Mostrando postagens com marcador Itororó. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Itororó. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Viver

Para lembrar os sonhos
Não há dúvida: viver é fundamental. O viver, que encontra díspares conotações em todos os terrenos da Ciência e da Filosofia. Nos atemos aqui ao viver instantes distintos para poder juntá-los, apesar de distintos os polos que os une.

O noticiário trouxe a morte de Virgínia Lane. Com elas (Virgínia e a morte) uma relação distante, percebida e possível de relatar porque o autor viveu os dois instantes.

Ela era o que havia de mais retumbante no teatro de revista nacional.Virgínia Lane, nossa conhecida da era Atlândida, presente nas denominadas chanchadas, permitiu-se que a víssemos ao vivo em Itororó. No cinema transitava como atriz e cantora, trazendo à celulose os tablados que a tornaram referência. 

Fora anunciada para apresentar-se na velha Itapuhy. Tanto no palco do Cine Irapuã como no salão do Clube Social de Itororó. Um espetáculo de rara grandeza para a cidadezinha mais acostumada aos cantores e às cantoras.

Não precisamos o ano ou o mês, com exatidão. Mas outro não foi que um destes anos: 1968 ou 1969.

A ousadia do espetáculo não chegou a corar a ‘família’ itororoense, que se fez civilizada para assistir o que o Rio de Janeiro assistia. Tanto que não houve ti-ti-ti quando a “Vedete do Brasil” – título que recebeu das mãos do presidente Getúlio Vargas, com quem, diziam as más línguas, havia rolado qualquer coisa – uma Lane desenvolta e maliciosa, sentou no colo de Dr. Alcebíades José da Cunha Filho - ícone local - olhada de soslaio pela esposa Luísa, também doutora, e sob risos da platéia que lotava o Clube Social.

Naquele instante a cidadezinha descobriu que vedete não significava prostituta (por ‘andar’ com as pernas de fora), mas sim artista de expressão de uma era que se fizera grandiosa em tempos do Cassino da Urca – onde Virgínia Lane estreou, aos 15 anos – até que o pudico presidente Eurico Gaspar Dutra determinasse o fechamento do estabelecimento.

Morreu aos 93 anos. Fizemos as contas: quando andou por Itororó teria em torno de 47 anos. Uma menina baixinha, de belas pernas torneadas à mostra. Encantadora. 

Em qualquer carnaval à antiga “Sassaricando” - seu maior sucesso - a faz eterna. Na voz e na beleza.

Ainda vivas no rapazola que a viu e a ouviu bem de perto. Babando sonhos nada reveláveis. Que hoje não mais se sonha. Porque não se precisa sonhar.


domingo, 18 de agosto de 2013

Alguns destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS *

_____


Pena para todo lado I
Matéria de capa da IstoÉ que está nas bancas, da lavra de Alan Rodrigues, Pedro Marcondes e Sérgio Pardellas, dá nome a muitos dos bois do propinoduto paulista.

Caso o leitor comece a ver penas azuis voando por aí não duvide que tenham origem nos fatos do trensalão tucano, o novo tsunami sobre o paradigma da moralidade oposicionista. 

O leitor poderá visualizar a ilustre e ilustrada fauna clicando em http://www.tijolaco.com.br/wp-content/uploads/2013/08/mi_6048224748093164.jpg .

Pena para todo lado II
Clássica a observação de que, em casos de corrupção, descobre-se tudo seguindo o dinheiro. Ou seja, acompanhe o transitar dos recursos e verá que eles chegam a algum lugar: bolso de político ou paraíso fiscal (que é a mesma coisa).

No caso do propinoduto tucano – as coincidências o confirmam – alcançará fatalmente FHC. Versão há – a partir de investigações e de leituras à época, idos de 2000 (Folha de São Paulo e Veja) – de que recursos da Alston, na ordem de 3 milhões de reais, que chegaram ao tucanato através de Andrea Matarazzo, irrigaram o ‘caixa 2’ da reeleição de 1998. Pelo meio, como organizador de cartéis, o genro de FHC, Gilberto Zylberstajn. Detalhes em http://www.brasil247.com/ (PF e MP já investigam a conexão metrô-FHC).

Registremos, apenas, que quando o ‘caixa 2’ é petista passa a ser denominado “mensalão”, ainda que não comprovado que recursos públicos o tenham irrigado, como ocorre com o tucano, tanto em Minas Gerais como em São Paulo.

Pagando para ver
Ainda que tenhamos de esperar para confirmar as expectativas – afinal a força avassaladora da mídia para transformar factóides em dogma de fé não pode ser desprezada – soa-nos positiva a postura demonstrada pelo ministro Roberto Barroso. “Não há corrupção do bem. A corrupção é um mal em si e não deve ser politizada”. “Não existe corrupção do PT, do PSDB ou do PMDB. Existe corrupção”.

Ponderou Sua Excelência que a lista de casos recentes de envolvimento de políticos em esquemas de corrupção é uma consequência do modelo político eleitoral brasileiro. Tocou fundo na ferida.

Estamos jogando as fichas na retomada do equilíbrio de julgamentos no STF. Pelo menos a partir de posicionamentos como o do ministro Roberto Barroso.

Recado direto
O expressado pelo ministro Roberto Barroso na retomada do julgamento da AP 470 é um recado direto não somente à classe política, mas à própria sociedade. Não se combaterá a corrupção simplesmente com passeatas (não que se lhes negue importância, entendemos). 

