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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Destaques do DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Dos deuses
Descobrimos que o dia 9 de novembro é Dia Mundial da Cerveja. E que a preciosidade já existe há 4 mil anos antes de Cristo lá pela Mesopotâmia. Por ali sumérios registraram em seus textos a existência de “deuses” que vieram de outro planeta, os annunaki de Nibiru.

Certamente os que lhes deixaram a cerveja. Talvez, essa a razão da turma da tulipa chamá-la de coisa dos deuses.

Golpe
Aos 10 de novembro de 1937 Getúlio Vargas inovou a incipiente democracia que se anunciava saída da Constituição de 1934, suspendendo as eleições e lançava o Estado Novo, ditadura declarada que durou longos oito anos. A militar, nascida nos braços dos “democratas” de 1964, castrou o país durante 21 anos.

Revendo a História, ultrapassados 85 anos do Estado Novo e 48 do golpe de 1964, quando alimentamos maioridade pós tais experiências, o mesmo pensamento anseia um outro golpe. Paraguaio que seja. Que por aqui começa pelas “inovações” do STF.

Os dez dias que abalaram o mundo
Este o título da obra do jornalista americano John Reed (também levada ao cinema) para traduzir o evento que marcava o que muitos vieram a denominar de primeiro projeto de socialismo real: a revolução russa de 1917. A Revolução de Outubro, tornada de Novembro na força do calendário Gregoriano.

A falta de Tobias Barreto
Para o jurista alemão Claus Roxin, que aprimorou a teoria do domínio do fato, autor não é só quem executa o crime, mas o que detém o poder de decidir sua realização e planeja para que tal aconteça. No entanto, não basta que haja indícios de que tenha ela ocorrido; precisa ser provada. “Quem tem posição de comando tem que ter, de fato, emitido a ordem. E isto deve ser provado”, afirma o jurista.

Não é assim que pensa maioria do STF.

A diferença entre o formulador da teoria (Roxin) e o aplicador (STF) é a ausência de um intermediário do porte de Tobias Barreto. Que não só dominava teorias alemãs, como escrevia em alemão.

Os atuais não sabem ler. Ou o fazem através de péssimos tradutores. Consequentemente... mais se aproximam do Parlamento e da Corte Suprema do Paraguai.

Necrológio político
Nirlando Beirão, na Carta Capital 722, textua o obituário político de Serra em “José Serra (1963-2012)”, tomando como paradigmas a trajetória a partir da posse como presidente da UNE, em 1963 e o resultado eleitoral de 2012. E pontua: “Morre agora para a política nos braços do sulfuroso pastor Silas Malafaia, o porta-voz da homofobia, e com as bênçãos daquela Igreja que reza pela cartilha obscurantista do Papa Ratzinger, aqui tão bem representada pela doçura partidarizada do arcebispo Odilo Scherer e pela facção aeróbica do padre Marcelo Rossi”... “Uma assombração que nada terá a ver com o José Serra que prometeu ser. E que não foi”.

Para políticos regionais refletirem.

Freud, o ministro e o turismo
Enquanto se inspira em Freud para compreender a região cacaueira, o prestígio de Helenilson Chaves fica evidente, pelo menos nas matérias que circularam durante a semana. A partir de encontro com o ministro do Turismo, Gastão Vieira, foi o grapiúna buscar meios de fomentar este nosso “primo pobre”. Como não há informação de quem agendou o encontro ficamos com a premissa de que foi prestígio pessoal.

Coincidência ou não, no instante em que se desenvolve no seio científico da CEPLAC uma revitalização da cultura regional, tornando o cacau sua mola propulsora não mais como “plantation”, e a Mata Atlântica se faz referência à revitalização do theobroma com o sistema cabruca.

Não sabemos se há lugar para Helenilson no governo Vane. Como secretário de turismo.

Congresso
O III Congresso Brasileiro do Cacau, debatendo os “Desafios para a cacauicultura brasileira”, terá início neste domingo, no Centro de Convenções de Ilhéus.

