Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

São Paulo

Não é Brasília
Esta a dedução a que se pode chegar quando os arautos da moralidade encastelados principalmente no PSDB vetam qualquer iniciativa de apurar denúncias que os envolve. Trazemos aqui matéria veiculada no Brasil 247, nesta segunda 23, que bem ilustra a postura esquizofrênica (por conveniência, necessidade e sobrevivência) do tucanato paulista.

247 – Se depender da base aliada do governador Geraldo Alckmin (PSDB) na Assembleia Legislativa de São Paulo, o escândalo da formação de cartel em contratos de trem e metrô em governos tucanos desde Mario Covas (1998) não sairá do papel.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pediu "rapidez" e "seriedade" nas investigações sobre o esquema de cartel.
No entanto, até agora, a abertura da CPI do caso não obteve adesão suficiente de deputados. Desde 2008, esta é a quarta tentativa do PT para instalar uma CPI sobre o conluio de empresas nos contratos do Metrô paulista. As propostas anteriores não passaram pelo mesmo motivo: bloqueio da maioria governista. Para existir, a comissão precisa de 32 assinaturas. Até o momento, a atual proposta conta com 26 adesões.
Além disso, dos 28 requerimentos da oposição para convocar autoridades e envolvidos no esquema, apenas três foram ouvidos pelos deputados. São eles: o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e os atuais presidentes do Metrô, Luiz Antonio Pacheco, e da CPTM, Mário Manuel Bandeira.
Figuras importantes, como os presidentes do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Vinicius Carvalho, e da Siemens, Paulo Stark, e o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) não responderam à convocação.
A comissão ainda não acatou o pedido para ouvir um dos delatores do esquema, Everton Rheinheimer. Ele acusa três secretários de Alckmin – Edson Aparecido, Rodrigo Garcia e José Anibal – de receber propina do esquema. Além disso, envolveu o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o estadual Campos Machado (PTB).
Outro nome vetado foi o de João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM que recebeu US$ 836 mil numa conta na Suíça.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Vestais

Em chamas
O moralismo faz o moralista se revestir de atribuições que o tornam a referência para os demais vis mortais. De sua boca saem os clamores em defesa da ordem, da moralidade. Gritam contra a corrupção, contra atitudes de governantes. Sentem-se imunes e isentos, exemplo a ser seguido. Não à toa atribuir-lhe a sinonímia de vestal, simbolizada no vestalato da Roma Antiga, que de cada uma delas exigia dedicação extrema no âmbito da castidade para tonar-se sacerdotisa de Vesta.

De governos ditatoriais a opositores deste ou daquele governante, ou de sua forma de governar, trazem a lume o discurso como instrumento absoluto para a solução dos problemas da sociedade. Exibem-se arautos da moralidade pública, símbolos de retidão.

O PT tem comido o pão que o Diabo amassou às custas do caixa 2 que resolveu instituir nos moldes desenvolvidos pelo PSDB mineiro, tanto que lá foi buscar o seu coordenador Marcos Valério. O custo é o que vemos, transformado o irregular e ilegal custeio de campanhas políticas em 'mensalão'. 

De arrebanhamento de recursos viu de uma hora para outra tornada a prática comum em corrupção. E paga por isso. Porque assim definiram inúmeras vestais da política nacional. Algumas andam despencando, aos poucos que seja, como exemplos mais imediatos o ex-senador do DEM Demóstenes Torres e na esteira vão surgindo os integrantes de outra frente, a que integra o tucanato paulista.

Têm, ditos moralistas, encontrado o beneplácito da denominada grande imprensa. Que passa ao largo de ruas e avenidas onde estejam integrantes do PSDB, DEM ou PPS. E apoiados em clássicos engavetadores encastelados em instituições que convivem com o dever de desengavetar, a exemplo alguns titulares da Procuradoria-Geral da República.

Não sabemos os desdobramentos. Mas uma esquecida investigação- guardada com carinho nos escaninhos de Roberto Gurgel - parece que será desengavetada pelo atual titular da PGR, Rodrigo Junot. Algumas evidências(?) envolvendo o DEM do Rio Grande do Norte, onde pode estar envolvido o paladino Agripino Maia.