Enquanto não alterarmos o modelo político-eleitoral – dentre muitos aspectos a atual forma do financiamento de campanhas – culpar este ou aquele individualmente é simplesmente politizar os fatos, corresponder a interesses meramente eleitorais e imediatos, porque os que se dizem arautos da moralidade são autores de seus próprios sistemas de desvio de recursos públicos.

Dentre esses interesses, talvez um recado direto também ao ministro Joaquim Barbosa, com ambíguas posições em torno de um mesmo tema.

Não falta dinheiro
A Forbes é dessas publicações que cuidam de mostrar a grandeza material dos grandes como se tal fosse dádiva divina, tamanha a importância que atribui à acumulação financeira. Tal não deixa de agredir em planeta onde vivem miseráveis e famintos, milhões morrendo por falta de um mísero prato de comida por semana.

Por estas bandas do “país de São Saruê” – certamente dentre os aquinhoados que integram alguma lista da Forbes ou a ela queiram chegar – há quem critique um certo ex-presidente da república que sonha com a possibilidade de que todo brasileiro faça três refeições diárias.

O preâmbulo tem o propósito apenas de preambular o divulgado por Miguel do Rosário (o atual calo da Globo) em www.tijolaco.com.br – “Família Marinho tem fortuna de 52 bilhões de reais, diz Forbes”. Em valores exatos, 51,64 bi.

Os filhos do Dr. Roberto (cada um deles com pouco mais de 17 bi) são a sétima fortuna do país. Apenas para comparar: a família de Sílvio Berlusconni, todo poderoso magnata da mídia italiana, ex dirigente máximo da Itália, possui o equivalente a 13 bilhões de reais e a de Murdoch, em torno de 23 bi.

E os meninos da Globo não pagam bagatelas como 1,5 bi ao ECAD ou 1 bi (valores atualizados) a Receita Federal.

Ao contrário, chegam até mesmo à premiação com vultosas verbas publicitárias do Governo Federal, ainda que suas “audiências” não andem lá essas coisas.

Como encontram sempre um apoio aqui e acolá não temem por não pagar. Medo de arrepiar mesmo é perceber que a sociedade começa a acordar. E que 71% de entrevistados pela Fundação Perseu Abramo querem reforma da mídia.

Da omissão à conivência I
A ação governamental, em nível federal e estadual, não corresponde à dimensão do que está a ocorrer na região reinvindicada por indígenas no entorno de Olivença, que envolveria não só o município de Ilhéus mas também os municípios de Buerarema (o mais atingido) e Una. A omissão das autoridades gera uma terra de ninguém e abre perigoso precedente.

Particularmente – não tememos afirmá-lo – temos profundas dúvidas sobre a legitimidade dos que hoje se dizem descendentes do povo tupinambá, trucidado no curso dos séculos, ainda na fase do Brasil Colônia. Um ou outro pode sê-lo. Não aquela maioria que anda expulsando proprietários e trabalhadores das propriedades da região.

Nossas dúvidas se aprofundam quando tentamos encontrar a origem de todo este movimento. Que vemos articulado para fins nada nobres. Que se utiliza da extinção da etnia tupinambá (pouquíssimos serão os seus sobreviventes) para exercer uma vingança que não cabe, voltada contra quem não tem nada a ver com a história e envolve parte de uma das mais ricas biodiversidades do planeta, existente no Bioma Mata Atlântica (mais de 440 espécies por hectare).

Da omissão à conivência II
Para tanto – o que mais agrava a situação – o que está em andamento é uma luta pelo domínio de propriedades ora particulares, violando elementares princípios do Estado Democrático de Direito: o respeito às autoridades constituídas, às instituições do Estado e à igualdade de todos perante a lei.

Acompanhamos todos no curso de 30 anos o desenrolar da ação reivindicatória da área que integrava a antiga reserva Paraguaçu-Caramuru em Itaju do Colônia e Pau Brasil. 

Como sói acontecer em democracias coube ao Poder Judiciário dirimir o conflito e sua decisão foi respeitada e acatada, ainda que desagradando os que perderam terras, que lhes parecia legitimadas porque adquiridas sob a égide do estado da Bahia, que delas se apropriou na primeira metade do século XX e as transferiu através de questionáveis títulos de propriedade para particulares mais adiante, jogando ao léu os nativos.

Da omissão à conivência III
A situação hoje centrada em Buerarema é por demais grave. Gravíssima. A reação da população local esta semana não podia ser outra. Declarada a guerra por aqueles que se dizem titulares de toda aquela região, invadindo e depredando propriedades produtivas e expulsando seus moradores, sem qualquer amparo em decisão judicial, não podia levar posicionamento diverso do tomado pela população macuquense. 

É a sobrevivência. O clima na zona rural, com reflexo na urbana, é de terror.

Testemunhamos há poucos dias – temos nome e endereço da vítima, porque registrados no colégio onde estávamos – uma desesperada mãe buscando vaga na escola porque tivera de sair com os filhos apenas com a roupa do corpo, expulsos por “nativos”.

Gente simples que não tem para quem apelar.

Da omissão à conivência IV
Não podemos imaginar que as autoridades não tenham conhecimento do que está acontecendo, porque há muito acontece.

