Certamente os que lhes deixaram a cerveja. Talvez, essa a razão da turma da tulipa chamá-la de coisa dos deuses.

Golpe
Aos 10 de novembro de 1937 Getúlio Vargas inovou a incipiente democracia que se anunciava saída da Constituição de 1934, suspendendo as eleições e lançava o Estado Novo, ditadura declarada que durou longos oito anos. A militar, nascida nos braços dos “democratas” de 1964, castrou o país durante 21 anos.

Revendo a História, ultrapassados 85 anos do Estado Novo e 48 do golpe de 1964, quando alimentamos maioridade pós tais experiências, o mesmo pensamento anseia um outro golpe. Paraguaio que seja. Que por aqui começa pelas “inovações” do STF.

Os dez dias que abalaram o mundo
Este o título da obra do jornalista americano John Reed (também levada ao cinema) para traduzir o evento que marcava o que muitos vieram a denominar de primeiro projeto de socialismo real: a revolução russa de 1917. A Revolução de Outubro, tornada de Novembro na força do calendário Gregoriano.

A falta de Tobias Barreto
Para o jurista alemão Claus Roxin, que aprimorou a teoria do domínio do fato, autor não é só quem executa o crime, mas o que detém o poder de decidir sua realização e planeja para que tal aconteça. No entanto, não basta que haja indícios de que tenha ela ocorrido; precisa ser provada. “Quem tem posição de comando tem que ter, de fato, emitido a ordem. E isto deve ser provado”, afirma o jurista.

Não é assim que pensa maioria do STF.

A diferença entre o formulador da teoria (Roxin) e o aplicador (STF) é a ausência de um intermediário do porte de Tobias Barreto. Que não só dominava teorias alemãs, como escrevia em alemão.

Os atuais não sabem ler. Ou o fazem através de péssimos tradutores. Consequentemente... mais se aproximam do Parlamento e da Corte Suprema do Paraguai.

Necrológio político
Nirlando Beirão, na Carta Capital 722, textua o obituário político de Serra em “José Serra (1963-2012)”, tomando como paradigmas a trajetória a partir da posse como presidente da UNE, em 1963 e o resultado eleitoral de 2012. E pontua: “Morre agora para a política nos braços do sulfuroso pastor Silas Malafaia, o porta-voz da homofobia, e com as bênçãos daquela Igreja que reza pela cartilha obscurantista do Papa Ratzinger, aqui tão bem representada pela doçura partidarizada do arcebispo Odilo Scherer e pela facção aeróbica do padre Marcelo Rossi”... “Uma assombração que nada terá a ver com o José Serra que prometeu ser. E que não foi”.

Para políticos regionais refletirem.

Freud, o ministro e o turismo
Enquanto se inspira em Freud para compreender a região cacaueira, o prestígio de Helenilson Chaves fica evidente, pelo menos nas matérias que circularam durante a semana. A partir de encontro com o ministro do Turismo, Gastão Vieira, foi o grapiúna buscar meios de fomentar este nosso “primo pobre”. Como não há informação de quem agendou o encontro ficamos com a premissa de que foi prestígio pessoal.

Coincidência ou não, no instante em que se desenvolve no seio científico da CEPLAC uma revitalização da cultura regional, tornando o cacau sua mola propulsora não mais como “plantation”, e a Mata Atlântica se faz referência à revitalização do theobroma com o sistema cabruca.

Não sabemos se há lugar para Helenilson no governo Vane. Como secretário de turismo.

Congresso
O III Congresso Brasileiro do Cacau, debatendo os “Desafios para a cacauicultura brasileira”, terá início neste domingo, no Centro de Convenções de Ilhéus.

Certamente a CEPLAC terá papel especial nas discussões.

Há em andamento uma retomada do vigor e da autoestima ceplaqueanos, novos trabalhos e pesquisas, confiança no futuro, credibilidade nas ações, certeza de que estão sendo observados.

O desprendimento e o compromisso gestor alimentam a esperança.

Tudo ampliado a partir da Rio + 20.

“Em plena atividade”
Não deixa de ser uma singular “atividade” da Câmara Municipal de Itabuna, em sua fase experimental prestes a findar, a publicação de páginas inteiras de publicidade em jornais locais, onde em algumas estão destacadas as fotos, nomes e cargos dos ilustres edis.

