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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Rescaldo

Das eleições e do STF
Caso tomemos o processo eleitoral pelo ângulo das paixões, e estejam elas consideradas sob a metáfora do incêndio e o eleitor como bombeiro, o rescaldo deixa, ou reitera, algumas lições, dentre elas a de que, para definição do voto municipal, quem vai às urnas mais avalia os problemas reais, aqueles que o afetam, que estão diante de si, e menos os problemas nacionais.

Sob esse aspecto, em nível nacional, em pleno processo do denominado mensalão petista, tornado julgamento político do partido pela inoportunidade em que promovido (como o sonhava a oposição e o desejava a mídia que a sustenta e a defende) o resultado do primeiro turno demonstra que a população não deu a mínima para o que diziam os senhores ministros e a repercussão massificada na mídia como pão nosso de cada dia.

Não só o crescimento no número de prefeituras conquistadas pelo PT, que passam de 550 para 628 (avanço de 14,2% até agora), enquanto minguaram percentualmente o PMDB (que caiu de 1093 para 1025), com redução de 6,2% e o PSDB, que sai de 787 para 693 (queda de 11,9%).

Destaque-se para o fenômeno real de queda da participação do DEM/PFL e do PSDB o número de prefeituras conquistadas pelo recém criado PSD, que chegou a 491, o que demonstra ocupar o vazio que vai ficando na esteira daqueles partidos.

Profundamente emblemático, para alimento do raciocínio que encabeça estas considerações, a eleição de Osasco, em São Paulo. Por lá, João Paulo Cunha era o candidato petista, afastado do pleito em decorrência de sua condenação pelo STF. Venceu o PT, com o candidato que substituiu o deputado.

Ao que parece, como rescaldo da Ação Penal 470 no resultado das eleições, mais ficará no imaginário da população não o simbólico que representa o julgamento em curso no STF, mas a máscara e a capa do novo personagem carnavalesco, o ministro Joaquim Barbosa. 


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Não são aviões de carreira

Alguma coisa no ar
Matéria trazida pelo sítio O TROMBONE nesta quinta 27 aventa a possibilidade de reconciliação entre PT e PMDB visando a eleição soteropolitana. Pode ser, pode não ser.

O governador Jacques Wagner andou pousando na CEPLAC, espaço comandado por um peemedebista, antes de vir a Itabuna.

Há alguma coisa no ar. E não são aviões de carreira.

Isto dá rodapé(s)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Onde mora o perigo

Mais proveitoso
O deputado Luciano Simões (PMDB) representou contra o Governo do Estado junto ao Ministério Público Eleitoral pretendendo apuração em torno do que considera muito estranho: o repasse de cerca de 16 milhões de reais para ONGs neste período eleitoral.

Os recursos - amparados em contratos/convênios firmados com a Secretaria de Agricultura da Bahia, publicados no Diário oficial de 30 de junho - alcançam o universo de 44 ONGs, para promover atividades que órgãos como o EBDA podem realizar.

O deputado poderia ir mais adiante: acompanhar a prestação de contas destas ONGs. Inclusive de recursos transferidos nestes últimos anos, àquelas que os tenha recebido. Pode encontrar surpresas.

Muitas utilizam de um expediente ainda mais estranho: pagar a terceiros quase a totalidade dos recursos recebidos. Aí mora o perigo.

E há risco de cheirar mal.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Retalhos

Na solidão
Sem reconhecer as pessoas está Gabriel Garcia Marques, imortalizado com “Cem Anos de Solidão”. O mais profundo castigo que uma mente brilhante podia sofrer da existência.

Alzheimer não perdoou Gabo. E castigou o leitor mundo afora.

O impasse continua
A greve do magistério estadual aprofunda as cisões. Coloca no trilho uma inconciliável conclusão.

Os professores voltarão às aulas, mais cedo ou mais. O governo Wagner reporá as remunerações suspensas, sob pena de não ter como efetivar o ano letivo.

A estratégia tem nome 
Em matéria no Pimenta na Muqueca o petista Jonas Paulo, presidente do PT na Bahia, considera que a eleição de Juçara “é estratégica”.

Que é estratégica não temos dúvidas. Inclusive dúvidas também não temos de quem seja o beneficiário da estratégia: Geraldo Simões.

Cheira a ingratidão
A postura do PMDB local para com Leninha Alcântara, aos olhos do observador, não foi elegante.

No entanto pode ser o troco pela atitude de Leninha de ter ido conversar com Juçara.

Esqueceram que Leninha pode ter estado lá a “convite”. Um convite nada agradável pelo assunto tratado na oportunidade.

Pagando a conta
A resposta à greve de motoristas e cobradores, encerrada recentemente, já trouxe a conta para o povo.

O Governo Wagner aumentou a tarifa intermunicipal.

Dispensáveis
Alguns Chefes de Estado não comparecerão a Rio + 20. Considerando a dimensão do evento tais ausências são explícita confissão de que não têm compromisso além dos seus interesses.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Eleição

Na festa do PMDB ovação para Azevedo
Cerca de 80 veículos estacionados no entorno da Câmara de Vereadores fizeram com que seus ocupantes ocupassem inteiramente as dependências da Casa.

Para compor a mesa o prefeito Azevedo, que por lá andou. O único ovacionado. Os demais fizeram jus a aplausos, inclusive o ex-Ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, o deputado Lúcio.

A claque do prefeito trabalhou bem. Até um grito isolado de que era "o maior prefeito da região" soou no ambiente. 

Veículos do município transportavam pessoas para a Câmara.

O PMDB de Renato dependeu muito da turma de Azevedo para a festa.

Sinais evidentes de que as eleições de 2012 podem ter Azevedo e Renato como parceiros. Com o pretendente à reeleição na cabeça-de-chapa.

Tudo caminha para o óbvio. Se o plenário da Câmara não melar. Ou Geddel mudar de ideia e viabilizar a divisão da oposição a Geraldo Simões.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ouro de tolo

Pagando para ver
Um frêmito toma petistas. Razão: Leninha Alcântara - pré-candidata do PMDB - procurou Juçara, com Mariana Alcântara, sua filha, visando possível entendimento político para as eleições 2012. Estaria Leninha levando proposta do PMDB.

Leituras deste articulista:

1. Leninha perdeu o controle de sua candidatura dentro do PMDB, tanto que leva certamente somente o seu apoio pessoal; assim como o da filha, para reforço de alguma proposta.

2. Leninha desistiu de ser candidata, partindo-se da premissa de que o PMDB de Itabuna, sob liderança de Gedel em nível estadual, tem praticamente 100% de possibilidades de não apoiar o PTdoG.

3. Deu a louca em Leninha, que, não tendo o controle do PMDB local, fala sozinha nesse contexto.

4. A falta de controle dentro do PMDB já ficara flagrante quando ensaiou integrar a frente PCdoB, PV, PDT, PRB etc e teve que voltar atrás, justamente porque não tinha o apoio da executiva.

5. Acaba de jogar fora as cartas que tinha na mesa. Apoiando Juçara será apenas coadjuvante menor. A não ser que volte a desmentir tudo.

Porque, no fundo, oferece ouro de tolo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Lição

Recuo
Leninha Alcântara anuncia que não integra a frente partidária que envolve PCdoB, PDT, PV, PRB, PSC e leva, de roldão, da mesma forma como entrou, o PPS.

Se considerarmos o que anunciamos neste blogue em 26 de março (“Reviravolta”), onde analisávamos constituir-se a atitude de anunciar o ingresso na frente partidária um tiro no pé, tendente a um racha interno que levava a uma renúncia individual, este retardado aviso de Leninha mais soa como cumprimento de ordem superior.

Para aprender que onde há hierarquia cumpre haver respeito. Ou pelo menos consulta aos da cúpula antes de se expor.

Não fora isso, tempo demais para explicar e desmentir.

Tempo de aprender
As explicações não afastam o estrago. Como desdobramento uma certeza nesse instante: o PCdoB perde um aliado.

Outra conclusão: Leninha aprendeu, cortando na pele, que partido político tem direção, seja-o em nível municipal, seja-o estadual. Sem perder de vista o federal.

E que candidato só tem força mesmo quando detém dois dígitos qualificados em pesquisas, com tendência a avançar sobre os percentuais adversários.

No mais, escutar e cumprir o decidido, que democracia em partido político é relativa.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Reviravolta

Tiro no pé
A integração de Leninha (PMDB) à frente suprapartidária liderada pelo PCdoB permite duas especulações:

A primeira, de que teria certeza de estar situada à frente dos demais em pesquisas de intenção de voto e, assim, busca reforçar o horário eleitoral com os demais partidos aos quais se integra nesse instante;

A segunda: faltando-lhe o domínio da situação, busca integrar-se ao grupo para ocupar espaços e mais visibilidade.    

Temos que não foi oportuna a decisão. Mais demonstra confissão de fraqueza.

Racha
Não há informação de que a Executiva local do PMDB – leia-se, Renato Costa – tenha autorizado a tomada de posição de Leninha.

Sob esse particular, mais parece haver aderido aos que foram afastados da direção itabunense do partido.

Para isso só há um nome em política: Racha!

Explicação
Para nós esse racha tem explicação: como o PMDB tende a não ter candidato próprio à majoritária caberia verificar para que lado bandearia com seu apoio.

Está claro que uma parte já definiu: Wenceslau Júnior.

Samba do crioulo doido
Não há uma explicação plausível, no plano das pretensões individuais, para a adesão de Leninha à frente partidária nesse instante de calmaria, ainda de muita indefinição para o quadro sucessório.

A frente, que arregimenta PDT, PRB, PV, PSC, nesse momento engrossada com o PMDB e o PPS, tem uma definição flagrante: a candidatura de Wenceslau Júnior (PCdoB).

Dentro do projeto nacional, o PCdoB caminha para voos próprios e dificilmente deixaria de assegurar uma candidatura em Itabuna. Admitindo-se a circunstância de que dentre os candidatos da atual frente venha o melhor situado em pesquisas encabeçar a majoritária e, por hipótese, não esteja o PCdoB encabeçando a avaliação, não é crível que volte a assumir o papel de coadjuvante, não mais do PT mas de uma aventura.

A aventura do PCdoB é em defesa própria. Assim, ou tem certeza de que encabeça o grupo ou não estaria nele incluído. O inverso ocorre com os demais partidos.

Sob esse prisma a inserção do nome de Leninha para integrar a frente traz outras sinalizações: uma delas, o PMDB não terá candidatura à prefeitura de 2012.

Se ainda for ela o nome!

domingo, 25 de março de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Ainda na muda
Assim continua a classe política de Itabuna: calada, falando somente o necessário para manter os holofotes. (Afinal nem todos dispõem de emissora de rádio).

Olhares e ouvidos voltados para a Câmara. Aguardando o anuncio da Ordem do Dia da próxima sessão, para conferir se o parecer do TCM (pela rejeição das contas de Azevedo) será posto em discussão e votação.

Correndo muito daquela água que passa pelo canal do Lava-pés em tempo de estiagem. Ou seja, dejetos.

Como já deduzimos neste espaço, a inviabilização da candidatura de Azevedo faria mudar o quadro de expectativas político-eleitorais, afastando a polarização Azevedo-Juçara e viabilizando candidaturas atualmente tendentes a aderir.

Depois do tapetão
Sob a suposição de Azevedo ser afastado da disputa, analisamos na edição passada os resultados sob o prisma do “tapetão”, das lições do passado recente, de carismas, estratégias e logísticas.

Hoje o faremos sob o crivo das cores, paixões e ideologias.

A razão central
Nossa análise passa por um componente que se avoluma neste ano eleitoral: a antipatia e a resistência a qualquer candidatura petista (não só a de Juçara), por causa de Geraldo Simões.

GS tem sedimentado convicções em vários formadores de opinião de que o seu projeto é eminentemente individual, onde Itabuna é apenas trampolim.

Ainda sob a ótica deste pensar, a vitória petista, tornando-se vitória de Geraldo, fortalece-o proporcionalmente ao enfraquecimento de correligionários. Quanto mais crescer mais enfraquece os que a ele estejam submetidos.

Assim, para os que foram liderados de GS é hora de libertação, porque uma vitória do PT aprofunda a dependência, retardando para muito adiante qualquer expectativa de ocupar o poder municipal.

Herdeiro(s) I
Assim, temos que a herança da votação de Azevedo será dividida ou concentrada a partir de uma premissa, visível e cristalina: derrotar o inimigo comum, o PTdoG, ou simplesmente, Geraldo Simões.

Juçara, nesse contexto, não tem vida. É apenas a mulher que Geraldo impõe ao eleitorado para manter o seu poder, no projeto de construir uma dinastia política, à qual se integrará em tempos não distantes, um de seus filhos. Também pela imposição.

No “tiro ao pombo” da vez, já escrevemos, o “pombo” é Geraldo Simões.

Herdeiros(s) II
Discutida sob a ótica da dicotomia esquerda-direita, como extremos – parece-nos difícil uma vocação de centro no processo itabunense – o PCdoB já percebeu (não só em nível local) que precisa pensar no poder, não como coadjuvante; a direita, de manter sua hegemonia, retomada com Fernando Gomes em 2004.

O PCdoB já definiu o nome de Wenceslau Júnior, acrescendo ao de Juçara Feitosa e ao de Azevedo, para a reta de definições.

Afastado Azevedo, fica somente o nome dos dois, com esperanças para Leninha (PMDB), Augusto Castro (PSDB), Coronel Santana (PTN), Vane Renascer (PRB), Acácia Pinho (PDT) e Roberto Barbosa (PP). Outros nomes voltam-se apenas para assegurar visibilidade e tentar viabilizar eleições proporcionais (vereadores).

Algumas destas pré-candidaturas somente se confirmarão caso possam contribuir para dividir a votação do PTdoG.

O foco da situação
A grande indagação, na área do poder local, é quem possa enfrentar o PTdoG. Ou seja, em sede dos que apóiam a atual administração, caso afastado o candidato natural, Azevedo, quem teria as condições para assumir o enfrentamento à candidatura do PT, que, em tese, sairia fortalecida com a do Prefeito fora do páreo.

Nesse viés, que nome seria capaz de manter a hegemonia.

Nomes naturais
Augusto Castro e Coronel Santana são nomes naturais. (Santana adianta-se à hipótese e lança seu nome). Têm mandato de deputado estadual; a nenhum a candidatura traz prejuízo porque não carecem de renúncia para assegurá-la.

Tentará, cada um, arregimentar as forças contrárias a Geraldo Simões, torcendo para que a candidatura do PCdoB se mantenha.

O risco nesta avaliação reside no fato de Wenceslau congregar em torno de seu nome forças presentes no Centro Administrativo Firmino Alves.

O perfil ideal
Em outra vertente, a candidatura para se manter no comando municipal, passará por quem tenha o melhor discurso de resistência e enfrentamento ao próprio PTdoG.

Ou seja, que “encarne” e convença o eleitorado radicalmente contra o petismo e tenha a possibilidade de arregimentar descontentes em outros segmentos.

Nesse paradigma o melhor nome será o daquele que se apresente como “inimigo do PTdoG” e que tenha história de vida neste enfrentamento.

domingo, 18 de março de 2012

De Rodapés e de Achados - Dia 18 de Março de 2012

Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  
Adylson Machado

                                                                              

 

No caldeirão

No cadinho do Oriente Médio a alquimia atual tem objeto e nome: petróleo, o primeiro; Irã, o segundo. Como já ocorreu com o Iraque, de Sadam Russein que ensaiou substituir suas reservas de petrodólar por euro.
O mote desenvolvido na coxia nestes anos diz respeito ao Irã, como artífice de uma guerra nuclear, por desenvolver uma bomba atômica – fato ainda não confirmado. No Iraque – nunca comprovado – eram as armas químicas.

Os donos das bombas

Apenas para avivar a memória: não temos informação da existência da bomba iraniana, mas sabemos que mais de dois milhares de artefatos já foram detonados entre 1945 e 2007, sendo 1032 deles pelos EEUU, 715 pela Rússia, 210 pela França. Na rabeira a Inglaterra e a China, com 45 cada, e o Paquistão, com duas.
Israel tem a(s) sua(s), mas não explode. A não ser quando decidir pela consumação do genocídio palestino. Antes atacando o próprio Irã, ainda que estúpida a iniciativa.

Mesmo filme

Há denúncias de que agentes da CIA e mercenários estrangeiros, especialmente do Golfo Pérsico, alimentam as “forças rebeldes” na Síria. Na mesma vertente da Líbia, o mesmo filme.

É, Demóstenes!

demosA operação Monte Carlo, da Polícia Federal, apurando as conexões do jogo ilegal no país com o “empresário de jogos” Carlinhos Cachoeira, viabilizou a prisão de muita gente. Para surpresa da plebe ignara (obrigado, Stanislaw!) veio à tona a intimidade existente entre o “empresário” e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Se já havia conversa em demasia (298 telefonemas entre os dois, só de fevereiro a agosto de 2011), a revista Época afirma que o Senador tinha rádio exclusivo para falar com Cachoeira, dos 15 habilitados em Miami, para escapar de grampos telefônicos. A investigação descobriu um grupo contemplado com os rádios denominado de “14 + 1”. Entre os “14” há foragidos e os que foram presos na Operação Monte Carlo. O “1” é o senador Demóstenes Torres, que se recusou a confirmar a posse do rádio, orientado por seu advogado. (Fonte: http://www.advivo.com.br/ de quarta 14).
Coisas deste jaez, se com outros, já teriam feito o senador Demóstenes Torres clamar da tribuna do Senado pela instauração de um processo de cassação por quebra de decoro. Com apoio da mídia!
Por sinal, se não for mal perguntar, por que a mídia não fala dessa promíscua relação?

Aviso aos banhistas

Recomendação do Corpo de Bombeiros: “É perigoso tomar banho de cachoeira”.
Para não passar o que o senador Demóstenes Torres está passando.

Valentia

A rebelião armada pelo PMDB, em busca de mais espaço – saco de usurário não enche nunca – exaltada como grave crise por setores da imprensa que querem ver o circo pagar fogo (para os lados do PT) não se sustentará caso a Presidente Dilma diga que tem um royal straight flush na mão. O PMDB não pagará para ver, aceitará o blefe.
Primeiro, porque a Presidente tem cartas – triste do PMDB se abandonar o governo e buscar engrossar o bloco da oposição, que hoje míngua em sede de DEM/PFL e PSDB – ansiando ocupar espaços. Perde mais.
Imaginemos que metade do PMDB deixe o governo. Será ocupada por partidos da base de apoio: uma festa!
Sem falar nos que se interessariam por engrossar o beija-mão.

Lidando com bichos

A sanha de partidos da base aliada por cargos beira a insanidade, pela forma como posta na mesa. Ameaças deselegantes, como a do senador Mário Blaggi (PR-MT), típica chantagem, aprofundam no homem comum a ideia de que temos no Congresso surrupiadores de recursos públicos travestidos de representantes .

Administrar tal realidade está para domador!

Esperança I

Não estranhamos que políticos experimentados, depois de alcançar funções e mandatos de ponta, desejem a vereança em sua terra. Francelino Pereira, o piauiense que adotou Minas Gerais – governador, deputado, senador, líder da ARENA – nos legou a lição: para sua realização política faltava encerrar sua carreira por onde começara: vereador de sua cidade.
Não vemos desprestígio na proposta de qualquer político que deseje ser vereador. Particularmente, é a única função público-legislativa que está próxima do eleitor e das cobranças de quem o elegeu. (Daí defendermos o distrital puro).
Se o pretendente já assumiu funções e mandatos de ponta, o gesto se faz prenhe de grandeza e desprendimento.

Esperança II

Desta forma vemos o anúncio de Waldir Pires, Haroldo Lima e Edvaldo Brito se candidatarem a vereador em Salvador. (Se lá tivéssemos domicílio votaríamos, orgulhoso, em Waldir Pires). A capital terá a oportunidade de traduzir o humor de seus eleitores diante do quadro político da atualidade quando ocorre o anúncio das candidaturas (“Acham que ainda têm gás”, n’ O TROMBONE de domingo 11).
Contemporânea a uma maior fiscalização pública, onde contribui a atuação da imprensa, a atual leva de políticos enfrenta a rejeição de parcela considerável da população. Ainda que no imaginário do eleitor a corrupção, por exemplo, não seja a baliza absoluta para a renegação ao candidato.
Sob esse prisma, nomes como os de Waldir, Haroldo e Edvaldo testarão o eleitorado soteropolitano, com a participação de políticos com credibilidade, não alcançados pela mácula que atinge a outros.
Caso eleitos fica a indicação do eleitor de que os bons nomes ainda encontram espaço. Caso contrário, podemos entregar a alma ao Criador.

UFESBA I

Joel, primeiro titular da agência do FUNRURAL em Itapetinga, no início dos anos 70, incumbido estava de cuidar da aposentadoria campesina. Sob sua responsabilidade um universo de municípios.
Dele ouvimos uma frase que bem traduz muito do que ocorre nos gabinetes governamentais: “Os burocratas planejam as coisas no Brasil olhando apenas o mapa”. E explicava: considerando as distâncias de muitos municípios para Itapetinga – alguns bem mais próximos de outros centros, como Vitória da Conquista, por exemplo – via-se que o “gênio” que estabelecera cada jurisdição o fizera com uma régua, “traçando linhas no mapa”, a ponto de fazer com que alguém se deslocasse dezenas de quilômetros a mais quando estava a poucos quilômetros do atendimento.
Sintetizando: muita gente planeja o Brasil sem conhecê-lo e à sua realidade.

UFESBA II

As declarações do Ministro Aloísio Mercadante traduzem com precisão as palavras do saudoso “Joel do FUNRURAL” de Itapetinga. Envereda com avaliações históricas que são lugar-comum em livros que nem mesmo podem ser levados a sério (o Brasil a fora imagina que o Monte Pascoal está em Porto Seguro, pois foi aquele o primeiro ponto da terra brasilis avistado pela frota cabralina, tanto que logo encontra o “porto” que o recebe).
Como o Ministro parece conhecer o Sul da Bahia somente pelos livros de História que andou lendo, desconhece a malha viária e a localização de Porto Seguro em relação ao consumidor dos serviços da Reitoria da futura UFESBA.
E desconhece muito mais... (voltaremos ao assunto). No entanto, fica-nos a impressão de que o expressado pelo Ministro Mercadante está pedindo papel higiênico. O seu gabinete deve estar com um cheiro horrível!

Na muda

Como canário na muda, toda a classe política de Itabuna está calada, trocando de pena. Não porque não tenha o que dizer ou fazer. Espreita a Câmara. Não para ver discutido ou apurado o que em torno dela muito se diz. Mas para ver quando efetivamente será incluído na Ordem do Dia o rol de pareceres do TCM que pugnam por rejeição de contas de Geraldo Simões, de Fernando Gomes e – eis o motivo do silêncio de mosteiro – de Azevedo.
A inviabilização da candidatura de Azevedo faria mudar todo o atual quadro de expectativas político-eleitorais.
Afastaria, de imediato, a polarização Azevedo-Juçara. E faria viáveis candidaturas atualmente tendentes a aderir.

Tapetão

A ansiedade com que se deseja por em votação as contas de Azevedo – leia-se, rejeitá-las – denota que o atual prefeito, pretendente à reeleição, é fortíssimo concorrente.
Se contrário fosse só louco dispensaria um adversário fraco.
Assim, imagina a turma, quando não se tem a certeza de vitória, tenha-se o “tapetão” como solução!

O melhor “outro lado”

No momento, para o PT, o melhor discurso de campanha é a administração Azevedo. Se a inviabilização da candidatura de Azevedo interessa ao PT uma dedução se faz imperiosa: Azevedo é forte concorrente e pode derrotar Juçara novamente(!).

Lições I

Uma lição ainda está no retrovisor petista, marcada pela precipitada iniciativa do “gênio” do setor jurídico da campanha de Geraldo Simões em 2004, de inviabilizar o registro da candidatura de Fernando Gomes junto ao TRE.
O fato ficou conhecido como “PT do tapetão” e também ajudou a derrotar Geraldo, quando o então pretendente à reeleição começava a ocupar espaço a caminho da vitória.
O “PT do tapetão” reverteu a tendência de ampliação do crescimento e liquidou o sonho de Geraldo, ainda que à frente de uma gestão proveitosa para Itabuna.

Lições II

Sob outro prisma, o de aproveitar voto alheio, a campanha de Juçara em 2008 trilhava em águas suaves e céu de brigadeiro. Desembestou ladeira abaixo – a ponto de sofrer uma derrota desmoralizante – quando imaginou (não sabemos qual o gênio!) que se apropriaria dos votos do Capitão Fábio se este a apoiasse.
Deu no que deu.

Desdobramentos

Se inviabilizada a candidatura de Azevedo, e materializada a idéia do tapetão, considerando a dimensão do apoio de parcela do eleitor a Azevedo – fato concreto, tanto que querem vê-lo longe da disputa – quem herdará sua votação?
Certamente não será o PT.

Decifra-me ou devoro-te

GS não carece buscar a Esfinge. O atual dilema do PTdoG é construir uma estratégia que não revitalize situações que levem a uma encruzilhada na campanha: ou o “PT do tapetão” ou o “PT da adesão” (dos votos de Azevedo).
Em quaisquer delas registre-se um componente significativo, no que chamaríamos de logística do candidato: Geraldo Simões, em 2004, era prefeito com louvável administração, e sucumbiu ao “PT do tapetão”; em 2008 Juçara afogou-se no apoio do eleitorado de Capitão Fábio.
Juçara não é prefeita tentando a reeleição, tampouco dispõe do carisma de Geraldo e vem de uma derrota humilhante.
Caso sejam congregados os dois fatores terá que ter muita bala na agulha para superar.
No momento tem a (des)administração de Azevedo como discurso.
Que pode perder!

Faca de dois gumes

O anúncio de que Ruy Machado levará ao plenário da Câmara os pareceres do TCM pela rejeição das contas de Azevedo, dentre os muitos desdobramentos, dois se afiguram vinculados à imagem do prefeito: caso Azevedo tenha as contas aprovadas sai fortalecido; caso contrário, tornar-se-á cabo eleitoral qualificado.

O dono da bola

rodapeamos: Caso o imbróglio da Câmara não se altere o dono da bola é o presidente Ruy Machado. Tem como trabalhar como candeeiro de dois bicos, se o quiser.
Oportunidade igual não se repetirá!

Prestígio

JUCARAVisita de Juçara ao São Pedro, último domingo, anunciada com pompa e circunstância e direito a foto. Parece perseguição do fotógrafo. Com tanta gente no evento a fotografia só mostra 14 pessoas. E destas, 8 vinculadas à campanha petista, incluindo as duas lideranças locais, uma delas coordenadora do Núcleo do PT no bairro.
E a rejeição está caindo, apontam as pesquisas!

Destaques da semana no adylsonmachado.blogspot.com

Novos tempos – Enciclopédia Britânica deixa de circular após 244 anos
A caminho – sobre a oferta de 20 mil bolsas de estudo pelos EUA ao “Ciência sem Fronteiras”, do Governo Federal.
Pá de cal – Mackenzie adere ao ENEM
Recomendável – Miralva Moitinho deve deixar a direção do PT
Alvoroço na colmeia – sobre a expectativa da Câmara votar as contas de Azevedo com parecer do TCM pela rejeição.

“Quem sabe combina da gente combiná”



Ainda como título do rodapé o verso do refrão do samba chula “Chita Fina”, de Roque Ferreira, com as meninas do Grupo Chita Fina, disponibilizado na edição anterior. E continuamos retomando a chula, certamente a expressão das mais autênticas do samba baiano, redescoberta no Festival MPB Shell de 1980, com “A Massa”, de Raimundo Sodré e Jorge Portugal. Os cantos finais têm origem nos terreiros do Recôncavo.
Trazemos hoje, deste universo, o próprio Roque Ferreira, com “Luz de Candeeiro” e “Samba de Dois-dois”.
“Quem sabe combina da gente combiná” gostar do que há de melhor na música baiana!

Cantinho do ABC da Noite

cabocoAlguém ensaia as “tiradas” de Cabôco Alencar. Como aquele aluno sabático:
– Não sei pra que muro em cemitério! Quem está dentro não sai e quem está fora não quer entrar.


_________________
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Matéria postada originalmente no Site O TROMBONE

terça-feira, 13 de março de 2012

Assombração

Buuuuuuu!
O Senado continua com seus fantasminhas, nada camaradas, custeados com o dinheiro do povo. Encastelados em gabinetes vários: do de Agripino Maia, presidente do DEM/PFL-RN, ao de Wellington Dias (PT-PI), passando pelos de Renan Calheiros (PMDB-AL), Ivo Cassol (PP-RO) e Paulo Davim (PV-RN) ninguem os dispensa. (Detalhes a partir de “Mais um escândalo...” em www.tribunadaimprensa.com.br).

Levantamento de O Globo demonstra que pelo menos 25 dos 81 senadores dispõem de assessores que não vão aos respectivos gabinetes que os remunera regiamente. Alguns até estudando no exterior, outros clinicando 50 horas semanais em terras distantes do Planalto Central.

Não nos perguntem quanto ganha cada fantasma! Fantasma assusta!!!!!!!!!

sábado, 10 de março de 2012

Amigo da Onça

Tudo por dinheiro I
Em nível de Brasília a Presidente Dilma se sente às turras com a base de sustentação, no momento expressa pelo PMDB. A insaciabilidade da classe política vai ficando cada dia mais palpável, escancarada.

Reedição descarada do televisivo de Sílvio Santos.

Tudo por dinheiro II
Fernando Gomes estaria contrariado com ex-correligionários que ameaçam rebelar-se contra o benfeitor que ensaia sair dos palcos da política. Tudo porque em jogo contas de FG, com parecer do TCM pela rejeição, a serem apreciadas pela Câmara.

A turma pode estar querendo participar da Difusora.

Lá e cá
Por lá, Dilma Rousseff; por cá, Fernando Gomes. Ambos procurando edições antigas da revista O Cruzeiro para aprenderem a conviver com a imortal criação do cartunista pernambucano Péricles Maranhão.