As denúncias levadas recentemente pelo deputado Geraldo Simões ao Brasil através da tribuna da Câmara dos Deputados não encontraram de logo a resposta que cabia às autoridades. Clamou em vão o deputado e nenhuma atitude teria sido tomada – como não ocorre há muito – caso não tivesse havido a ‘ação direta’ que configurou a reação de uma população acuada e amedrontada, que se viu forçada ao exercício da legítima defesa.

Não se pode conceber que quem quer que seja se veja no direito de expulsar manu militari residentes com o beneplácito da omissão das autoridades constituídas. Fato que vem acontecendo há meses.

A omissão das autoridades torna-as coniventes e co-responsáveis por tudo que venha a acontecer.

Da omissão à conivência V
Pedido de intervenção federal teria ocorrido há um mês. Cabe perguntar o que espera um ministro da Justiça (ou da ‘injustiça’) para acionar os dispositivos de que disponha para evitar agravamento de uma situação.

Não podemos imaginar que seja o derramamento de sangue de patrícios.

Não deixa saudade
Já vai tarde. Que Deus tenha pena de sua alma quando chegar à planície. É que do planalto há um senador que está em seus calcanhares e que o chama simplesmente de prevaricador.

Há de onde tirar
O Governo do Estado aperta o cinto e economiza contingenciando gastos com comissionados (10%), aluguel de veículos (20%) e autorizações de passagens (50%), estimada a economia em torno de 250 milhões de reais.

Bem que poderia ampliar a economia, de forma substanciosa, reduzindo a propaganda institucional desnecessária, como a de placas mostrando a barragem do rio Colônia quando não paga a dívida para com com a empresa que a constrói.

Afinal, melhor propaganda é a conclusão da obra e não simplesmente anunciá-la.

Eduardo
Justíssima a homenagem da Câmara Municipal de Itabuna a “Gaguinho”, com óculos, sem óculos, com binóculos, sem binóculos, agora em um lugar chamado Eternidade. Afinal, o homenageado expressara em vida todas as virtudes reunidas que o fazem merecedor da atenção: jornalista, comentarista político e ex-vereador.

Mais que isso, permitiu-nos a inauguração da Sala Eduardo Anunciação, a homenagem ao jornalista recentemente falecido, destinada à assessoria da Câmara e aos jornalistas que cobrem os trabalhos da Casa, descobrir inusitadas figuras – falamos das estranhas – que hoje integram o “jornalismo” local, famosas pelo escancarado jabá que exigem para que as vítimas não sejam vilipendiadas pelo português de analfabetos não tão funcionais assim, o que contraria, em tudo, o exemplar comportamento do homenageado.

E que, para escândalo de muitos, ainda se dão à ousadia – tolerada pela Mesa da Casa – de transitar pelo recinto do Plenário como se fossem pares de Suas Excelências.

Itororó
Não podemos afirmar que sejamos o primeiro a informar. Mas temos a certeza de que a fábrica aguardada em Itororó está com a documentação jurídica praticamente regularizada. 

Caso dependa apenas disso e a instalação das máquinas ocorrer na mesma velocidade, muito brevemente as mil vagas oferecidos serão ocupadas na produção de calçados femininos.

Itapetinga
Quando militávamos no mundo da música, no conjunto Os Apaches, final dos anos 60 e início dos 70, agredindo o contrabaixo eletrônico ao lado de Aderbal Duarte, Aladino e Carmélio, conhecemos a figura simpaticíssima de Getro Guimarães, um típico mestre de cerimônia para todo e qualquer evento que ocorresse em Itapetinga. Possuía o dom de levar alegria onde estivesse. Polarizava as atenções, sempre gentil e afável.

Exímio contador de causos, também transitava pela poesia e foi na sua Gráfica Moderna que imprimimos os primeiros materiais para nosso escritório de contabilidade, instalado no imediato da extinção de Os Apaches.

Somente esta semana soubemos da morte do paraibano que alegrava nossas conversas, quando prestes a completar 85 anos, ocorrida em meados de julho.

Tomado de profundo pesar só nos resta rezar ao Criador para que mantenha em seu seio o estimado Getro, que deve andar por lá contando seus causos.

____________

* Coluna publicada aos domingos em www.otrombone.com.br 

domingo, 16 de dezembro de 2012

A verdadeiro prejuízo

Pouco percebido
Em nosso retorno ao DE RODAPÉS E DE ACHADOS fizemos breves considerações sobre o que acontece na região Sudoeste a partir do encerramento de atividades anunciadas pela Azaleia na região, que atinge diretamente muitos municípios ali encravados, destacando Itororó.

Não fora a crise decorrente da ameaça da Azaleia, ainda há o risco de fechamento do matadouro local. Fizemos observar que o grande prejuízo para Itororó residirá na perda da identidade cultural centrada na carne de sol. Isso porque as particularidades que envolvem a produção itororoense contêm nuances específicas, desenvolvidas a partir da experiência local e aperfeiçoadas por Joaquim Prates, o "Quincão".

Considerando, como lembramos no texto, que a carne de sol de Itororó somente se aperfeiçoa se não resfriada anteriormente, tende o município a perder seu mais representativo signo: sabor e qualidade próprios da carne de sol que até sustenta o Festsol, o São João de Itororó.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Perdendo espaço

Derrota no horizonte
Geraldo Simões conquistou, com apoio concreto de Rosemberg Pinto, algumas localidades para seu acervo de votos nas eleições de 2010. Dentre elas, o município de Itororó. Amparado no prefeito Adroaldo Almeida.