Uma forma, reconheçamos, de não serem esquecidos. O que não deixa de ser uma “atividade” a merecer registro gráfico.

É “O Poder Legislativo em plena atividade”. “Participe... e seja um cidadão atuante”.

Secretariado
Em que pese “anunciado” e “desanunciado” para este primeiro quartel de novembro, o secretariado do Prefeito Vane ainda se encontra em fase de composição.

O jornalista Ederivaldo Benedito, em seu programa “Bom Dia Bahia” no sábado 10, na rádio Nacional, afirmou que o futuro prefeito estaria com dificuldades de fechar o quadro, por não encontrar pessoas com o perfil que deseja. Seja-o pela reduzida “oferta”, seja-o por recusas.

Levando ao pé da letra a informação de Bené, cumpre-nos registrar: como acreditamos na força e no caráter do futuro prefeito de logo descartamos a existência de pressões partidárias ou religiosas. Tampouco a ausência de grandeza em descobrir valores além dos companheiros imediatos.

O que nos preocupa é que não consiga “perfis”.

Geddel I
Geddel Vieira Lima anuncia o projeto “Pé na Estrada”. Conforme traduziu em entrevista ao “Bom Dia Bahia” no sábado, é forma de manter contato com a sociedade baiana, em todos os seus territórios.

Para nós, início de campanha para governador, em 2014.

A candidatura de Geddel ficou fortalecida evidentemente, com a aliança com o DEM.

Tende, sob nosso observar, a trazer muitos que hoje estão com o governo Wagner, na hora de a onça beber água.

Geddel II
Declarações e insinuações aí estão. Fazemos leitura das entrelinhas. Afagos entre ACM Neto e Wagner/Dilma e vice-versa. Geddel por perto.

Dentro de um projeto nacional (ora comandado pelo PT e onde o PMDB é peça capital) Lula já deu sinais evidentes de que não pode o tema ser tratado com radicalismos (a “Carta aos Brasileiros”, de 2002 é o primeiro instante), tampouco fechar-se em copas os que se encontram no poder e se entendiam “razão de existir” do PT (Haddad, em São Paulo é um exemplo, onde “venceu” Marta e quejandos). Desta forma, lideranças novas serão admitidas, justamente porque são “novas” no plano etário e estão a consolidar seus projetos políticos.

Em nível de Bahia o projeto nacional não pode sucumbir à vontade provinciana. Tanto que a disputa que ocorrer no plano interno não deve interferir no nacional.

Gedel, pela tangente
Indagado por nós, durante o programa “Bom Dia Bahia”, sobre a evidência de ser ele Gedel Vieira Lima uma importante peça na construção deste projeto nacional, em nível baiano, cuidando de arregimentar lideranças emergentes como ACM Neto e José Ronaldo para as hostes peemedebistas (e consequentemente para a base do Governo Federal) o ex-ministro de Lula e atual vice-presidente de uma das diretorias da Caixa Econômica Federal, nem disse que sim e mais que não.

Registraremos nossa análise, confirmando-a, quando ACM Neto se filiar ao PMDB.

Questão de tempo!

domingo, 30 de setembro de 2012

Amostra do que vem em DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Apareceu!
Aécio Neves (muito raro neste espaço) disse ser Lula um “líder de facção”. Não falta quem o tenha como “líder de ficção” tamanha a inexpressividade de sua atuação no Senado.

O Gilmar não gostou
O ator José de Abreu foi notificado judicialmente por Gilmar Mendes por tê-lo chamado em seu twitter de “Gilmar Dantas”.
Com a mesma expressão também assim o chamam, ou chamaram, ao vivo, em TV aberta e fechada, comentaristas da Globo e Globo News. E o Noblat também o fez em seu blogue.
O ministro está vocacionado a distribuir farinha no ventilador.

....

Especulando I
O helicóptero do governo pousou na CEPLAC, antes de o governador Jacques Wagner se deslocar a Itabuna para inaugurar uma unidade policial. As razões de escolher a CEPLAC teriam sido em razão da segurança.

Também atenderiam os requisitos protetivos a sede do 15º Batalhão ou mesmo o aeroporto Tertuliano Guedes de Pinho, visto que estes espaços suportam tranquilamente o pouso de um helicóptero e a segurança propriamente dita estaria a cargo do aparato militar que o acompanhou.

Até aí, alguns dirão, que pretende especular neste vazio este um escriba com pouca coisa a escrever.