Tudo contido em matéria da IstoÉ que está nas bancas. Melhor, para o leitor, conhecer a origem acessando http://istoe.com.br/reportagens/340577_CAIXA+2+DEMOCRATA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

Ainda que pareça precipitação, pelo menos por enquanto podemos anunciar que as vestais estão em chamas.

à espera dos bombeiros de sempre.


sábado, 14 de dezembro de 2013

Credibilidade

Em cheque
As aberrações jurídicas cometidas no julgamento da AP 470 - a ponto Dalmo Dallari afirmar que o julgamento "não foi um processo jurídico" - escacararam vertentes presentes historicamente em nosso Judiciário, particularmente o que pode ser denominado julgar 'politicamente', o que fere o princípio de tratamento igualitário para todos os casos semelhantes.

Ultrapassada a fase que atingiu petistas de expressão aparece um velho esquema de corrupção encastelado em São Paulo, comandado pelo PSDB. Já se fala em prescrição, tanta a demora em apurar, em que pese denúncias existentes há cinco anos pelo menos. O denominado mensalão tucano de Minas Gerais, de 1998, caminha também para a prescrição.

Razão por que alguém espalhou pela rede: "O Dirceu foi acusado sem provas e os tucanos serão inocentados por excesso das mesmas".

Como é público e notório o STF para condenar Dirceu teve que se amparar na teoria do domínio do fato, aquela que se sustenta em suposições quando não há provas.

Com a credibilidade em cheque assim vai caminhando um novo conceito de Justiça no Brasil. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Inferno astral

Continua
Na terça 10 postamos "O mar do DEM não está pra peixe", destacando a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande Norte de suspender o mandato da governadora Rosalba Ciarlini.

Não bastasse as agruras do partido do catão Agripino Maia em terra potiguar, na esteira do afastamento da governadora a prefeita de Mossoró (DEM) foi agraciada com a terceira cassação pelo TRE.

O que une ambas: afastamento e cassação por corrupção eleitoral; uso eleitoral da máquina pública.

Ontem, no programa partidário, o DEM verberava suas catilinárias contra o sofá do Governo. Esquecendo de olhar o próprio guarda-roupa.

Fechávamos aquele texto ("O mar..."): "A análise é se sobreviverá às eleições de 2014. O partido de Catões da moralidade no Brasil não anda convencendo o eleitorado".

Ao que parece também não mais convence a Justiça Eleitoral.


sábado, 7 de dezembro de 2013

Veríssimo

No facebook
Tomando o tratamento dado por parcela da imprensa a fatos idênticos e considerando o peso que está a exercer sobre julgamentos, especialmente no STF – onde considerável lavra de ministros exerce a virtude atribuída a Narciso, Luís Fernando Veríssimo está com razão quando propõe "...o fim da hipocrisia no julgamento de casos de corrupção no Brasil. Oficialize-se já dois sistemas de pesos e medidas diferentes:

- Um que só vale para o PT.

- E outro para os outros, principalmente o PSDB".


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Razão

Fugindo da razão
Ainda esta semana - no único dia em que vimos o Jornal Nacional - também registrada foi a presença do Ministro da Justiça em Comissão Senado. Fora ali chamado para apresentar explicações diante das denúncias do PSDB e quejandos de que se utilizara de documentos "indevidos" e "manipulados" vazados para a imprensa envolvendo muitas vestais tucano-paulistas em melindradas operações envolvendo trens e metrô na terra da garoa.

Na comissão a tropa de choque - senadores do PSDB e DEM. As explicações foram dadas - com o recado velado de que há muito mais na documentação encaminhada pelo Ministério da Justiça à Polícia Federal - e o que se viu foram os novos cordeirinhos pedindo atuação vigorosa nas apurações e que fossem estendidas também a outros estados.

Hilária a postura. Dentre outros "estados" envolvidos - até que surja pelo menos outro - o Distrito Federal administrado pelo DEM à época do escândalo.