Os sinais que emanam da terra da carne de sol não são nada favoráveis à continuidade da parceria no que diga respeito ao volume de votos no futuro para o deputado.

O que muitos não acreditavam está prestes a ocorrer: Adroaldo derrotado em sua tentativa de  reeleição.

Horizonte nada promissor para Geraldo.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Demais para o babado

Dispensável
Descubro, custeando minha informação pelo universo internético itabunense, que o "Itororó: 4ª edição do Estudante Fest atraiu milhares de pessoas" (Políticos do Sul da Bahia). Como a matéria está datada de 23 de agosto e a fotografia exibida reflete fato ocorrido à noite temos que tudo decorre de evento desdobrado do aniversário de emancipação do município,  celebrado neste 22 de agosto (quarta-feira).

Em que pese as línguas ferinas (obrigado Tormeza) andarem divulgando que o município anda inadimplente (deixando de cumprir os compromissos imediatos, inclusive para com setores do funcionalismo) não misturamos alhos com bugalhos: o prefeito Adroaldo tem manancial para exibir como gestor.

Que dispensa apelações como a apresentada através da imprensa.

Detalhe: estivemos em Itororó nesta quarta 22. Não à noite. Mas quando de lá saímos (início da tarde) um trio elétrico aguardava a oportunidade de se apresentar. O que atrai gente. Mormente a juventude!

Só gente maldosa dirá que o texto divulgado tem finalidade eleitoreira!



segunda-feira, 18 de junho de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS-Dia 17 de junho

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  
Adylson Machado

                                                                              

A vida real

NA TVNo imediato do noticiário a morte de um empresário, pela própria esposa, também autora do esquartejamento da vítima, passa a ocupar o espaço dos que vivem do (e para) sensacionalismo e da miséria humana.
Neste tear a charge de Alpino torna-se preciosa e ilustrada na realidade.

Esquitossomose

vacinaA Fiocruz desenvolveu, através da pesquisadora Mírian Tendler, durante trinta anos, agora à disposição do mercado, vacina contra a esquistossomose. 200 milhões são afetados no mundo. No Brasil, onde é endêmica, 2,5 milhões.
Josué de Castro (Geopolítica da Fome, Geografia da Fome) a tinha, ao lado da tuberculose e da desnutrição, como doença causada pela miséria e má distribuição da riqueza.

Justiça

O STJ negou habeas corpus a uma paciente acusada de roubar um celular de uma amiga. É o que dá furtar ninharia: o dinheiro apurado não alcança os 15 milhões suficientes a um bom advogado. Entenda-se como “bom advogado” não só o que domine o universo da processualística, mas fundamentalmente o da “orelhística”.
De nossa parte não desejamos, tampouco pretendemos, que quem furte um celular não seja alcançado pelas duras penas da lei. Mas que todos o sejam. Independentemente do advogado que postule.

Baianada

Dia desses o deputado baiano Amauri Teixeira (PT) recomendou abertura de procedimento na comissão de Ética da Câmara contra Protógenes Queiroz, a partir de duvidosos indícios. Outro baiano entra no rol do que não desejaríamos ver: o Ministro Tourinho Neto considera ilegais os grampos da Operação Monte Carlo. Salva o Carlinhos Cachoeira.
Baianada é termo que traduz, ainda que preconceituosamente, coisa boba, malfeita, burra. Mas, muito bem alimentado por Amauri e Tourinho.
Dá uma vontade de mudar de Estado!

A Justiça tarda...

Como aguardado, Cachoeira foi beneficiado por habeas corpus. Subscrito por Tourinho Neto. Não fora estar preso também em decorrência de outra operação policial (a Saint-Michel) estaria na rua.
Também o contador de Cachoeira, Lenine Araújo de Souza, beneficiado por Tourinho Neto.
A Justiça tarda, mas não falha... para os ricos.

Oportunidade

A Controladoria-Geral da União declara a Delta inidônia para contratar com o poder público federal. Mais detalhes em http://www.cgu.gov.br/Imprensa/Noticias/2012/noticia08412.asp.
Poderia aproveitar e também fazê-lo em relação a CPMI do Cachoeira, onde ou se entra calado e sai mudo ou nada se viu ou se sabe.

Imagem arranhada

Ao se deixar submeter à pressão da mídia para julgar o denominado mensalão, e fazê-lo em período eleitoral, sacrificado fica o STF como instituição. Diante de três processos sob o mesmo tema – o do PSDB mineiro, o do DEM de Brasília e o do PT – em vez de julgá-los todos optou pelo do PT.
É que a imprensa só pressionou pelo do PT.

Como São Tomé

O Diário Oficial da União da segunda 11 publicou decreto regulamentando o programa “Um computador por aluno”.
Aguardemos sua efetivação.

Fernando Collor

Gostem ou não do ex-presidente, tem atuação na CPMI do Cachoeira, no particular de enfrentar o Procurador Gurgel e a revista Veja, pautada no equilíbrio e argumentação inquestionáveis.