Especulando II
Matéria veiculada em O TROMBONE, de quarta 26, sinaliza caminhos e conversas que estariam ou poderiam estar em andamento sob o sugestivo título “Clima de reconciliação entre PMDB e PT agita eleição em Salvador”, onde explora a expressada simpatia de Mário Kértesz (candidato do PMDB) pelo prefeiturável do PT, em eventual segundo turno, onde diz que “seu” partido sentará com os dois candidatos que passarem para o turno final.

Essa singularidade (de o PMDB sentar com os dois candidatos) também é fala de deputado estadual da legenda, que assegura ser ACM Neto o preferido da maioria da legenda em termos de bancada estadual.

A mesma matéria de O TROMBONE insinua a existência de entendimentos iniciados, que teriam se originado do próprio governador Jacques Wagner.

Especulando III
Ao largo das insinuações trazidas pelo texto surgiram neste especulador (não financeiro) algumas indagações:

1. Por que pousar na CEPLAC quando outros espaços havia (inclusive aquele da Los Pampas, onde o governador já desceu uma vez)?

2. Conversou Jacques Wagner com alguém por lá?

3. Com quem conversou? A sós ou não?

3. Se houve conversa o assunto girou em torno de amenidades ou de política?

4. Se de política teria o tema alguma referência com as especulações em torno de apoio do PMDB no segundo turno em Salvador?

Especulando IV
Ora, dirão muitos, o que tem a ver uma coisa com outra? Talvez nada. Mas, nos meandros da política, que se faz de acordos em torno de interesses vários, predominantemente em defesa do poder, um detalhe chama a atenção deste especulador: sob regência de quem a superintendência regional da CEPLAC. Desdobrando, quem detém o comando da indicação.

Afastada esta ponderação, outra nos surge. Poderia alguém, que dependa da influência do Governador junto ao Governo Federal, pretender retorno a cargo do mesmo nível que já ocupou?

Especulando V
Não fora isso, para continuar especulando, frustrada a eleição do candidato do PMDB em Salvador, que seria importante vitrine para 2014, outros acordos poderiam surgir. Como, por exemplo, uma senatoria em 2014.

De imediato, um Ministério pode ser o ponto de convergência e de união entre os que se encontram em conflito até este instante.

Não nos esqueçamos que a Bahia anda com um paraense atravessado na garganta, por indicação de um paranaense, fato que afeta diretamente esta região. Daí seria razoável um baiano ocupar o Ministério da Agricultura.

O Ministério ao qual se subordina a CEPLAC, que ora desenvolve projetos que podem dar visibilidade nacional e internacional.

Especulando VI
E não nos esqueçamos que a reeleição de Dilma já começou a ser tratada. Com a sedimentação de uma aliança com o PMDB. O que pode estar acontecendo também na Bahia.

Por lá, presidência da Câmara e do Senado com o PMDB mostram o que representa para o projeto do PT manter e aprofundar a aliança com o PMDB.

O grupo palaciano do partido onde está Geddel articula para 2014. E mais adiante.

Especulando VII
Ponderando, ainda que o baiano tenha cacife suficiente para manter-se onde está, não vemos em Geddel Vieira Lima força suficiente para enfrentar a cúpula do PMDB e mesmo um governo que o abriga com cargo (e que pode promovê-lo) apoiando, em uma eleição de peso (como a de Salvador), um adversário que não só está caindo em frangalhos (DEM) como tem um candidato “valentão” que ameaçou com uma surra um Presidente da República.

Não vemos Geddel Vieira Lima com vocação para Dom Quixote.

Desdobramentos locais
Por aqui, caso tenha sucesso o desgaste que Geraldo Simões tenta provocar em Vane e isso venha a assegurar a reeleição de Azevedo, estando Geddel com o governo certamente levará para a base de Wagner o prefeito Azevedo “do PMDB”.

Para Azevedo lutar contra as forças governamentais como mera expressão regional de um DEM caindo aos pedaços melhor a aliança. Pela nova filiação.

Jacques Wagner está enxergando. Não foi à toa Ministro das Relações Institucionais ao tempo do primeiro governo Lula.

Nesse viés, perdendo o PT itabunense a eleição não perde o governo o controle do município. Quem perde a eleição mesmo é Geraldo Simões.