Certamente a CEPLAC terá papel especial nas discussões.

Há em andamento uma retomada do vigor e da autoestima ceplaqueanos, novos trabalhos e pesquisas, confiança no futuro, credibilidade nas ações, certeza de que estão sendo observados.

O desprendimento e o compromisso gestor alimentam a esperança.

Tudo ampliado a partir da Rio + 20.

“Em plena atividade”
Não deixa de ser uma singular “atividade” da Câmara Municipal de Itabuna, em sua fase experimental prestes a findar, a publicação de páginas inteiras de publicidade em jornais locais, onde em algumas estão destacadas as fotos, nomes e cargos dos ilustres edis.

Uma forma, reconheçamos, de não serem esquecidos. O que não deixa de ser uma “atividade” a merecer registro gráfico.

É “O Poder Legislativo em plena atividade”. “Participe... e seja um cidadão atuante”.

Secretariado
Em que pese “anunciado” e “desanunciado” para este primeiro quartel de novembro, o secretariado do Prefeito Vane ainda se encontra em fase de composição.

O jornalista Ederivaldo Benedito, em seu programa “Bom Dia Bahia” no sábado 10, na rádio Nacional, afirmou que o futuro prefeito estaria com dificuldades de fechar o quadro, por não encontrar pessoas com o perfil que deseja. Seja-o pela reduzida “oferta”, seja-o por recusas.

Levando ao pé da letra a informação de Bené, cumpre-nos registrar: como acreditamos na força e no caráter do futuro prefeito de logo descartamos a existência de pressões partidárias ou religiosas. Tampouco a ausência de grandeza em descobrir valores além dos companheiros imediatos.

O que nos preocupa é que não consiga “perfis”.

Geddel I
Geddel Vieira Lima anuncia o projeto “Pé na Estrada”. Conforme traduziu em entrevista ao “Bom Dia Bahia” no sábado, é forma de manter contato com a sociedade baiana, em todos os seus territórios.

Para nós, início de campanha para governador, em 2014.

A candidatura de Geddel ficou fortalecida evidentemente, com a aliança com o DEM.

Tende, sob nosso observar, a trazer muitos que hoje estão com o governo Wagner, na hora de a onça beber água.

Geddel II
Declarações e insinuações aí estão. Fazemos leitura das entrelinhas. Afagos entre ACM Neto e Wagner/Dilma e vice-versa. Geddel por perto.

Dentro de um projeto nacional (ora comandado pelo PT e onde o PMDB é peça capital) Lula já deu sinais evidentes de que não pode o tema ser tratado com radicalismos (a “Carta aos Brasileiros”, de 2002 é o primeiro instante), tampouco fechar-se em copas os que se encontram no poder e se entendiam “razão de existir” do PT (Haddad, em São Paulo é um exemplo, onde “venceu” Marta e quejandos). Desta forma, lideranças novas serão admitidas, justamente porque são “novas” no plano etário e estão a consolidar seus projetos políticos.

Em nível de Bahia o projeto nacional não pode sucumbir à vontade provinciana. Tanto que a disputa que ocorrer no plano interno não deve interferir no nacional.

Gedel, pela tangente
Indagado por nós, durante o programa “Bom Dia Bahia”, sobre a evidência de ser ele Gedel Vieira Lima uma importante peça na construção deste projeto nacional, em nível baiano, cuidando de arregimentar lideranças emergentes como ACM Neto e José Ronaldo para as hostes peemedebistas (e consequentemente para a base do Governo Federal) o ex-ministro de Lula e atual vice-presidente de uma das diretorias da Caixa Econômica Federal, nem disse que sim e mais que não.

Registraremos nossa análise, confirmando-a, quando ACM Neto se filiar ao PMDB.

Questão de tempo!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ao pé do cabôco

Ritual
O prefeito José Nilton Azevedo foi cumprir obrigação no terreiro de Ruy Machado. Por lá andou para falar da votação de suas contas e, naturalmente, das de Geraldo Simões. Pelo menos, o que fizeram vazar de uma conversa entre quatro paredes, sem água e às escuras, no Gabinete do Presidente da Câmara.