RIO + 20

O Ministério da Agricultura leva a RIO + 20 uma série de sugestões, apresentadas como premissas contributivas para o planeta. Dentre elas, a da CEPLAC. Para detalhes particulares à CEPLAC e mesmo em torno das demais premissas acesse http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Home%20Page/Rio+20/Principais%Premissas.pdf

Assédio moral

Palestrou esta semana, em evento promovido pelo Ministério Público do Trabalho de Itabuna, o professor e procurador Pedro Lino de Carvalho Júnior, abordando o tema “assédio moral” no âmbito das relações de trabalho.
Uma lição para os que o ouviram no auditório da FTC.

Assédio imoral

Matéria de Rita Siza para o jornal O Público, de Portugal (acessado em http://www.tribunadaimprensa.com.br/) traduz o número de suicídios de soldados americanos no Afeganistão em 2012, que supera o de mortes “naturais” (em combate). Nos primeiros 155 dias de 2012 morreram em combate 139 ante 154 suicídios.
A situação preocupa o Departamento de Defesa, a ponto de o próprio Secretário Leon Panetta, seu titular, alertar aos superiores de que “o suicídio de militares é um dos problemas mais complexos e urgentes”.
Estudos do Pentágono atribuem ao destacamento sucessivo no teatro da guerra a probabilidade de desenvolverem os soldados o denominado stress pós-traumático.
Lembrando de Dr. Pedro Lino, e ainda que não haja uma relação de trabalho, na definição específica, a onda de suicídios nos permite levantar a hipótese de que a depressão que os leva ao suicídio é fruto de típico “assédio (i)moral”, pelo constrangimento de fazer o que não deseja ou não quer.
Ou mesmo ser contra o que faz.

Daniel Thame

Produziu belo e pedagógico texto: “Parece ficção, mas é dolorosamente real”. Dizemo-lo pedagógico porque bem deveria ser utilizado em salas de aula.

Ramiro

Através do “Aquino na Squina” (Diário Bahia) tomamos conhecimento do lançamento do livro “Napoleão Libório Arraes – uma breve biografia”, da lavra de Cláudio Arraes.
Gostaríamos de nos debruçar sobre o texto para um reencontro com Napoleão, que conhecemos enquanto Secretário na primeira gestão de Geraldo Simões, ao tempo em que exercíamos a Procuradoria-Geral do Município.
Napoleão também exerceu cargos no Governo do Estado e era grande amigo de Waldir Pires.

Acinte

A revista “Bahia – terra de todos nós”, com 134 páginas, editada pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado, com tiragem de 150.000 exemplares, em material de excelente qualidade, está mais para um tapa na cara dos baianos. Material de propaganda do governo Jacques Wagner extrapola os limites da publicidade governamental, oferecendo ao leitor a ideia de um paraíso na Bahia. O Estado parece tomado de imediato por um canteiro de obras a caminho da redenção.
Investimentos privados aparecem insinuados como realidade pública, em verdadeiro estelionato propagandístico. Obras ainda não licenciadas (Porto Sul), definidas apenas em nível de projeto arquitetônico (Ponte Salvador-Itaparica) ou em fase de elaboração de edital (Linha 2 do Metro de Salvador) são vendidas como realizações. Até Universidades Federais e Institutos Federais de Educação aparecem no contexto das “realizações”.
Corta a alma ver a propaganda de combate a seca, fazendo publicidade de cisternas, quando a seca assola o semi-árido e ditas cisternas não suportaram a demanda decorrente da estiagem prolongada. É brincar com a tragédia sertaneja.
E para encerrar, ficamos sabendo que o Governo da Bahia economizou 743 milhões de reais entre 2007 e 2011. Saravá!
Acinte II
No mesmo nível, a publicidade/convocação do Governo, na televisão, sobre a remuneração dos professores e os “ganhos reais” de 22% a 26% para a categoria.

Escândalo

A Bahia já foi o maior produtor de Jumento Pêga e centro de referência para a raça. Hoje, como produtor, perdeu para Minas Gerais; e como centro de referência está às moscas.
Em Feira de Santana estava instalado o maior centro de pesquisa para o Pêga, o cavalo Campolina e o gado Guzerá, na Fazenda Mocó, centenário espaço, reconhecido nacional e internacionalmente.
Há mais ou menos três anos a fazenda Mocó foi invadida e apesar de alertado diretamente – através de assessor, porque se recusou a receber os produtores denunciantes quando informado do que se tratava – o governador Jacques Wagner nada fez e o tradicional centro de pesquisa está inteiramente depredado e seu material de pesquisa perdido.
Não sabemos se a criminosa omissão do Governo da Bahia ocorre em razão da incompetência ou da relação com os “amigos” do movimento social invasor.
Talvez por isso a “Fazenda Mocó” não tenha sido referência nas páginas da revista “Bahia – terra de todos nós”.

A frente

Aproxima-se o instante das definições. A denominada frente partidária que envolve PDT, PCdoB, PRB, PV e PSC vai caminhando para a realidade: cremos que não ultrapassará junho unida.

O que interessa I

Comentam – caso o comando estadual do PSDB intervenha na direção local para afinar uma aliança com o DEM – que o partido iria vazio de integrantes.
Não neguemos a existência de integrantes no PSDB. O que falta é mostrar a densidade eleitoral da turma.
No fundo, mais interessará a Azevedo o tempo do partido do que o “peso” dos notáveis.

O que interessa II

Na mesma esteira o PTdoG com o PSD local. Que nem sabíamos existir.