Barbas de molho
Caso as especulações e o desdobramento acima refletidos venham a ser concretizados quem deve botar as barbas de molho é o deputado Geraldo Simões. Especialmente se o prefeito Azevedo vir a se reeleger. Como muitos sabem, e aqui já escrevemos, Jacques Wagner não anda nada satisfeito com a forma como Geraldo tem agido nestas eleições.

Aí seria mel com mamão: Geddel Vieira Lima (que nunca esqueceu as vaias recebidas em Ilhéus) e Jacques Wagner (que não esquecerá a desobediência e tende a perder a confiança no companheiro, que busca rumos próprios, como contrariar o líder na escolha de senador ou de definir candidatura a prefeito etc.) estariam unidos por um objetivo comum.

O leitor que agora especule.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS - Dia 29 de Abril

Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  
Adylson Machado

                                                                              

Dilma e os bancos

Enquanto FHC queria vender o BB e a CEF Dilma deles se utilizou para peitar os grandes bancos e levá-los à queda de juros.
Eis a diferença.

Crimes I

Já escrevemos que nada temos contra a fonte de informações para este ou aquele órgão jornalístico. O que não toleramos é a utilização de meios espúrios para sua obtenção. O que está para ser comprovado, como método da Veja, famosa desde aquele “grampo sem áudio”.
Razão por que, se a CPI do Cachoeira levar a fundo o que diante dela se disponibilizará, Roberto Civita estará envolvido até o pescoço.
E cremos que ela não está só. Daí porque gostaríamos de ver uma CPI para apurar as criminosas ações da Veja.

Crimes II

Escancaram que Cachoeira – parceiro da Veja – montou a invasão do Hotel Nahoum, mais especificamente do apartamento onde hospedado José Dirceu.
Quem beneficiado? A revista Veja que utilizava um de seus repórteres para integrar a proeza.

Disfarçando

A grande imprensa – aquela denominada de PiG por Paulo Henrique Amorim, ou seja, Partido da imprensa Golpista – focaliza somente nos partidos políticos (PP, PT, PSDB, DEM, por enquanto) com alguma atuação vinculada a Carlinhos Cachoeira.
Tenta desviar a atenção. Se a coisa for aprofundada chega à imprensa – no momento representada pela VEJA – e em figurões do Poder Judiciário.

Érito Machado I

Negamo-nos a participar das exéquias do mestre Érito Machado. Mais para não vermos condolências pela oportunidade, falas muitas da boca para fora. Mas nos recolhemos nas lembranças de quem foi aluno, assim considerado o que traduzisse ideias no texto e que dominasse a concordância verbo-nominal nas avaliações.
A capacidade crítica de Érito Machado fazia-o estranho onde chegasse. Incomodava a muitos. O Mestre não contemporizava com a mediocridade. Esta lhe era absolutamente inversa e Érito não admitia nem mesmo passar onde a brisa dela ensaiasse flertar.

Érito Machado II

Nessa linguagem contemporânea onde o sonhador e utopista transformou-se em sinônimo de empreendedor Érito Machado o foi. Ao exercer o poder de que dispunha para fundar uma Escola de Economia em Itabuna, para aliar-se ao centro universitário que aqui se construiu e que, poucos querem reconhecer, é a razão da existência da FESPI, embrião da hoje cantada e decantada UESC.

Érito Machado III

Não nos víamos desde que não nos foi possível vê-lo. Dos muitos feitos pouco lembrado. Voraz leitor, intelectual com idiossincrasias que o marcaram, era um homem inteligente, na expressão da palavra. Todas as suas atitudes, ações e reações foram pautadas na inteligência.
Não vemos em Itabuna o necrológio que Érito Machado merecia.
A mediocridade ainda impera! A morte fez um favor em levá-lo. Não precisava tê-lo sido como o foi.

Érito Machado IV

Não sabemos se Érito Machado foi lembrado para integrar alguma destas tantas academias que inundam Itabuna.
E nos permitimos ignorante ser quando a vanitas vanitatis omnia vanitas pousa sobre o horizonte que ainda não se fez.

Excelente I

Disponibilizamos o sítio http://www.excelencias.org.br/ como instrumento para qualquer cidadão. Através dele descobrimos que a variação patrimonial de Geraldo Simões entre 2006 e 2010, penúltimo mandato, foi de 77.501,35 reais e que possui um patrimônio declarado de 419.501,35, assim como o tamanho do seu pãodurismo em contribuição financeira para a mulher, na campanha de 2008, que alcançou a astronômica cifra de 24.995,00 reais.

