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domingo, 6 de maio de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS Em: 06 de maio de 2012

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Um livro bomba

“Memórias de Uma Guerra Suja” (editora Topbooks) traz relatos/memórias do ex-delegado capixaba Antônio Cláudio Guerra aos jornalistas Marcelo Neto e Rogério Medeiros sobre crimes cometidos pela repressão política do regime instaurado a partir do golpe de 1964.
Presos políticos mlivroortos pela tortura tiveram os corpos incinerados em usina de Campos (dentre eles os de David Capistrano e Ana Rosa Kucinsky). Outros enterrados em locais escondidos justamente para permanecerem “desaparecidos”.
Dentre proezas da repressão o próprio ex-delegado confessa (não é ironia) que se disfarçou de padre para tentar assassinar Leonel Brizola utilizando-se de um revólver cubano, logo que retornou do exílio. A estratégia (padre assassino) tinha o objetivo de responsabilizar a Igreja Católica e vincular o “motivo” (arma cubana) a Fidel Castro, que andaria insatisfeito do Brizola.
A operação – que chegou a ser iniciada e não foi consumada porque Brizola não desceu de seu apartamento em Copacabana naquele meio-dia – estava sob o comando do coronel de Exército Freddie Perdigão (do SNI) e comandante Antônio Vieira (do Cenimar), que também viriam a planejar a “bomba” do Rio centro.

Senões

Dúvidas estão sendo levantadas, quando alguns afirmam que o ex-delegado nem mesmo seria conhecido dos relatórios dos defensores de direitos humanos.

No ventilador

Os coronéis Juarez de Deus Gomes da Silva e Brilhante Ulstra, acusados por Guerra de envolvimento na morte do delegado Sérgio Fleury dizem que o processarão. Para eles está “louco” ou “recebendo dinheiro” para afirmar o que afirma.
Parece-nos que pode haver farinha no ventilador. Assim que exumados os corpos dos “desaparecidos” e um exame de DNA comprove sua origem, a credibilidade das “memórias” do ex-delegado não serão tão memórias.

Solução

Que alguns até queiram admitir a validade da espúria Lei de Anistia, como o faz o STF – contrariando os Tratados Internacionais chancelados pelo Brasil – mas não podemos renunciar à possibilidade de conhecer a verdade.
A cada dia mais urge a instalação da Comissão da Verdade.

Regulamentação

Os motoristas de caminhões e ônibus, mais especificamente do “transporte de passageiros e de cargas”, têm a profissão regulamentada em lei (12.619/2012), a vigorar em 45 dias de sua publicação, ocorrida na quarta 2 
Dentre outros aspectos descanso de 30 minutos a cada 4 horas de trabalho.

Como dantes...

codigoO teatro para a aprovação do novo Código Florestal revelou que este país não mudou muito, a não ser nas aparências.
E que “Casa Grande & Senzala” de Gilberto Freyre precisa ser lido para compreendermos por que isso ocorre.

Afinados I

A presidente Dilma Rousseff é interpretada por Pedro do Coutto, articulista do Tribuna da Imprensa on line, na quarta 2, como isolada na atuação de fazer a limpeza aproveitando-se da CPI do Cachoeira, Delta e penduricalhos.
Não interessa à presidenta da República a absolvição a quem quer que seja. Nada disso. Quanto mais rigor houver, na CPI Demóstenes-Cachoeira e Supremo Tribunal Federal, melhor.
Dilma, em ambos os casos, livra-se dos aliados incômodos, dos falsos amigos, os quais sempre terminam levando os que ocupam o poder a situações constrangedoras”. (in Dilma usa Delta e Mensalão para se livrar de falsos aliados).
A análise do articulista parte da circunstância de haver a Presidente mandado “colocar na internet todos os contratos da Delta Construções com o governo federal”, contrariando o que “supunham figuras do próprio PT”.
Como muitos, Coutto vê nas atitudes da Presidente Dilma uma ruptura com Lula. Pensamos de modo inteiramente inverso. Há inteira afinação e troca de conversas e opiniões com o ex-presidente. Essa nossa posição se sustenta em texto já escrito – “Lula retornando”, no http://adylsonmachado.blogspot.com/ de 3 de abril último.