Razão têm as crianças do PSDB: telhado de vidro e rabo de palha alimentam a sabedoria popular. No primeiro, quando o temos, não se recomenda atirar pedra no alheio; no segundo, também se o temos, não é recomendado tocar fogo no dos outros. 

Uma lição restante: quando se foge da razão sempre há tempo para (re)encontrá-la.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Amigos

Para sempre
Que a grande mídia tem uma postura político-partidária já o disse expoente dela mesma. Talvez a razão por que vem caindo no descrédito a cada dia que passa. A forma como o Jornal Nacional, nesta quinta 28, conduziu a matéria onde o senador Aécio Neves "denuncia" intervenção do governo para prejudicar o tucanato paulista beira a insânia, para não ficarmos com a sua dimensão hilária. 

Apesar de já haver condenação da Alston na Suíça em razão da bandalheira em que participou e a Siemens afirmar a existência de formação de cartel que alimentava a corrupção envolvendo metrô e trens em São Paulo, o jornalismo da Globo só faltou beatificar a turma tucana envolvida, colocando-a como vítima de uma diabólica armação petista.

Caso houvesse jornalismo tal não aconteceria, mas como é caso de compadrio está justificado. Afinal, se 'amigo é para essas coisas', como diz a canção, melhor que o sejam 'amigos para sempre'.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Corrupção

Não estamos sós
Óbvio para os que dialetizam a realidade que o fator corrupção nunca poderia ser atribuído isoladamente à realidade brasileira. No caso específico desta augusta Terra de Santa Cruz (de onde saiu o primeiro pedido de emprego assim que "descoberta", inserto na famosa e estudada Carta de Caminha ao rei Dom Manuel), a corrupção tem alimentado vezos de moralismo comandado por setores os mais vários da sociedade, capitaneados por parcela considerável da imprensa, mais amparada em objetivos (podemos afirmar) nada recomendáveis.

Ainda que não possamos atribuir qualquer vínculo ao conceito do "complexo de vira-lata", trazido ao universo por Nelson Rodrigues, de que sempre nos sentimos humilhado diante do estrangeiro, fosse o que fosse que fizéssemos, fica-nos a rodrigueana conclusão como antítese do que já ocorre lá fora em sede de imoralidade.

Todo o dito volta-se para recomendar o documentário "Trabalho Interno" (2010), de Charles Ferguson, que nos deixa uma certeza de que "nossa" corrupção é café pequeno perto da de países de primeiro mundo. 

O documentário expõe as vísceras do espúrio relacionamento entre representantes da política, da justiça e do mundo acadêmico capitaneados pelo sistema financeiro, a partir da crise de 2008.

Informações que nem de longe encontramos em nossos jornalões, tampouco no noticiário televisivo da rede aberta.

domingo, 8 de julho de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS dia 8 de julho

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  
Adylson Machado

                                                                              

Tortura de Estado

Iniciativa do vereador Jamil Murad, do PCdoB, propõe fixação de placa no Cemitério Dom Bosco – o famoso “cemitério de Perus” onde muitas vítimas dos porões da ditadura foram sepultadas em São Paulo – para que nele conste: “Colina dos Mártires – neste cemitério o regime militar ocultou cadáveres de perseguidos políticos”.
Ali, dentre muitos, foram localizados e identificados os corpos de Pedro Pomar, Ângelo Arroyo, Alexandre Vanuchi Leme, Flávio Molina e Carlos Danielli. (Mais detalhes em http://www.advivo.com.br/ de 1º de julho).
Sem reduzir a importância da iniciativa, entendemos existir exagero na expressão “mártires”, vinculada em muito à fé e não à ideologia política.

Revisão imperiosa

A nominação de espaços e equipamentos públicos sempre esteve ligada à importância do homenageado no campo da história, da política, da literatura, das artes, da ciência etc. Em síntese, ao efetivo serviço prestado à sociedade que faz presente o homenageado no imaginário da sociedade.
A busca da verdade fará com que futuramente nomes que sustentaram a tortura de Estado sejam retirados de homenagens em logradouros (praças, avenidas e ruas) e equipamentos públicos (escolas, rodovias etc.) porque nada nobre foi a razão que os levou à homenagem.