Excelente II

Não custa também o leitor acessar o http://www.portaldatransparencia.gov.br/ e verificar o dinheiro que anda chegando para Itabuna. Desde o que recebe o Município, até instituições outras.
Destacamos, por enquanto, algumas disparidades, como uma instituição como a APAE conveniando em torno de 100 mil reais e uma outra – Fundação Pau Brasil – recebendo 1.020.793,00 em 2011, de um projeto que supera 2.770 milhões. Ainda há um Fundo Cacau Cabruca, um Instituto Agroambiental Cacau Cabruca.
Seria interessante a sociedade ver a prestação de contas de cada uma delas. Especialmente para conhecer o que cada uma realiza em benefício da comunidade.

Cavaleiros de Granada

Um “dos”. Assim o pré-candidato do PSDB, afirmado pela direção local do partido. Nenhum óbice a Ronald Kalid. Ou ao direito de lançar-se candidato. Afinal, utopia é alimento.
No entanto, experientes políticos parecem desconhecer a engrenagem das relações partidárias, verticalizadas as decisões. Nunca de baixo para cima.
Agem os do PSDB local como os personagens de Cervantes, “Os Cavaleiros de Granada”: aqueles que “em alta madrugada / brandindo lança e espada / saíram em louca cavalgada. / Para quê? / Para nada”.
O detalhe fica para o PSDB de Ronald. Por faltar-lhe Cervantes para registrar a “cavalgada”.

Colhendo

Para o que escreve ofertando opinião, descompromissado em agradar a este ou àquele, cria para si uma expectativa em torno do que opinou. Até para verificar o grau ou dimensão de sua opinião. Freudianamente, autoafirmação.
As declarações de Geddel Vieira Lima no lançamento da “pré-candidatura” de Renato Costa é o primeiro freio de arrumação no processo eleitoral/2012.
Resolvemos, então, retomar rodapés postos neste “O TROMBONE. Eis alguns:
“Essa a razão por que este observador deste cada dia mais estranho e desfigurado mundo da eleição vê em alguns dos bons nomes para o debate apenas molduras eleitorais, acessórios à beleza do processo, legitimando cada eleição.
Em junho de 2012, ao final do período fixado na lei para definição das candidaturas, teremos oportunidade de conhecer o quadro e a moldura”.
(“Do quadro e da moldura”, DE RODAPÉS E DE ACHADOS, de 18 de setembro de 2011).
“É como pode ser denominada a importância de certos dirigentes partidários locais. Se a ‘democracia partidária’ impõe a vontade das executivas estadual e nacional, em Itabuna alguns dirigentes parecem desconhecer a realidade.
E andam anunciando candidaturas para 2012. Que não tardam a ser desmentidas”.
(“Zero à esquerda”, DE RODAPÉS... de 21 de novembro de 2011).
“Não entendemos como fruto da democracia interna tantos pré-candidatos, como ocorre no PMDB. Mormente quando o partido motivou filiações para se tornarem candidaturas que passam a ser pré-candidaturas.
Neste particular buscaram ‘Leninha da Regional’ prometendo o Paraíso. A moça chega e começam a despontar nomes de todos os lados.
De ilustres desconhecidos ou desprestigiados a parentes de lideranças em extinção”.
(“Deselegância”, DE RODAPÉS... de 25 de outubro de 2011).
“Ainda que alguns entendam que inflação de pré-candidaturas configuraria democracia partidária em nível interno parece-nos coisa para encontrar um tertius (terceiro) – famosa figura que chega na hora certa para solucionar conflitos e para unir o partido quando desunido.
No PMDB o tertius se chama Renato Costa”.
(“O tertius tem nome”, DE RODAPÉS de 25 de outubro de 2011).
“Não espere Leninha Alcântara presentes do PMDB. Para ela, a indicação do partido à majoritária de 2012 constituía-se uma certeza. Se acontecer o será pelas circunstâncias, diante da fragilidade dos concorrentes internos.
No entanto, a esperança que nutria, de chegar à eleição como candidata, pode ficar para 2016”.
(“O PMDB e o Natal de Leninha”, DE RODAPÉS... de 25 de dezembro de 2011).
“Essa independência do PMDB itabunense, sob a ótica dirigente de Renato Costa, está mais para botar o carro adiante dos bois, a província acima da metrópole.
A não ser que, como já escrevemos nestas mal traçadas, que os tantos pretensos candidatos do PMDB tenham Renato Costa como tertius e em favor dele renunciem.
Ainda que para vice de Azevedo”
(“Para boi dormir”, no DE RODAPÉS E DE ACHADOS, de 22 de janeiro de 2012).
“Particularmente acreditamos que o PMDB local, se estiver sob o absoluto comando de Geddel, não tem pretensão de viabilizar uma vitória do PT, dividindo opositores ao projeto GS. Afinal, a vaia recebida em Ilhéus pelo então Ministro de Lula, se iniciativa ou não de Geraldo Simões, não foi esquecida.
Sob esse prisma, ou o PMDB local oferta candidatura que contribua para derrotar Geraldo/Juçara ou se aliará com quem possa fazê-lo”.
 (“Caminho natural”, DE RODAPÉS... de 25 de outubro de 2011).
“Particularmente pagamos para ver o PMDB de Geddel Vieira Lima – com as vaias ainda nos tímpanos, por ele atribuídas a GS – fortalecer, em Itabuna, Geraldo Simões e o PT.
Vemos como muito mais possível uma composição do PMDB itabunense com a reeleição de Azevedo”.
(“Pagando para ver”, DE RODAPÉS... de 7 de novembro de 2011).

