sábado, 14 de abril de 2012

Tudo azul

Energia azul
Tudo azul e não é exposição de Césio 137. Típica expressão para um grupo musical, a “energia azul” decorre de um processo, que envolve água doce + água salgada = eletricidade, permite separar as partículas positivas das negativas existentes na água do mar. (Da Radio Nederland Wereldomroep in Luís Nassif Online no www.advivo.com.br de sábado 14).

Utilizando-se de um compartimento com três divisões, à esquerda e à direita com água doce e no centro água salgada, o processo consiste em fazer com que, a partir da água salgada que se encontra no compartimento central, somente partículas positivas migrem do centro para um lado e negativas para o outro.

Assim, depois de certo tempo, a água doce da esquerda concentra uma carga negativa e a da direita, uma carga positiva. Ao juntá-las temos eletricidade!

Os pesquisadores holandeses da cidade de Leeurwadwen desenvolverão o processo de geração de energia a partir da água doce e da água salgada não mais em laboratório, mas no dique Afsluitdijk, que separa o lago Ilsselmeer do mar Frísio, onde já dispõem de autorização para a construção da primeira usina experimental de “energia azul”.

Futuramente poderemos repetir Yuri Gagarin: a terra é azul. Plenamente.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Salários

Previsão
O salário mínimo, para vigorar a pertir de 1º de janeiro de 2013, pode ultrapassar 670 reais, já admitido em 667,75 na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias enviada pelo Governo ao Congresso.

A avaliação técnica, para estabelecer a previsão de 667,75 ampara-se na realidade da economia brasileira visível até este instante e projeções imediatas a partir delas. Tudo tomando por base o PIB de 2010 e a expectativa de inflação para 2012.

De imediato a possibilidade concreta de um aumento de 45 reais.

Na esteira dos acontecimentos

Greve
O embate entre servidores da Educação, em nível estadual e municipal, reivindicando aumento linear de 22,22% para todas as carreiras, tem encontrado óbice por parte das respectivas administrações, amparadas no elementar argumento de que já pagam o piso estabelecido pelo Governo Federal.

No caso do Estado da Bahia, apenas 5.210 receberiam abaixo do piso. A razão da distorção reside na classificação sediada no estatuto da categoria que diferencia hierarquicamente, para fins de remuneração, aqueles graduados e pós-graduados dos que têm tão somente o nível médio como formação.

Para essa parcela (dos 5.210) o Governo afirma haver enviado projeto que eleva a remuneração ao fixado nacionalmente.

Nesse particular, uma singular vitória de quem ensina com formação apenas no ensino médio, que passará a perceber praticamente o mesmo dos que “alisaram” os bancos da universidade ou de cursos de pós-gradução.

Interpretação 
Vemos uma distorção na argumentação dos professores baianos, quando afirmam pretender um aumento linear de 22,22% para todas as categorias de servidores da Educação, porque fixado pelo Governo Federal.

Nesse prisma – fixação pelo Governo Federal – reside a distorcida compreensão.

O piso nacional, voltado para a valorização do magistério, traduz o que entende o Governo Federal como o mínimo necessário para corresponder à atividade de ensinar. Tem natureza de “recomendação”, não de “imposição”. Certamente um avanço – ao delimitar o que deva ser mínimo – mas não uma imposição.

O piso nacional de salário para a carreira do magistério (que atende tão somente a atividade exercida em sede de escola pública) não tem força cogente como aquela que fixa o salário mínimo.

Onde a errônea interpretação
Aí reside o que nos parece desconhecimento técnico sobre a matéria: há, constitucionalmente estabelecido, o respeito à autonomia de cada um dos denominados “entes da federação” (União, Estados e Municípios) não podendo, qualquer deles, interferir na seara do(s) outro(s).

Cada um detém competências específicas, ou seja, atribuições próprias que não admitem que o outro venha a supri-las. Por exemplo: a coleta de lixo é de competência do município (faz parte dos denominados “interesses locais”). Nem o Estado, nem a União podem interferir no sentido de autorizar a quem quer que seja coletar lixo neste ou naquele município.

No mesmo sentido, nem a União faz concurso para admitir servidor municipal, nem o município para admitir servidor da União.