Afinados II

A Presidente não rompe politicamente com ninguém. Aproveita a oportunidade, que Lula não teve, inclusive para enfrentar o sistema econômico que nos domina há décadas. Um modelo agiota, ensaiado em 1964 e consolidado, a partir de 1994, com FHC e mantido com Lula, pelas circunstâncias políticas.
O sistema faturou bilhões durante décadas à custa do emprego e da produção, do consumidor e da indústria, do comércio e dos cofres públicos. E negou oportunidade a qualquer projeto nacionalista.
Se não barrada, a Presidente Dilma deu o primeiro passo para uma arrancada econômica sólida, amparada no pressuposto de que temos tudo para desenvolver um Brasil progressista e forte.

Dilma e os bancos

A arma para sustentar a iniciativa se chama bancos públicos sob controle do governo. A lição está aí: enquanto FHC queria vender o BB e a CEF Dilma deles se utilizou para levar os grandes bancos à queda dos juros.
Eis a diferença.

Impressiona

Em nosso “Rastilhos da Razão Comentada”, de quinta 3, em http://adylsonmachado.blogspot.com/, escrevemos que nos impressiona a coragem da presidente Dilma ao enfrentar o todo poderoso sistema financeiro. Nas entrelinhas jogou a população contra os bancos privados, contrariando a máxima de que “a saudável concorrência”, do “isento mercado”, deve continuar a controlar o sistema que ele criou. Para eles, por que tirar a raposa do galinheiro quando tudo deu sempre certo para a raposa?
E lembramos que na história do presidencialismo o último a enfrentar o sistema financeiro fora Prudente de Morais, quando desafiou os credores externos. No século XIX.
A intervenção do Governo vem ocorrendo desde a assunção de Tombini e de quando este reduziu a influência do sistema bancário privado na fixação da SELIC.

Mensagem subliminar

E excelente o recado para os que querem paralisar o governo ameaçando-o com os desdobramentos da CPI do Cachoeira: “Vamos continuar buscando meios de baixar impostos, de combater os malfeitos e os malfeitores. E cada vez mais estimular as coisas bem feitas e as pessoas honestas de nosso país”.

Divisor de águas

Não há exagero em afirmar que a Presidente Dilma lançou o seu alae jacta est na mensagem de 1º de maio. Definiu o trabalhador como construtor da nação. No plano da economia a força de trabalho, e não o capital especulativo. Avançou contra os dogmas de mercado. Deu rumos ao seu governo. Estabeleceu a prioridade.
A sorte está lançada. Temos que o trabalhador a entende.

Se mexer...

bessinhaEnquanto a imprensa se mostra preocupada em defender a elite política que a apoia os tentáculos de Cachoeira vão alcançando de forma mais profunda o PSDB. O tucanato vai-se enterrando de cabeça naquela barrica onde o delegado, personagem de Mário Palmério em “Chapadão do Bugre”, arrancava confissões.

Tiro no pé

A arma utilizada era vincular a Delta ao PT e ao PMDB. Aí aparecem contratações bilionárias do governo paulista, desde tempos de Serra. Assim como possíveis ligações com o Paraná de Beto Richa. Alagoas, de Vilela. E não se fale em Goiás, pátria amada e idolatrada e de onde se irradia a pilantragem que está vindo à tona.
A sujeira hoje atribuída com exclusividade ao PT pela grande imprensa (o PiG de PHA) tem um DNA recente no PSDB. Aquele mesmo PSDB do “mensalão” mineiro com Marcos Valério que o PT se utilizou. Tudo começando com Sérgio Motta, o tesoureiro arrecadador.