Dificuldades

O PTdoG tende a não ter Lula no palanque. Como os demais, se contentará com uma mensagem padrão de apoio e recomendação.
Afinal, por cautela, Lula não se debruçará para gravações individuais para mais de 5 mil candidatos Brasil a fora.
Não há corda vocal que aguente.

O que está em jogo I

Considerando o estrago feito na lagoa dos cururus com o afastamento de Wenceslau Júnior da Câmara, por determinação judicial, circulam “certezas” de que Luís Sena assumirá a candidatura, como “bucha de canhão” – para utilizar expressão deste O TROMBONE (“Vai sobrar para o ‘Velhinho’”).
E que esta teria apenas o condão de melar a candidatura petista, dividindo votos progressistas.

O que está em jogo II

Temos escrito (basta reler nossos rodapés a partir de setembro/outubro de 2011), e voltamos a reafirmar, que no processo eleitoral em curso há um objetivo comum: derrotar Geraldo Simões, por nós definido como o “pombo” daquela nada correta competição olímpica.
Toda a discussão eleitoral, propostas, projetos e quejandos encobrirão esse objetivo: cortar pela raiz o futuro político de GS.
Nem mesmo pode-se afirmar que seja uma campanha contra o PT, como partido, mas contra o que denominamos de PTdoG.

O que está em jogo III

A indignação contra Geraldo aumenta a olhos vistos. Eleitores de GS, que o tinham como referência política, não votarão nestas eleições. Em ninguém. Por não concordarem com os desmandos que permeiam as recentes administrações preferem anular o voto ou mesmo não comparecer às urnas, como um voto de protesto contra Geraldo.
Este é o clima! Lamentável, mas é o clima!

O que está em jogo IV

PMDB tem candidato forte. Para 2016. PCdoB tem candidato forte. Para 2016. E para chegar cada um com chances de vitória torna-se necessário anular Geraldo político-eleitoralmente em 2012.

Ladeira abaixo

Geraldo, pela condução que tem oferecido à sua trajetória política recentemente mais parece estar se vingando da mulher (não sabemos a razão) ao lançá-la candidata.
Dela se utiliza – sua eleição asseguraria um bom colégio eleitoral para 2014, lembrando que em 2010 perdeu ele 12 mil votos só em Itabuna – como “bucha de canhão” para o seu projeto político.
Suas ações recentes demonstram desespero. Pedido de demissão de jornalista, ameaças. Defesa de corrupto. Típico terror jacobino. Razão por que muitos passaram a temer ofertar o pescoço à guilhotina.
Como esse rapaz mudou!

Sujeira

Ainda pesa no imaginário do observador o que foi fazer Leninha Alcântara na residência de Geraldo Simões há alguns dias. Tudo fotografado. O que admite a possibilidade de exposição da então pré-candidata do PMDB para desgastá-la.
Como ela não dispunha de autorização da Executiva para falar em adesão à campanha petista bem que pode ter sido “convidada”.
Para nós – que estejamos enganado – para ser ameaçada. Afinal, a sua atividade empresarial depende de autorizações para funcionar... de órgão do Governo Estadual!