Mobilização

privatariaUns querem; outros, não. Enquanto instaladas as baterias para assegurar tiroteio sobre o PT no julgamento do denominado mensalão, à margem do noticiário os fatos oriundos da CPMI do Cachoeira (a não ser que atinjam o mesmo PT).
E mesmo não mais se fala na CPI da Privataria. Como contraofensiva, o alvo natural desta apuração – José Serra e PSDB – pretende a apuração em torno de Protógenes Queiroz.
Mas, enquanto uns não querem, outros não pensam nisso. É o caso registrado abaixo, de um jornal já distribuído a mais de 400 mil leitores, gratuitamente, para que não seja esquecido o caso.
Esperamos que a opinião pública faça o Presidente da Câmara instalar a CPI da Privataria Tucana.

Bola da vez

Marta Suplicy, alvo de chacotas em muitos momentos (o “relaxa e goza” tornou-se uma das marcas) tende a tornar-se a musa para a imprensa quatrocentona nas eleições paulistanas de 2012. O não comparecimento ao evento de lançamento da candidatura de Haddad, assim como não fazê-lo em relação ao início da campanha, já começa a produzir farpas (contra o PT e Lula).
Já escrevera, recentemente, artigo na Folha de São Paulo criticando Lula. Não tarda tornar-se a Heloísa Helena de 2006 e a Marina Silva de 2010.

Se a filial não chega...

mequiA diferença para a original é que a comida daqui não causa câncer a partir da obesidade mórbida. Mas diga isso para o GACC!

Confusões

Muitos interpretam a decisão do TSE liberando os que não tiveram contas de campanha aprovadas como um retrocesso. Os que trabalham com o universo dos tribunais, seja-o de Contas, seja-o Eleitoral, sabe como pesa para um burocrata encastelado atrás de uma escrivaninha uma vírgula. Transformam-na em planeta desconhecido, escândalo, caso de polícia.
Uma prestação de contas de campanha sustenta-se num elementar conta-corrente. A confusão reside em o intérprete confundir aspectos de ordem meramente contábil com improbidade.
Não sabem que os fatos que produzem lesão ao patrimônio público não são alcançados pela decisão do TSE.

A cara com que ficou a solução

O texto abaixo, extraído de um e-mail recebido, retrata o artificialismo presente na solução encontrada pelo Governo Jacques Wagner para “preparar” os alunos do terceiro ano para o vestibular, remunerando a empresa do professor Jorge Portugal.
barbara“Fui hoje com a minha cara de idiota amedrontada pela minha frágil condição de estágio probatório, tomar posse nesta patifaria inventada pelo governador e o seu super secretário de educação. Ao chegar à escola, funcionárias da SEC me informaram que era para eu ir para a sala 06 e manter os estudantes na sala.
“Para sustentar este ‘faz de conta’ eu pensei em chegar na sala e dançar o tchá, tchá, tchá. Quem me conhece sabe que danço bem e também dou aula bem; entretanto, para adolescentes o tchá, tchá, tchá os manteria mais em sala do que a Química.
“Infelizmente tive que abortar o meu plano, pois havia 2 policiais (que deveriam estar correndo atrás de bandidos) andando pelos corredores da escola; bem como funcionários da SEC fazendo constantes “visitinhas” às nossas salas. “Neste momento, percebi que seja lá o que eu fosse fazer em sala deveria ser algo parecido com uma aula e que não falasse mal do governo.
“Mediante a todo este constrangimento moral, senti ânsia de vômito e solicitei o meu desligamento desta importante missão de deixar Jaques Wagner e Jorge Portugal bem na fita com a parcela alienada da sociedade. Diga-se de passagem, que este professor baiano nem precisou ir para o Big Brother (à exemplo de Jean William) para ganhar um milhão e meio de reais.
“Este é o relato da minha posse de 100 minutos. Preferi ficar sem salário a ficar sem respeito próprio. Afinal de contas, alguém precisa respeitar o professor; nem que seja ele mesmo!!!”
Ainda que não fosse verdade, como cheira mal essa terceirização da educação, para um punhado de localidades privilegiadas, a cargo da empresa terceirizada do professor Jorge Portugal!