Escondendo

No noticiário que decorre da CPI do Cachoeira tudo tem sido divulgado, desde que envolva políticos e governos.
De fora, protegida por uma carapaça, não sabemos até quando, a participação da revista Veja.

Escola pública domina premiação

Todos os vencedores, nove, do Concurso de redação Camélia da Liberdade, discorrendo sobre o tema “Luíza Mahin: Uma Rainha Africana no Brasil” são de escolas públicas ou de pré-vestibulares sociais. (da Agência Brasil para o Correio Brasiliense).

GS x Miralva

Geraldo Simões, por mais que evitemos, não deixa o noticiário. Dele teria partido a “recomendação” de abertura de sindicância na Direc-7 para apurar possíveis irregularidades “atribuídas a ex-gestora Miralva Moitinho”.
Aguarde-se chumbo grosso.

Dois lados

Caso venha a se confirmar que GS “recomendou” a instauração de sindicância para apurar irregularidades “atribuídas” a Miralva Moitinho teremos mais uma vez o lado perseguidor de Geraldo. Não o que o norteou no passado, o republicano ou o da transparência.
Dizemos isso porque GS não tem sido tão interessado em ver apurados desmandos, uma vez que assume a defesa de corrupção praticada por seu indicado Aldo Bastos no CCAF.
O detalhe para justificar a dúbia postura reside no fato de que Aldo exerce como poucos a gloriosa função de “amarrador de cadarços” enquanto Miralva reagiu quando alcançada pelos blocos do “eu sozinho” do PTdoG.

O que está por trás

Geraldo Simões quer afastar Miralva da direção do PT local. Como foi ele que defendeu o seu nome para a Executiva tira uma de bonzinho. 

Cheiro

Os manuais de Direito Administrativo têm a sindicância como instrumento para levantar autoria ou indícios de autoria e de materialidade de ilícitos para constituir prova material para procedimento administrativo disciplinar (inquérito) ou judicial. No entanto, o teor da Portaria 4.518/2012, de 04.05.2012, de logo estabelece a autoria e certamente fica a dedução de que busca apenas a materialidade.
A coisa cheira a política. Inteiramente dispensável a expressão “...apurar irregularidades ocorridas na Diretoria Regional de Educação – DIREC-7, atribuídas a ex-diretora Miralva Moitinho Sousa...”. (A não ser enxovalhar a reputação da sindicanda antes mesmo que ocorra a conclusão dos trabalhos).
Redação menos política determinaria a apuração, os possíveis fatos (irregularidades em quê?), órgão e o período a que se limitaria a apuração (ano tal, biênio tal etc.).

Do “L’ état c’ est moi”...

Se tivéssemos que nos preocupar já teríamos enveredado para a autoimolação. O fundamentalismo petista sob o condão de Geraldo Simões e seu PTdoG está levando ao paradoxo da defesa da democracia desde que seja a minha. O pensamento único desenvolvido por GS sob a metalinguagem do possessivo faz com que seus seguidores não admitam a menor crítica ao método, tornado dogma de fé. O que o oráculo GS diz é lei, é definição e definitivo. Insuscetível de questionamento. Coisa de um deus olímpico e seu mantra: eu e o meu.
Até quando levantamos a discussão do risco posto a fomentar a tragédia itabunense com a continuidade dos desmandos e descasos que vão alimentando uma cultura peculiar para a administração local, em todos os níveis institucionais, não atendemos à doutrina dos seguidores do PTdoG.