FICC fiasco

Mais um fiasco da FICC, dentro da valiosa gestão da “ex-dançarina”, “advogada”, “poeta” e “pedagoga” que dirige o órgão máximo da cultura local.
Anunciara, com pompa e circunstância, a abertura do antigo Cine Itabuna, que agora seria o Cine Teatro Jorge Amado. Que seria inaugurado no curso das comemorações do aniversário do município em julho.
Só ficou no release. O prefeito Azevedo disse que nada sabia do projeto e que a Prefeitura não tem como assumi-lo.

Coisas da FICC

Alardeia a instituição apoio ao São João dos bairros. Oferece apoio financeiro de 250 reais para cada “indigente” que por acaso a procure. DUZENTOS E CINQUENTA REAIS.
A “fortuna” chega a 0,001% daqueles 250 mil gastos com a Paixão de Cristo, como denunciou Daniel Thame. Ou, vá lá que seja, a 0,007% de 35 mil, como o diz a própria em resposta.
Essa é a contribuição da FICC para a manutenção da tradição junina. Caso possamos chamar a merreca de contribuição.
Já para o “caldo cultural”, comida e bebida farta custeada pela instituição! Afinal, a “mãe” sabe que elogio não é coisa que se dispense.

“Comunista moderno”

Essa uma das expressões de Wenceslau Júnior em programa radiofônico, quando contestava a ação do Ministério Público, para explicar a atualidade: assistia missa, daí porque era um comunista moderno.
Ou seja, desmistificou a imagem de que comunista “comia criancinha” e “deflorava freiras”.
Sabemos que o comunismo mudou muito. Mas não sabíamos desta vitória da Igreja.

Indigesto

Ainda que o Judiciário tenha acatado a pretensão do Ministério Público e afastado vereadores itabunenses de suas funções por 90 dias a entrevista exclusiva concedida pelo Promotor à rádio Difusora não foi digerida.
Apenas aumentou a percepção de que os tentáculos de Geraldo Simões não se limitam a BAMIN.
Fazem também da séria atuação de um promotor uma espingarda de satanás para os seus interesses.

Samba coco



O coco encontra em Jackson do Pandeiro um de seus maiores cultores e dele temos inúmeros registros. Mas, muitos nos habituamos ao coco disputado entre dois pandeiristas, duelando no improviso.
Aqui o grupo pernambucano Samba Coco Raízes de Arcoverde. A primeira parte traz uma lembrança de nossa infância, do início dos anos 50, com letra modificada, a partir de versos que são de domínio público: minha sabiá, minha zabelê /toda meia-noite / eu sonho com você / se você duvida / eu vou sonhar / prá você ver. Aqui o grupo trabalha o mesmo tema em outra melodia.
O tema também foi aproveitado por Gilberto Gil e Torquato Neto que a partir dele compuseram “Zabelê”, alterando a última sílaba melódica em relação ao original, aqui em gravação de Gal e Caetano.


Cantinho do ABC da Noite

cabocoA observação alencarina a partir do balcão do ABC da Noite gera conclusões. Como a que justifica o conversar continuado, que se abre sempre a novos temas, atropelando-se o anterior com o seguinte.
– Conversa é como rama de maxixe. Não acaba nunca.
DE RODAPÉS E DE ACHADOS está também disponível em www.adylsonmachado.blogspot.com
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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Eleição

Na festa do PMDB ovação para Azevedo
Cerca de 80 veículos estacionados no entorno da Câmara de Vereadores fizeram com que seus ocupantes ocupassem inteiramente as dependências da Casa.

Para compor a mesa o prefeito Azevedo, que por lá andou. O único ovacionado. Os demais fizeram jus a aplausos, inclusive o ex-Ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, o deputado Lúcio.

A claque do prefeito trabalhou bem. Até um grito isolado de que era "o maior prefeito da região" soou no ambiente. 

Veículos do município transportavam pessoas para a Câmara.

O PMDB de Renato dependeu muito da turma de Azevedo para a festa.

Sinais evidentes de que as eleições de 2012 podem ter Azevedo e Renato como parceiros. Com o pretendente à reeleição na cabeça-de-chapa.

Tudo caminha para o óbvio. Se o plenário da Câmara não melar. Ou Geddel mudar de ideia e viabilizar a divisão da oposição a Geraldo Simões.