Ilusão

Ilude-se o candidato que imagina situar-se melhor no imaginário do eleitor diante da circunstância de integrar partido da base do Governo Federal. Alguns elevam aos píncaros a importância de ser do “partido de Lula e de Dilma”.
O eleitor há muito não se deixa embalar nessa “virtude”. Por uma razão elementar: sabe que, cá no andar de baixo – no município –, seja o prefeito adversário ou não da presidente, não deixará de ser alcançado pelas políticas sociais, que são universais, não partidárias

Discurso à deriva

O PTdoG, caso utilize o discurso de que é do “partido da Presidente da República” falará no vazio. Para o eleitor, observando à sua volta, os recursos transferidos pelo Governo Federal afirmarão que qualquer administrador municipal em Itabuna, inclusive Azevedo, do DEM, recebe recursos, desde que tenha projetos.

PT e alianças

Afirmam que o PP negará apoio ao PTdoG. Assim como o PR. Possibilidades quanto ao PCdoB, assim como ao PDT.
Já na reta final, para o PTdoG só há dúvidas. Não sabemos se a campanha eleitoral alterará esse quadro de melancolia, desânimo e velório traduzidos no universo das alianças.

Caindo a máscara? I

É muito grave a denúncia de O Globo repercutida no blogue Políticos do Sul da Bahia (que disponibiliza a matéria e as gravações), de que Geraldo Simões (PT) negocia emendas com o deputado João Bacelar (PR), que teriam o propósito de formar caixa para campanhas políticas, como o denuncia Isabela Suarez. “Eles operavam com o filho dele” (Geraldo), afirma a denunciante.
Talvez aí a fonte de recursos que permitem a amigos comprar emissoras etc.

Caindo a máscara? II

O fato certamente será tema da campanha municipal, atingindo quem não tem nada a ver, em princípio: Juçara, indicação/imposição de Geraldo.
Mas como não só GS é alcançado pela denúncia (também um filho) a coisa vai ficando no universo de uma “dinastia”, onde Juçara recolherá o prêmio.

No cenário nacional

Em Itororó reside o maior produtor de jumento Pêga da Bahia. E o 7º do Brasil. Sálvio Néry de Andrade há mais de trinta anos se dedica à criação do Pêga. E já faz escola; também seu filho, Manoel, avança, além da Medicina, no gosto pela criação muar.

Itororó I

O PT de Itororó realiza neste domingo convenção para homologação de candidaturas. Neste instante é cômoda a situação do prefeito Adroaldo Almeida diante do desafio da reeleição.
Desafio mesmo parece viver os que lhe fazem oposição. À direita e à esquerda.

Itororó II

O governador Jacques Wagner andou pela terra da carne de sol. Inaugurando um Posto Médico.
Era aguardado com vaias pelo magistério da região. Demorou pouco, nem quinze minutos.

É São João

Em tempos de centenário de Luiz Gonzaga, a referência junina muito a ele está ligada. Aqui retomamos um de seus clássicos (já o exibimos nestes DE RODAPÉS... no dia 10 de outubro de 2011, quando tecemos comentários ao trabalho musical e à montagem do vídeo), na primeira gravação com Gonzagão de “Vozes da Seca” (Gonzaga-Zé Dantas), em julho de 1953 para a RCA.
Pelo primor de uma sanfona que lamenta dedicamos a lembrança a todos os sanfoneiros que fazem a alegria do São João.


_________________
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

segunda-feira, 11 de junho de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADO- Dia10 de junho

Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  
Adylson Machado

                                                                              

Duvidando

aleluiaDeu-nos certa euforia o anúncio de regulamentação, pelo Ministério das Telecomunicações, do Decreto 52.795/63 (Regulamento da Radiodifusão). Os “programas de aluguel” estariam afastados da grade de emissoras de rádio e de televisão. Um apoio mais à possibilidade de informação que à alienação.
A farra de arrendamentos na radiodifusão iria por água abaixo. De programas encomendados por grupos religiosos – do protestantismo ao catolicismo – passando por sindicatos, televendas etc.
Aí é que a porca torce o rabo. A idéia pode ser demais para nossa utopia.

Extinção dos mortos-vivos

Em vigor desde quarta 6 a Lei 12.662/2012, que institui a Declaração de Nascido Vivo. Os direitos e garantias de cidadania estão, a partir dela, assegurados a todos os que portem uma “declaração” assinada por médico ou parteira. O que antes somente ocorria depois de levado ao Registro de Nascimentos.  
Como direito à escola, à saúde etc. passam a ser assegurados desde o imediato nascer com vida, o portador da Declaração se verá afastado da burocracia anterior que faz(ia) com que, segundo dados do IBGE, 6,6% da população brasileira não tenha registro de nascimento.

Como sempre

DEM e PSDB pretendem ver aplicada contra Lula e Haddad a legislação que pune propaganda antecipada em rádio e televisão, a partir da presença de ambos no Programa do Ratinho.
José Serra no Bóris Casoy (em março) pode.

Mudando de lado

Não faz tanto tempo – nem mesmo um ano – o PSDB e o DEM protocolaram na Procuradoria Geral da República pedido de investigação contra o Ministério dos Transportes, onde o ministro Alfredo Nascimento e Valdemar da Costa Neto eram os alvos imediatos da investigação por corrupção.
Neste 2012 selaram acordo em São Paulo o PSDB e o PR. Testemunhado por Alfredo Nascimento.
Certamente a imoralidade do PR só ocorria quando Nascimento era Ministro dos Transportes. 