...à “La verité cett’ est moi”

É que a tragédia não está na derrota de Juçara, caso ocorra, mas na vitória do sistema vigente e sua continuidade. A ruptura deste sistema vem sendo retardada pelas imprecações de Geraldo Simões ao impor a sua vontade individual como vontade fora de uma comunidade. Não admite que outros ou outros meios sejam o caminho da ruptura. Como onipotente decidiu que só ele é o meio. Fora dele não há salvação. Tornou-se uma paródia do “L’état c’est moi”, de Luiz XIV, com a “La verité cett’est moi”, dita pelo napoleônico grapiúna GS.”
E os que enxergamos a tragédia em continuidade, sabendo-a pautada no dogma do PTdoG, ainda que lutemos para reverter o andar da carruagem nos defrontamos com zumbis de GS reproduzindo o mantra de que só ele é a salvação.

A Ceplac d.M.

Assusta-nos o salto que representará para a Ceplac a sua participação na Conferência Mundial do Meio Ambiente Rio + 20, da ONU, em junho, no Rio de Janeiro. A proposta ceplaqueana já repercute em jornais do Sudeste.
As coisas na Ceplac em tempos mais pretéritos muito foram marcadas pela defesa de interesses de grupos. A nova atuação certamente se constituirá numa ruptura. Porque valoriza o seu quadro científico, sem dispensar contribuições de terceiros – desde que atendam ao interesse da sociedade regional, e não os “privilegiados” tradicionais.
É a Ceplac depois de Maynart. Não custa esperar os desdobramentos. Afinal, os interesses podem não ser os mesmos, mas que los hay hay.
Fica a esperança de que a sociedade contribua para que o atual superintendente não se torne Dom Quixote... ou defunto, se voltarmos à práticas de antanho.

Desdobramentos

A tardia solução do Supremo Tribunal Federal para o conflito que envolvia a reserva Paraguaçu-Caramuru, anulando títulos de propriedade concedidos pelo Governo da Bahia em área indígena, pela forma como foi alcançada, despertará desdobramentos.
Em que pese a realidade distinta (não há títulos concedidos em discussão) a forma de luta que fez precipitar a decisão pode desencadear um movimento de invasões em áreas pretendidas pelos tupinambás de Olivença.
Intranquilidade à vista.

Excelente I

Repercutiu a disponibilização neste espaço do sítio http://www.excelencias.org.br/ como instrumento para qualquer cidadão conferir a vida patrimonial e judicial de políticos do Poder Legislativo. A de Geraldo Simões foi o primeiro destaque, natural, pela evidência que representa no universo local.
Mas todo e qualquer político com mandato legislativo tem seus dados disponibilizados.

Excelente II

Também repercutiu o http://www.portaldatransparencia.gov.br/ para os convênios celebrados entre o Governo Federal e entidades sediadas em Itabuna. Desde o Município até instituições outras.

FICC fiasco

Ainda vai render aquela anunciada abertura do antigo Cine Itabuna, que seria o Cine Teatro Jorge Amado. Que ficou só no release quando Azevedo disse nada saber do projeto, tampouco a Prefeitura teria como assumi-lo.
Tem coisa mal contada ou contada pela metade.

Ceren Baran


Encantador o trabalho da turca Ceren Baran, em “Walk Dance”, do servo-croata Miroslav Tadic. Nos veio a lembrança “Blue Rondo A La Turk”, de Dave Brubeck, em muitas frases da execução.
A pesquisa nos levou a saber que Tadic (que tem acento agudo no c) completou sua formação musical nos Estados Unidos. Bebeu Brubeck, com certeza.
Vejamos uma e outra.


Cantinho do ABC da Noite

cabocoObservação alencarina a partir do balcão do ABC da Noite, definindo o cliente rarefeito no ambiente, que acaba de entrar:
– Paletó de maçonaria. Só circula na rua em dia enterro de maçom.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

segunda-feira, 30 de abril de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS - Dia 29 de Abril

Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  
Adylson Machado

                                                                              

Dilma e os bancos

Enquanto FHC queria vender o BB e a CEF Dilma deles se utilizou para peitar os grandes bancos e levá-los à queda de juros.
Eis a diferença.