Especulando

Há interpretações de que a intervenção de Jacques Wagner em favor da aliança do PSD itabunense ao PTdoG estaria vinculada a fatos como o enfrentamento ao DEM-PMDB e mesmo a crescimento das intenções de voto de Juçara.
Para nós uma coisa simples: freio de arrumação sobre Otto Alencar, o anunciado artífice da aliança PSD-PRB em Itabuna, até quinta-feira 5, com direito a pose e foto.
Na lente a eleição de 2014 e a possível ruptura do projeto do governador.

Ajuda

Caso o governador pretenda o que até este instante não demonstrou (apoio efetivo ao PTdoG) basta entrar de cabeça na campanha de Juçara.
Ou não entrar. 

Balada em duo

Futurâmico João Bosco compôs pensando no duo PRB-PT entoando para o PSD, quando em vez de passos de um bolero pensassem no passe de um tempo: “Sentindo frio em minh’ alma te convidei pra dançar / a tua voz me acalmava, são dois pra lá, dois pra cá / Meu coração traiçoeiro / batia mais que o bongô”
A prudência recomenda nestes instantes muita cautela. Para evitar um crime passional.
“São dois pra lá, dois pra cá”.

Coisas de Sodré

O candidato a prefeito de Itapé Carlos Sodré reuniu a imprensa no Tarik para falar de seus projetos. No Tarik, em Itabuna! Chegamos até a imaginar que Sodré estivesse a fazer campanha para itabunenses eleitores em Itapé. Só isso explicaria descurar de sua própria terra para falar em outro solo sobre projetos àquela destinados.
Mas, certamente falta a Itapé um espaço soteropolitano para a pompa e a circunstância que a liturgia sodreana exige.
Coisas de Sodré.

Começo

começoAzevedo começou a campanha de 2008 assim: com um punhado de gatos pingados. Terminou se elegendo.

O alçapão

Alguns analistas entendem que a candidatura de Juçara correria livre e solta como pluma em brisa suave no plano da rejeição porque a candidata não teria nenhum senão contra si.
O problema de Juçara não está em si mesma, mas em ser apêndice da vontade/imposição de Geraldo Simões. Imaginar que Juçara alçou e promoveu voo próprio é negar uma realidade que afeta a sua imagem; a do marido impondo seu nome. Não fora isso seria unanimidade dentro do PT. E não é.

Batata assando

Já chegou à cúpula da Fundação Cultural/SECULT a utilização para fins político-partidários do Centro de Cultura Adonias Filho, preterindo espetáculos em favor de convenção partidária no dia 30 de junho. A matéria publicada em DE RODAPÉS E DE ACHADOS e no nosso blogue (“Moralidade I” e “II”) repercutiu na Fundação.
A situação de Aldo Bastos cada dia mais agravada. Dizem por lá que se não fosse a defesa que dele faz Geraldo Simões Aldo já teria saído. Há muito. Por lá, internamente, não bastasse o que consideram descaso para com o equipamento, não o engolem desde a comprovação de irregularidades cometidas.
Com um detalhe: os fatos atingem o Governo do Estado.

Bumerangue

Uma denúncia levada à autoridade policial respingou granizo grosso em Aldo Bastos. Os fatos fizeram lembrar da denúncia de corrupção no Centro de Cultura e favorecimento de Aldo à campanha de Juçara em 2008, que a ela oferecia o espaço do equipamento público para café da manhã.

Como todos

Azevedo será criticado pelo anúncio de realização ou de início de obras em período eleitoral. Uma das ações mais profícuas da última gestão de Geraldo Simões foi o asfaltamento de dezenas de quilômetros de ruas em vários bairros e centro da cidade (com material de excelente qualidade) realizado nos últimos meses de sua administração.
Nesse particular, com Azevedo ou Geraldo, antes tarde do que nunca.