Se houvesse de prevalecer a interpretação de que o piso nacional para o magistério tem natureza impositiva estaríamos diante de uma violação à disposição constitucional que assegura aquela autonomia a cada ente e o Presidente da República, por descumpri-la, estaria sujeito a impeachment, justamente por intervir na competência de Estados e Municípios.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Heróico

Falando para quem?
O Presdente da Câmara Federal, deputado Marco Maia, instigado pelos acontecimentos que deixam em suas mãos alguns "abacaxis", anuncia portentoso que a CPI mista que investigará todos os envolvidos na Operação Monte Carlo - aquela que prendeu  Carlinhos Cachoeira e mais um bocado de gente, onde o senador Demóstenes Torres é peça singular - vai "apurar tudo".

Por falta da capacidade para chargear nos reduzimos ao tradicional "me engana que eu gosto".

Logo Marco Maia que ainda nem se dignou de instalar a CPI da Privataria!
Aqueloutra que tem Serra como  protagonista, a partir de dados da CPI do Banestado... que o PT ajudou a sepultar, sem choro e sem velas.

Justiça se lhe faça

Homenagem
Ainda que por lá não estejamos, por razões eminentemente de ordem familiar, queremos registrar a homenagem que será recebida por Orlando Cardoso (que dispensa currículo) a se efetivar pela UNIME nesta quinta 12, que ocorrerá no campus II daquele centro acadêmico.

Com ela nos sentimos agraciado. Orlando é patrimônio itabunense. Ainda que não fosse por sua atuação no rádio.

Antes de tudo, tem (Orlando) se pautado pela ética. Exemplo que não é seguido por muitos que vêm depois dele.

Ao pé do cabôco

Ritual
O prefeito José Nilton Azevedo foi cumprir obrigação no terreiro de Ruy Machado. Por lá andou para falar da votação de suas contas e, naturalmente, das de Geraldo Simões. Pelo menos, o que fizeram vazar de uma conversa entre quatro paredes, sem água e às escuras, no Gabinete do Presidente da Câmara.

O périplo pode demonstrar que as coisas não devem andar muito boas para o lado de Azevedo. A ponto de se dirigir a Ruy quando está acostumado a receber Ruy.

Se não quisermos entender como o ritual do instante, que exige solenidade própria.

Porque, a solução mesmo, será encontrada e discutida em outros espaços com outros argumentos.

Simbólico
De singular no encontro e eivado de profundo significado é o fato de haver ocorrido às escuras. (O prédio onde funciona a Câmara e a Biblioteca Plínio de Almeida anda sem "luz" e sem água).

Uma representação simbólica a traduzir a possível natureza moral das conversas no encontro, tamanha a dimensão do conteúdo e do que dele (não) se espera.

Das "trevas" alguém espera o "fiat lux". Que nesse caso encontra em Ruy Machado o verdadeiro "deus". 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ouro de tolo

Pagando para ver
Um frêmito toma petistas. Razão: Leninha Alcântara - pré-candidata do PMDB - procurou Juçara, com Mariana Alcântara, sua filha, visando possível entendimento político para as eleições 2012. Estaria Leninha levando proposta do PMDB.

Leituras deste articulista:

1. Leninha perdeu o controle de sua candidatura dentro do PMDB, tanto que leva certamente somente o seu apoio pessoal; assim como o da filha, para reforço de alguma proposta.

2. Leninha desistiu de ser candidata, partindo-se da premissa de que o PMDB de Itabuna, sob liderança de Gedel em nível estadual, tem praticamente 100% de possibilidades de não apoiar o PTdoG.

3. Deu a louca em Leninha, que, não tendo o controle do PMDB local, fala sozinha nesse contexto.

4. A falta de controle dentro do PMDB já ficara flagrante quando ensaiou integrar a frente PCdoB, PV, PDT, PRB etc e teve que voltar atrás, justamente porque não tinha o apoio da executiva.

5. Acaba de jogar fora as cartas que tinha na mesa. Apoiando Juçara será apenas coadjuvante menor. A não ser que volte a desmentir tudo.

Porque, no fundo, oferece ouro de tolo.