Crimes I

Já escrevemos que nada temos contra a fonte de informações para este ou aquele órgão jornalístico. O que não toleramos é a utilização de meios espúrios para sua obtenção. O que está para ser comprovado, como método da Veja, famosa desde aquele “grampo sem áudio”.
Razão por que, se a CPI do Cachoeira levar a fundo o que diante dela se disponibilizará, Roberto Civita estará envolvido até o pescoço.
E cremos que ela não está só. Daí porque gostaríamos de ver uma CPI para apurar as criminosas ações da Veja.

Crimes II

Escancaram que Cachoeira – parceiro da Veja – montou a invasão do Hotel Nahoum, mais especificamente do apartamento onde hospedado José Dirceu.
Quem beneficiado? A revista Veja que utilizava um de seus repórteres para integrar a proeza.

Disfarçando

A grande imprensa – aquela denominada de PiG por Paulo Henrique Amorim, ou seja, Partido da imprensa Golpista – focaliza somente nos partidos políticos (PP, PT, PSDB, DEM, por enquanto) com alguma atuação vinculada a Carlinhos Cachoeira.
Tenta desviar a atenção. Se a coisa for aprofundada chega à imprensa – no momento representada pela VEJA – e em figurões do Poder Judiciário.

Érito Machado I

Negamo-nos a participar das exéquias do mestre Érito Machado. Mais para não vermos condolências pela oportunidade, falas muitas da boca para fora. Mas nos recolhemos nas lembranças de quem foi aluno, assim considerado o que traduzisse ideias no texto e que dominasse a concordância verbo-nominal nas avaliações.
A capacidade crítica de Érito Machado fazia-o estranho onde chegasse. Incomodava a muitos. O Mestre não contemporizava com a mediocridade. Esta lhe era absolutamente inversa e Érito não admitia nem mesmo passar onde a brisa dela ensaiasse flertar.

Érito Machado II

Nessa linguagem contemporânea onde o sonhador e utopista transformou-se em sinônimo de empreendedor Érito Machado o foi. Ao exercer o poder de que dispunha para fundar uma Escola de Economia em Itabuna, para aliar-se ao centro universitário que aqui se construiu e que, poucos querem reconhecer, é a razão da existência da FESPI, embrião da hoje cantada e decantada UESC.

Érito Machado III

Não nos víamos desde que não nos foi possível vê-lo. Dos muitos feitos pouco lembrado. Voraz leitor, intelectual com idiossincrasias que o marcaram, era um homem inteligente, na expressão da palavra. Todas as suas atitudes, ações e reações foram pautadas na inteligência.
Não vemos em Itabuna o necrológio que Érito Machado merecia.
A mediocridade ainda impera! A morte fez um favor em levá-lo. Não precisava tê-lo sido como o foi.

Érito Machado IV

Não sabemos se Érito Machado foi lembrado para integrar alguma destas tantas academias que inundam Itabuna.
E nos permitimos ignorante ser quando a vanitas vanitatis omnia vanitas pousa sobre o horizonte que ainda não se fez.

Excelente I

Disponibilizamos o sítio http://www.excelencias.org.br/ como instrumento para qualquer cidadão. Através dele descobrimos que a variação patrimonial de Geraldo Simões entre 2006 e 2010, penúltimo mandato, foi de 77.501,35 reais e que possui um patrimônio declarado de 419.501,35, assim como o tamanho do seu pãodurismo em contribuição financeira para a mulher, na campanha de 2008, que alcançou a astronômica cifra de 24.995,00 reais.

Excelente II

Não custa também o leitor acessar o http://www.portaldatransparencia.gov.br/ e verificar o dinheiro que anda chegando para Itabuna. Desde o que recebe o Município, até instituições outras.
Destacamos, por enquanto, algumas disparidades, como uma instituição como a APAE conveniando em torno de 100 mil reais e uma outra – Fundação Pau Brasil – recebendo 1.020.793,00 em 2011, de um projeto que supera 2.770 milhões. Ainda há um Fundo Cacau Cabruca, um Instituto Agroambiental Cacau Cabruca.
Seria interessante a sociedade ver a prestação de contas de cada uma delas. Especialmente para conhecer o que cada uma realiza em benefício da comunidade.