Mãos à obra

Postos os nomes na disputa, as estratégias no curso da campanha definirão o vencedor. O que ora se apresenta pode não se manter para uns, pode surpreender para outros.
Visível que a disputa está centrada em três nomes, todos hoje lutando por espaço (leia-se, tempo) na propaganda de rádio e televisão: Azevedo, Juçara e Vane.
O espelho atual reflete uma posição de crescimento cômodo para Vane, uma indefinida situação para Juçara e o aparente tranquilo caminhar para Azevedo.
De concreto o alvo comum para Juçara e Vane: ataque à administração de Azevedo.

Azevedo

Registre-se que Azevedo conta, no momento, tão somente com uma imagem pessoal junto a uma parcela do eleitorado que lhe parece fiel. Algumas realizações, ainda que tardias, podem repercutir no curso da campanha, ainda que configurem oportunismo, como a anunciada inauguração de parte da obra do Lava-Pés, uma ponte ali, pavimentações acolá.
Contra terá a carga adversária sobre os desmandos praticados por pessoas a ele vinculadas, uma administração sofrível, sem falar no desgaste de uma luta jurídica para afirmar a candidatura.

Vane

Apresenta-se como renovação política e crescimento contínuo em pesquisas de intenção de voto. Cremos, pela análise a partir de entrevistas televisivas, que dispõe de boa imagem na tela, que se bem explorada pelos marqueteiros, efetivará a ideia de credibilidade ao que diga. Estabilizar seu crescimento será o grande obstáculo.

Juçara

Carrega o peso do apoio do marido, hoje mais dividindo o PT do que somando. Atribuem-lhe uma imagem de pernosticismo, estigma que lhe foi impingido em 2008. Tem a seu favor a atuação como Secretária de Desenvolvimento Social na última administração de Geraldo Simões. Certamente se utilizará do jargão de ser do mesmo partido do Governador da Bahia e da Presidente da República e um forte apelo ao eleitorado feminino propondo-se a ser a primeira mulher prefeita de Itabuna.
Tem contra, no momento, a desgastada imagem de Jacques Wagner como companhia. O discurso de parceria com Dilma tende a ser neutralizado porque os mesmos programas que afirmará dispor em seu governo já são alcançados por Azevedo, adversário da Presidente.

A dor profunda

Um registro em música da crueldade da escravidão. De servir de tema para Amistad (Spielberg) depois de declamação de Navio Negreiro (Castro Alves). Aqui “Sinhá”, de Chico Buarque e João Bosco, do Chico (Biscoito Fino), de 2011, em descontraída gravação na própria casa de Chico com acompanhamento de Bosco.
Uma letra que acentua o enlouquecer de corpo e mente que apanha e melodia que chora com o lamento. Versos de uma catarse histórica na visão de mundo em jogo de duas pessoas (escravo e cantor/compositor) digna de figurar em estudo sobre Bakhtin e sua tensão dialógica da linguagem.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS está também disponível em www.adylsonmachado.blogspot.com
_________________
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Inferno astral

Geraldo Simões
Não bastasse andar pisando em brasas para compor uma aliança partidária em torno da candidatura de sua mulher à prefeitura vê-se envolvido em denúncias e seu nome integrando o noticiário nacional.

Nem o noticiário da TV Câmara dispensou GS. Na terça não só tocou no assunto como apresentou entrevista com o presidente da Casa, deputado Marco Maia, que afirmou estar apenas aguardando que lhe chegue a formalização da denúncia para tomar as providências que o caso exige.

Sabemos que a "venda" de emendas para corresponder a interesses nada éticos é praxe, mas não contávamos que o deputado Geraldo Simões se utilizasse do expediente.

Perdendo o discurso
O mote da campanha contra Azevedo girará a partir dos desmandos da administração municipal e do tráfico de influência de pessoas próximas ao gestor. No fundo, corrupção.

A campanha de Juçara ensaiava a bateria. Geraldo Simões regia a orquestra.

Atacar, certamente. Mas, também, se defender das denúncias. Azevedo e Geraldo Simões ficam no mesmo rés do chão.