O périplo pode demonstrar que as coisas não devem andar muito boas para o lado de Azevedo. A ponto de se dirigir a Ruy quando está acostumado a receber Ruy.

Se não quisermos entender como o ritual do instante, que exige solenidade própria.

Porque, a solução mesmo, será encontrada e discutida em outros espaços com outros argumentos.

Simbólico
De singular no encontro e eivado de profundo significado é o fato de haver ocorrido às escuras. (O prédio onde funciona a Câmara e a Biblioteca Plínio de Almeida anda sem "luz" e sem água).

Uma representação simbólica a traduzir a possível natureza moral das conversas no encontro, tamanha a dimensão do conteúdo e do que dele (não) se espera.

Das "trevas" alguém espera o "fiat lux". Que nesse caso encontra em Ruy Machado o verdadeiro "deus". 

terça-feira, 27 de março de 2012

UFESBA

Insistência suspeita
O partido único sempre foi a ponta mais visível da crítica aos regimes totalitários. Em muito assemelhada a ideia da Prefeitura de Itabuna em ver instalado o campus da UFESBA às margens da BR-101 no sentido Buerarema.

Há um cheiro estranho no ar. E não é do canal do Lava-pés. Fica difícil entender que haja alguém doando área para a UFESBA (sem qualquer custo para o município!) e os técnicos da Prefeitura apresentem à comissão da UFBA que avalia o assunto apenas o local que ela entende ideal.

Não fora sugestões de espaço na BR-101 no sentido de Itajuípe, há uma área que alguns empresários itabunenses pretendem doar e que está localizada próxima a Ferradas, onde cruzarão os semi-aneis rodoviários que surgem do novo traçado da BR-101 quando da futura duplicação.

A matéria "Prefeitura mostra a vice-reitor da Ufba área que pretende destinar à Ufesba", em O TROMBONE (www.otrombone.com.br) desta terça reproduz aspectos técnicos por nós defendidos em relação à localização no entorno de Ferradas.

A lógica que recomenda aquela localização não está somente no fato de valorizar a terra de Jorge Amado, como argumenta o deputado Geraldo Simões, mas em oferecer estratégica e logisticamente as melhores condições para o campus itabunense.

A dúvida que fica, em relação ao "solo" da Prefeitura em indicar apenas uma localização - que custará recursos públicos -, reside apenas numa indagação: por que não apresenta aos técnicos a área que o médico Antônio Mangabeira e os empresários Nilsinho Franco e Helenilson Chaves pretendem doar (sem qualquer ônus) ao município?

Dinheiro sobrando temos certeza que não é. A não ser que venha de, ou vá para, um ralo escuso.   

sexta-feira, 23 de março de 2012

Assembleia Itinerante

É da natureza
Espantaram-se muitos com o fato de que críticas veementes da oposição ao Governo do Estado brotaram da tribuna da Assembleia Itinerante em Itabuna.

Não há o que estranhar. É da natureza do Legislativo, como casa política. Onde não houver partido único tal circunstância é sinal de democracia.

O que realmente faltou
A crítica ao evento não deve estar resumida àquela tônica, mas ao fato de a AI não ter sido trazido para votação um projeto qualquer e – melhor o seria – que dissesse respeito à Itabuna.

A ausência dessa atuação legislativa – discutir e aprovar leis – fez a Assembleia Itinerante perder sua importância didática. Que deveria ser a tônica de deslocamentos tais.

Ficou formatada a ideia, como já escrevemos, de que os debates e discursos apenas alimentavam comício.

Onde pode tudo!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Rescaldo

Saldo
Da passagem da Assembleia Legislativa por Itabuna, onde realizou uma sessão itinerante nesta quinta 22, não percebemos ainda o que de positivo ocorreu além da sua realização na terra de Jorge Amado.