Cavaleiros de Granada

Um “dos”. Assim o pré-candidato do PSDB, afirmado pela direção local do partido. Nenhum óbice a Ronald Kalid. Ou ao direito de lançar-se candidato. Afinal, utopia é alimento.
No entanto, experientes políticos parecem desconhecer a engrenagem das relações partidárias, verticalizadas as decisões. Nunca de baixo para cima.
Agem os do PSDB local como os personagens de Cervantes, “Os Cavaleiros de Granada”: aqueles que “em alta madrugada / brandindo lança e espada / saíram em louca cavalgada. / Para quê? / Para nada”.
O detalhe fica para o PSDB de Ronald. Por faltar-lhe Cervantes para registrar a “cavalgada”.

Colhendo

Para o que escreve ofertando opinião, descompromissado em agradar a este ou àquele, cria para si uma expectativa em torno do que opinou. Até para verificar o grau ou dimensão de sua opinião. Freudianamente, autoafirmação.
As declarações de Geddel Vieira Lima no lançamento da “pré-candidatura” de Renato Costa é o primeiro freio de arrumação no processo eleitoral/2012.
Resolvemos, então, retomar rodapés postos neste “O TROMBONE. Eis alguns:
“Essa a razão por que este observador deste cada dia mais estranho e desfigurado mundo da eleição vê em alguns dos bons nomes para o debate apenas molduras eleitorais, acessórios à beleza do processo, legitimando cada eleição.
Em junho de 2012, ao final do período fixado na lei para definição das candidaturas, teremos oportunidade de conhecer o quadro e a moldura”.
(“Do quadro e da moldura”, DE RODAPÉS E DE ACHADOS, de 18 de setembro de 2011).
“É como pode ser denominada a importância de certos dirigentes partidários locais. Se a ‘democracia partidária’ impõe a vontade das executivas estadual e nacional, em Itabuna alguns dirigentes parecem desconhecer a realidade.
E andam anunciando candidaturas para 2012. Que não tardam a ser desmentidas”.
(“Zero à esquerda”, DE RODAPÉS... de 21 de novembro de 2011).
“Não entendemos como fruto da democracia interna tantos pré-candidatos, como ocorre no PMDB. Mormente quando o partido motivou filiações para se tornarem candidaturas que passam a ser pré-candidaturas.
Neste particular buscaram ‘Leninha da Regional’ prometendo o Paraíso. A moça chega e começam a despontar nomes de todos os lados.
De ilustres desconhecidos ou desprestigiados a parentes de lideranças em extinção”.
(“Deselegância”, DE RODAPÉS... de 25 de outubro de 2011).
“Ainda que alguns entendam que inflação de pré-candidaturas configuraria democracia partidária em nível interno parece-nos coisa para encontrar um tertius (terceiro) – famosa figura que chega na hora certa para solucionar conflitos e para unir o partido quando desunido.
No PMDB o tertius se chama Renato Costa”.
(“O tertius tem nome”, DE RODAPÉS de 25 de outubro de 2011).
“Não espere Leninha Alcântara presentes do PMDB. Para ela, a indicação do partido à majoritária de 2012 constituía-se uma certeza. Se acontecer o será pelas circunstâncias, diante da fragilidade dos concorrentes internos.
No entanto, a esperança que nutria, de chegar à eleição como candidata, pode ficar para 2016”.
(“O PMDB e o Natal de Leninha”, DE RODAPÉS... de 25 de dezembro de 2011).
“Essa independência do PMDB itabunense, sob a ótica dirigente de Renato Costa, está mais para botar o carro adiante dos bois, a província acima da metrópole.
A não ser que, como já escrevemos nestas mal traçadas, que os tantos pretensos candidatos do PMDB tenham Renato Costa como tertius e em favor dele renunciem.
Ainda que para vice de Azevedo”
(“Para boi dormir”, no DE RODAPÉS E DE ACHADOS, de 22 de janeiro de 2012).
“Particularmente acreditamos que o PMDB local, se estiver sob o absoluto comando de Geddel, não tem pretensão de viabilizar uma vitória do PT, dividindo opositores ao projeto GS. Afinal, a vaia recebida em Ilhéus pelo então Ministro de Lula, se iniciativa ou não de Geraldo Simões, não foi esquecida.
Sob esse prisma, ou o PMDB local oferta candidatura que contribua para derrotar Geraldo/Juçara ou se aliará com quem possa fazê-lo”.
 (“Caminho natural”, DE RODAPÉS... de 25 de outubro de 2011).
“Particularmente pagamos para ver o PMDB de Geddel Vieira Lima – com as vaias ainda nos tímpanos, por ele atribuídas a GS – fortalecer, em Itabuna, Geraldo Simões e o PT.
Vemos como muito mais possível uma composição do PMDB itabunense com a reeleição de Azevedo”.
(“Pagando para ver”, DE RODAPÉS... de 7 de novembro de 2011).