Pedindo audiência

Se Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do DNIT, for levado a CPMI do Cachoeira confirmará o caixa 2 de Serra. A partir do rodoanel, superfaturado em 8%. O arquivo vivo já se colocou à disposição.
Para a turma de sempre é melhor focar no caixa 2 do PT, apelidado de mensalão.

Cego em tiroteio

desmentidosGilmar Mendes atirou para todos os lados. Coisa de cego em tiroteio. Tentou envolver até o STF como instituição, como parte de seu universo de picuinhas. Não porque não visse onde atirar, mas por não dispor de alvo fixo. Foi aventurando. Deu certo apenas para a grande imprensa, capitaneada pela Veja. Como sempre. Até agora!

Fanfarrão Minésio

carta capitalPara os que leram Cartas Chilenas, obra de Tomás Antônio Gonzaga (pelos estudos de Rodrigues Lapa em livro de igual nome), não há exagero algum em assim nominar o ministro Gilmar Mendes por suas diatribes às instituições da República como o fizera Gonzaga com o governador de Minas, Luís da Cunha Menezes: Fanfarrão Minésio.
E não tardarão a encontrar no nosso “fanfarrão” elementos que o identifiquem com Mendonça Furtado, da Bahia, objeto de especial atenção para a ironia de Gregório de Mattos Guerra.
Do intervir em política provinciana para beneficiar familiares a conceder habeas corpus suprimindo instâncias, passando por ser controlador de empresa de ensino que ministra cursos para o Governo, o ilustre par tende a ingressar no universo dos que integram o singular SIAF/CADIN, caso venha a ser alcançado pelas garras do leão.
A inspiração para o texto nos vem da capa da Carta Capital desta semana.

Pressão

Nenhum sobressalto com o julgamento do caixa 2 petista (o do PSDB ainda não foi designado) a partir de agosto. Aguardado o voto do revisor, Ministro Ricardo Lewandowski, prometido para junho, os juízes da alta Corte deram agora de prometer o que lhes cumpre por dever fazer.
Fica-nos uma conclusão: o Supremo Tribunal Federal trabalha sob pressão.
Isso não condiz com a dimensão da instituição. Que já anda trilhando por águas turvas, quando membros da Casa fazem-na confundir com vida pessoal.

Unilateralismo

Assim vemos os fatos: caixa 2 só o do PT; do PSDB de Azeredo, Serra e Alckmin, não. Muito menos do DEM de Arruda e Agripino Maia.

Inexplicável

Assim vê Sua Excelência a greve dos professores da rede estadual. Tanto que se diz triste, decepcionado e indignado.
Não entramos no mérito da oportunidade, legitimidade ou mesmo juridicidade da greve. Sobre esse particular já registramos nosso pensamento.
Para um ex-sindicalista, atuando na chefia do Poder Executivo da Bahia, fica difícil explicar as razões por que não consegue administrar o movimento, que gera para seu governo o recorde de superar os 60 dias de paralisação.
O impasse se aprofunda por pura e absoluta incompetência na condução do processo. Quando Jacques Wagner demonstra perder o controle da situação sinaliza que dela somente sairá exercendo a força do poder... ou da propaganda.
Isso é que é inexplicável!

Serviço sujo

O deputado baiano Amauri Teixeira (PT) recomenda abertura de processo disciplinar contra o colega Protógenes Queiroz (PCdoB-SP).
Temos que pode haver relação com os pedidos de CPI requeridos por Protógenes: o do Cachoeira e o da Privataria Tucana. No da “privataria” há o risco de retomar a CPI do Banestado, aquela que o PSDB afogou, com ajuda do PT.
No caso da CPMI do Cachoeira... pode conter outra arrumação PSDB-PT. No primeiro momento, afastar o tucanato de envolvimento com a DELTA. No segundo, o próprio PT.
Registre-se que nem todos os deputados petistas concordam com a posição de Amauri Teixeira.

UFESBA

O curso de Medicina da Universidade Federal do Sul da Bahia, que terá sede em Itabuna, oferecerá 80 vagas. Salutar a instalação de um curso de Medicina na Região, que atualmente conta apenas com o da UESC.
Informa o Pimenta na Muqueca que o Medicina da UFESBA será implantado no campus de Teixeira de Freitas. Derrota para Itabuna.
Com a palavra o deputado federal Geraldo Simões para explicar como deixou perder o que estava definido para Itabuna, em razão da “sensibilidade” de Aloísio Mercadante para com Teixeira de Freitas.

CEPLAC d.M.

convitePode incomodar a alguns – e mesmo algumas... ONGs – mas a CEPLAC terá espaço na Rio + 20 durante todo o dia 19 de junho, o “Dia da CEPLAC”, dentro da programação do Ministério da Agricultura. Apresentará o seu Projeto Barro Preto, de sustentabilidade para a Mata Atlântica em sadia convivência com o cacau.
Os do contra dirão que não falará na Conferência. Confundem a reunião de Chefes de Estado, no Riocentro, com os painéis técnicos.
O tempo dirá sobre o boicote que sofreu.

