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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dúvidas

Não ficou bem
O vereador e pré-candidato do PCdoB à prefeitura utilizou-se da rede radiofônica para desmentir as denúncias veiculadas de que estaria envolvido em irregularidades apuradas pelo Ministério Público Estadual sobre empréstimos consignados.

Estranha Wenceslau Júnior que não tenha sido ouvido pelo MP e sem que tivesse conhecimento dos fatos ver seu nome lançado no rol dos responsáveis através da rádio Difudora.

A atuação do Ministério Público, a ser considerada a versão de Wenceslau para os fatos, torna-se precipitada.

De nossa parte dizemos que não por apurar um fato, que é o de irregularidades em empréstimos consignados tendo por agentes alguns vereadores de Itabuna, mas como o levou à opinião pública é que deixa senões.

Isso porque, como circula nos meios de comunicação itabunenses, a ação do Promotor levada a uma só emissora de rádio - quando podia e devia tê-lo feito através de uma entrevista coletiva se desejava plena divulgação - repercutiu muito mal.

Afirmam, por outro lado, que o Promotor deixou as instalações do MP itabunense em carro de Geraldo Simões, dirigido por motorista de GS e levado para uma entrevista exclusiva na emissora "de Geraldo".

Aí reside a estranheza para muitos.

Para nós, uma postura amodorística do titular do Ministério Público. Levar fervura ao jogo político-eleitoral.

Pode ter servido de espingarda-de-satanás, como diziam os antigos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Lição

Recuo
Leninha Alcântara anuncia que não integra a frente partidária que envolve PCdoB, PDT, PV, PRB, PSC e leva, de roldão, da mesma forma como entrou, o PPS.

Se considerarmos o que anunciamos neste blogue em 26 de março (“Reviravolta”), onde analisávamos constituir-se a atitude de anunciar o ingresso na frente partidária um tiro no pé, tendente a um racha interno que levava a uma renúncia individual, este retardado aviso de Leninha mais soa como cumprimento de ordem superior.

Para aprender que onde há hierarquia cumpre haver respeito. Ou pelo menos consulta aos da cúpula antes de se expor.

Não fora isso, tempo demais para explicar e desmentir.

Tempo de aprender
As explicações não afastam o estrago. Como desdobramento uma certeza nesse instante: o PCdoB perde um aliado.

Outra conclusão: Leninha aprendeu, cortando na pele, que partido político tem direção, seja-o em nível municipal, seja-o estadual. Sem perder de vista o federal.

E que candidato só tem força mesmo quando detém dois dígitos qualificados em pesquisas, com tendência a avançar sobre os percentuais adversários.

No mais, escutar e cumprir o decidido, que democracia em partido político é relativa.

domingo, 25 de março de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Ainda na muda
Assim continua a classe política de Itabuna: calada, falando somente o necessário para manter os holofotes. (Afinal nem todos dispõem de emissora de rádio).

Olhares e ouvidos voltados para a Câmara. Aguardando o anuncio da Ordem do Dia da próxima sessão, para conferir se o parecer do TCM (pela rejeição das contas de Azevedo) será posto em discussão e votação.

Correndo muito daquela água que passa pelo canal do Lava-pés em tempo de estiagem. Ou seja, dejetos.

Como já deduzimos neste espaço, a inviabilização da candidatura de Azevedo faria mudar o quadro de expectativas político-eleitorais, afastando a polarização Azevedo-Juçara e viabilizando candidaturas atualmente tendentes a aderir.

Depois do tapetão
Sob a suposição de Azevedo ser afastado da disputa, analisamos na edição passada os resultados sob o prisma do “tapetão”, das lições do passado recente, de carismas, estratégias e logísticas.

Hoje o faremos sob o crivo das cores, paixões e ideologias.

A razão central
Nossa análise passa por um componente que se avoluma neste ano eleitoral: a antipatia e a resistência a qualquer candidatura petista (não só a de Juçara), por causa de Geraldo Simões.

GS tem sedimentado convicções em vários formadores de opinião de que o seu projeto é eminentemente individual, onde Itabuna é apenas trampolim.

Ainda sob a ótica deste pensar, a vitória petista, tornando-se vitória de Geraldo, fortalece-o proporcionalmente ao enfraquecimento de correligionários. Quanto mais crescer mais enfraquece os que a ele estejam submetidos.

Assim, para os que foram liderados de GS é hora de libertação, porque uma vitória do PT aprofunda a dependência, retardando para muito adiante qualquer expectativa de ocupar o poder municipal.

Herdeiro(s) I
Assim, temos que a herança da votação de Azevedo será dividida ou concentrada a partir de uma premissa, visível e cristalina: derrotar o inimigo comum, o PTdoG, ou simplesmente, Geraldo Simões.

Juçara, nesse contexto, não tem vida. É apenas a mulher que Geraldo impõe ao eleitorado para manter o seu poder, no projeto de construir uma dinastia política, à qual se integrará em tempos não distantes, um de seus filhos. Também pela imposição.

No “tiro ao pombo” da vez, já escrevemos, o “pombo” é Geraldo Simões.

Herdeiros(s) II
Discutida sob a ótica da dicotomia esquerda-direita, como extremos – parece-nos difícil uma vocação de centro no processo itabunense – o PCdoB já percebeu (não só em nível local) que precisa pensar no poder, não como coadjuvante; a direita, de manter sua hegemonia, retomada com Fernando Gomes em 2004.

O PCdoB já definiu o nome de Wenceslau Júnior, acrescendo ao de Juçara Feitosa e ao de Azevedo, para a reta de definições.

Afastado Azevedo, fica somente o nome dos dois, com esperanças para Leninha (PMDB), Augusto Castro (PSDB), Coronel Santana (PTN), Vane Renascer (PRB), Acácia Pinho (PDT) e Roberto Barbosa (PP). Outros nomes voltam-se apenas para assegurar visibilidade e tentar viabilizar eleições proporcionais (vereadores).

Algumas destas pré-candidaturas somente se confirmarão caso possam contribuir para dividir a votação do PTdoG.

O foco da situação
A grande indagação, na área do poder local, é quem possa enfrentar o PTdoG. Ou seja, em sede dos que apóiam a atual administração, caso afastado o candidato natural, Azevedo, quem teria as condições para assumir o enfrentamento à candidatura do PT, que, em tese, sairia fortalecida com a do Prefeito fora do páreo.

Nesse viés, que nome seria capaz de manter a hegemonia.

Nomes naturais
Augusto Castro e Coronel Santana são nomes naturais. (Santana adianta-se à hipótese e lança seu nome). Têm mandato de deputado estadual; a nenhum a candidatura traz prejuízo porque não carecem de renúncia para assegurá-la.

Tentará, cada um, arregimentar as forças contrárias a Geraldo Simões, torcendo para que a candidatura do PCdoB se mantenha.

O risco nesta avaliação reside no fato de Wenceslau congregar em torno de seu nome forças presentes no Centro Administrativo Firmino Alves.

O perfil ideal
Em outra vertente, a candidatura para se manter no comando municipal, passará por quem tenha o melhor discurso de resistência e enfrentamento ao próprio PTdoG.

Ou seja, que “encarne” e convença o eleitorado radicalmente contra o petismo e tenha a possibilidade de arregimentar descontentes em outros segmentos.

Nesse paradigma o melhor nome será o daquele que se apresente como “inimigo do PTdoG” e que tenha história de vida neste enfrentamento.