Dificuldades

O PTdoG tende a não ter Lula no palanque. Como os demais, se contentará com uma mensagem padrão de apoio e recomendação.
Afinal, por cautela, Lula não se debruçará para gravações individuais para mais de 5 mil candidatos Brasil a fora.
Não há corda vocal que aguente.

O que está em jogo I

Considerando o estrago feito na lagoa dos cururus com o afastamento de Wenceslau Júnior da Câmara, por determinação judicial, circulam “certezas” de que Luís Sena assumirá a candidatura, como “bucha de canhão” – para utilizar expressão deste O TROMBONE (“Vai sobrar para o ‘Velhinho’”).
E que esta teria apenas o condão de melar a candidatura petista, dividindo votos progressistas.

O que está em jogo II

Temos escrito (basta reler nossos rodapés a partir de setembro/outubro de 2011), e voltamos a reafirmar, que no processo eleitoral em curso há um objetivo comum: derrotar Geraldo Simões, por nós definido como o “pombo” daquela nada correta competição olímpica.
Toda a discussão eleitoral, propostas, projetos e quejandos encobrirão esse objetivo: cortar pela raiz o futuro político de GS.
Nem mesmo pode-se afirmar que seja uma campanha contra o PT, como partido, mas contra o que denominamos de PTdoG.

O que está em jogo III

A indignação contra Geraldo aumenta a olhos vistos. Eleitores de GS, que o tinham como referência política, não votarão nestas eleições. Em ninguém. Por não concordarem com os desmandos que permeiam as recentes administrações preferem anular o voto ou mesmo não comparecer às urnas, como um voto de protesto contra Geraldo.
Este é o clima! Lamentável, mas é o clima!

O que está em jogo IV

PMDB tem candidato forte. Para 2016. PCdoB tem candidato forte. Para 2016. E para chegar cada um com chances de vitória torna-se necessário anular Geraldo político-eleitoralmente em 2012.

Ladeira abaixo

Geraldo, pela condução que tem oferecido à sua trajetória política recentemente mais parece estar se vingando da mulher (não sabemos a razão) ao lançá-la candidata.
Dela se utiliza – sua eleição asseguraria um bom colégio eleitoral para 2014, lembrando que em 2010 perdeu ele 12 mil votos só em Itabuna – como “bucha de canhão” para o seu projeto político.
Suas ações recentes demonstram desespero. Pedido de demissão de jornalista, ameaças. Defesa de corrupto. Típico terror jacobino. Razão por que muitos passaram a temer ofertar o pescoço à guilhotina.
Como esse rapaz mudou!