Particularmente esperávamos que a presença da AL repercutisse a grandeza contida em si como manifestação da tripartição de poderes. Que o cidadão pudesse percebê-la como a expressão da representação popular do Estado da Bahia.

A anunciada programação, repleta de homenagens com a entrega de comendas a personalidades locais, pouco contribuiu e não deixou de frustrar expectativas.

E não poderia ser outra a interpretação do cidadão comum, diante do rol de homenageados, alguns merecidamente, outros abusiva publicidade político-eleitoral a desmoralizar a comenda ofertada.

Comício
Se tomarmos o conteúdo de faixas espalhadas no entorno de onde foi realizada a sessão itinerante a ideia que temos é de que foi compreendida por muitos como um comício.

Como imaginar fosse a AL simplesmente uma extensão do Poder Executivo, detentora de uma varinha-mágica, a quem caberia efetivar a duplicação Itabuna-Ferradas ou a Ilhéus-Itabuna. Ou mesmo competência para dirimir os conflitos de gestão da Saúde, que têm alimentado acusações mútuas entre Estado e Município.

Para completar, candidaturas locais apresentaram-se para lembrar que existem.

Inspiradas no próprio presidente Marcelo Nilo, que não desperdiçou a oportunidade para fazer a sua campanha para depois de 2012.

Contaminação
Eventos como este não ocorrem todo dia. São raros. Até porque o deslocamento do aparato institucional para legitimar a sua atuação é complexo.

Também pode ter havido um erro da AL. Não perceber que ela, como a Câmara Municipal, são expressões do Poder legislativo, gloriosa inspiração iluminista de Montesquieu. E não pressentiu que o Poder Legislativo itabunense não é o melhor exemplo. Provavelmente, o pior.

A ponto de contaminar o semelhante.

Fazendo o povo confundir uma Casa (estadual) com a outra (municipal).

Interpretando-as como uma só coisa: casa de mãe Joana.

Pré-campanha

Maratona
O Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, exerce nesse instante verdadeira maratona por meios de comunicação de Itabuna. Agenda de candidato, tanto que já lançou seu nome para suceder Jacques Wagner e apresenta seu currículo ao eleitorado.

Como "candidato" aparenta desconhecer os problemas que angustiam o município, quando não oferece respostas objetivas a problemas como o da saúde etc.

A “Assembleia Itinerante” em Itabuna torna-se campanha do pré-candidato candidato a governador Marcelo Nilo.

Disto ninguém duvide!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Homenagem

Assembleia itinerante
Itabuna recebe o Poder Legislativo da Bahia nesta quinta-feira 22. A realização de sessão na terra de Jorge Amado, no ano do centenário de seu nascimento, não deixa de se constituir singular homenagem.

Assim pensamos os que imaginam ser o grande ferradense a razão de tudo que ocorra nesta terra neste ano de centúria amadiana.

Lemos, no entanto, que homenagens estarão focadas em pessoas da terra, vivas. Algumas precisando de homenagens para assegurar propaganda eleitoral.

De qualquer forma, bem vinda a Assembleia Legislativa à nossa terra.

Esperemos que algum de seus integrantes lembrem de Jorge Amado!

sábado, 17 de março de 2012

Carência de pólen

Alvoroço na colmeia
O anúncio de Ruy Machado, Presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, de que levará ao Plenário da Casa as contas do prefeito Azevedo deve por em polvorosa a cúpula do Centro Administrativo Firmino Alves, sede da Prefeitura.

Estando suas contas com parecer do TCM pela rejeição o Prefeito precisa de maioria absoluta da Câmara para derrubá-lo, o que, diga-se de passagem, é trabalho hercúleo nesse instante.

Como tudo que ocorre no Poder Legislativo está sob o prisma da “decisão política”, e considerando que contas de prefeitos anteriores com parecer também pela rejeição aguardam apreciação da Câmara, tenha-se como típica manobra política a decisão de Ruy Machado, caso confirmada, repercutirá imediatamente na sucessão municipal. Qualquer que seja o resultado.

A colméia precisa de pólen para produzir mel.