Aliança natural

PSDB e DEM andam de mãos dadas Brasil a fora. Em Itabuna o PSDB ensaia abandonar o parceiro de infortúnios eleitorais para embarcar na candidatura do PCdoB.
Coisas de humores da política. Ou de políticos. Não custa pagar para ver.

Notáveis

O PSDB itabunense nos parece um partido de notáveis. Homens dignos ocupam o centro de suas discussões.
Andam falando em expulsar Adervan.
Por ter botado o carro adiante dos bois.

Freud

Caminhada contra corrupção em São Paulo levou quatro ou cinco centenas à Avenida Paulista. Protesto de sindicalistas em defesa do Meio Ambiente na Cinquentenário, em Itabuna, não deu para atender a fotografia.
Parada gay... milhares de simpatizantes.
Freud explica(?).

Conheceu Mengele

Morto na segunda 4 o empresário Geovane Maltese. Descendente de italianos. Viveu dias na Europa (França, Itália, Espanha) e em Morro do Chapéu antes de chegar a Itabuna.
Sua família viveu no Paraná, onde seu pai cultivava o hábito de servir lautas refeições aos domingos, que duravam o dia. Nelas muitos amigos e amigos de conhecidos. Um deles, Josef Mengele, só reconhecido por Geovane através da identificação pela imprensa, depois de morto em Bertioga.
A família não sabia que servia um procurado internacionalmente.

E Major Serpa se foi

Neste espaço chegamos mesmo a anunciar que o Major Serpa seria o vice de Juçara. Tudo decidido em Luzimares. A promoção do Major Serpa para assumir o comando do 19º Batalhão em Jequié vai jogando uma pá de cal na pretensão do PTdoG de tê-lo ao lado de Juçara.
E mais, dizem as más línguas, que o Major somente aceitaria a “missão” se tivesse possibilidade de vitória, o que dá a entender não acreditar na candidatura petista.

Afunilando

Resta a GS buscar Acácia Pinho para vice de Juçara. Que recusou em 2008 assumir o apoio de Capitão Fábio ao PTdoG. Ou, quem sabe, o PCdoB! Ou mesmo o PSDB, com Adervan, ora desgarrado do DEM.
No desespero tudo é possível. Até mesmo alguém do PR de César Borges, para mostrar que “água e óleo” se misturam.

Além da queda, coice

Com o sinal de alerta partindo para o grau máximo – como ponderado em “Viola em cacos” no adylsonmachado.blogspot.com de sexta 8 – GS esgotará as fichas para reverter a situação eleitoral, que se afigura pouco razoável neste imediato.

Em Itororó

mautner itororóNelson Jacobina Rocha Pires morreu no 31 de maio. O que poucos sabem é que o mais tradicional parceiro de Jorge Mautner andou por Itororó, mais precisamente em 1994, quando Mautner esteve na terrinha para lançar suas obras, o que já fizera em Salvador e Itabuna.
A salão da Câmara Municipal ficou pequeno para ver Mautner. Jacobina, o arranjador e instrumentista que o acompanhava, ao lado. Estiveram na Cabana da Ponte. Nenhum deles imaginaria que na década seguinte Marcos Palmeira estaria casado com Amora, a filha de Mautner.
Testemunhas da passagem de Jorge Mautner e Nelson Jacobina por Itororó: Luizinho “da Guabi” e Paulo Campos, que levou todo o seu acervo de Mautner (em vinil) para ser autografado.

Ainda há tempo

A decoração do Festsol, a referência junino-itororoense, está em andamento. Mãos conduzindo com esmero o trabalho de fazer o simples, quando a tônica destes tempos é a sofisticação alheia à tradição.
Nestes últimos anos o Festsol tem primado pela simplicidade vinculada à memória. Mais tradição e menos produção.
No afã da ornamentação que a municipalidade não esqueça de recuperar as placas de sinalização de trânsito.

“Olê muié rendêra”

O clássico imortalizado por Vanja Orico como tema de “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto, em versão de Zé do Norte (há outra, de Volta Seca), com adaptação de Hervé Cordovil para o Demônios da Garoa, que nele interpreta e fez coro para Vanja no filme, gravação de 1953.
Também de Lima Barreto o roteiro do filme, que teve diálogos criados por Rachel de Queiroz (que residiu em Itabuna, fato que poucos sabem).
A turma do “Demônios da Garoa” conheceu Adoniram Barbosa atuando no filme, iniciando a parceria famosa.



_________________
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Itororó

Eventos
A terra da carne de sol realiza nos últimos dias úteis da semana dois eventos de grande significação: no dia 26, a partir das 8:30 h, a 1ª Conferência Municipal do Meio Ambiente, com o tema "Integração das políticas de Meio Ambiente e Recursos Hídricos", que trará em nível de discussão local os grandes debates que envolvem a própria sobrevivência da vida planetária.

Registre-se, para os que estamos em Itabuna, que o rio Colônia é uma das duas grandes bacias formadoras do Cachoeira. A outra é a do rio Salgado.

No dia 27, a inauguração do Arquivo Histórico e Museu Municipal Zizina Brito.

Ambos serão realizados na Fundação Cultural Cabana da Ponte, localizada na rua Rui Barbosa, a antiga "Rua da Cancela".

Colhe o secretário de Cultura, Turismo e Meio Ambiente Sérgio Ramos os frutos de seu trabalho neste últimos anos da administração de Adroaldo Almeida, enveredando por aspectos antes pouco discutidos pela comunidade.