Sujeira

Ainda pesa no imaginário do observador o que foi fazer Leninha Alcântara na residência de Geraldo Simões há alguns dias. Tudo fotografado. O que admite a possibilidade de exposição da então pré-candidata do PMDB para desgastá-la.
Como ela não dispunha de autorização da Executiva para falar em adesão à campanha petista bem que pode ter sido “convidada”.
Para nós – que estejamos enganado – para ser ameaçada. Afinal, a sua atividade empresarial depende de autorizações para funcionar... de órgão do Governo Estadual!

FICC fiasco

Mais um fiasco da FICC, dentro da valiosa gestão da “ex-dançarina”, “advogada”, “poeta” e “pedagoga” que dirige o órgão máximo da cultura local.
Anunciara, com pompa e circunstância, a abertura do antigo Cine Itabuna, que agora seria o Cine Teatro Jorge Amado. Que seria inaugurado no curso das comemorações do aniversário do município em julho.
Só ficou no release. O prefeito Azevedo disse que nada sabia do projeto e que a Prefeitura não tem como assumi-lo.

Coisas da FICC

Alardeia a instituição apoio ao São João dos bairros. Oferece apoio financeiro de 250 reais para cada “indigente” que por acaso a procure. DUZENTOS E CINQUENTA REAIS.
A “fortuna” chega a 0,001% daqueles 250 mil gastos com a Paixão de Cristo, como denunciou Daniel Thame. Ou, vá lá que seja, a 0,007% de 35 mil, como o diz a própria em resposta.
Essa é a contribuição da FICC para a manutenção da tradição junina. Caso possamos chamar a merreca de contribuição.
Já para o “caldo cultural”, comida e bebida farta custeada pela instituição! Afinal, a “mãe” sabe que elogio não é coisa que se dispense.

“Comunista moderno”

Essa uma das expressões de Wenceslau Júnior em programa radiofônico, quando contestava a ação do Ministério Público, para explicar a atualidade: assistia missa, daí porque era um comunista moderno.
Ou seja, desmistificou a imagem de que comunista “comia criancinha” e “deflorava freiras”.
Sabemos que o comunismo mudou muito. Mas não sabíamos desta vitória da Igreja.

Indigesto

Ainda que o Judiciário tenha acatado a pretensão do Ministério Público e afastado vereadores itabunenses de suas funções por 90 dias a entrevista exclusiva concedida pelo Promotor à rádio Difusora não foi digerida.
Apenas aumentou a percepção de que os tentáculos de Geraldo Simões não se limitam a BAMIN.
Fazem também da séria atuação de um promotor uma espingarda de satanás para os seus interesses.

Samba coco



O coco encontra em Jackson do Pandeiro um de seus maiores cultores e dele temos inúmeros registros. Mas, muitos nos habituamos ao coco disputado entre dois pandeiristas, duelando no improviso.
Aqui o grupo pernambucano Samba Coco Raízes de Arcoverde. A primeira parte traz uma lembrança de nossa infância, do início dos anos 50, com letra modificada, a partir de versos que são de domínio público: minha sabiá, minha zabelê /toda meia-noite / eu sonho com você / se você duvida / eu vou sonhar / prá você ver. Aqui o grupo trabalha o mesmo tema em outra melodia.
O tema também foi aproveitado por Gilberto Gil e Torquato Neto que a partir dele compuseram “Zabelê”, alterando a última sílaba melódica em relação ao original, aqui em gravação de Gal e Caetano.


Cantinho do ABC da Noite

cabocoA observação alencarina a partir do balcão do ABC da Noite gera conclusões. Como a que justifica o conversar continuado, que se abre sempre a novos temas, atropelando-se o anterior com o seguinte.
– Conversa é como rama de maxixe. Não acaba nunca.
DE RODAPÉS E DE ACHADOS está também disponível em www.adylsonmachado.blogspot.com
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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum