sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Manipulação

A nova profissão
Caminhamos célere para a plenitude da atividade manipuladora. Que, de tanto ocorrer, já recomenda encaminhamento de proposta ao Congresso para regulamentação da profissão. Mais que sabido que a manipulação anda escancarada em meios de comunicação, da radiodifusão ao jornal, revista etc.

Através deles já se manipula a verdade factual até para incentivar movimentos de protesto contra qualquer coisa, desde que seja protesto e que tal mobilização possa ser utilizada contra o Governo Federal. 

Essa tem sido a tônica de muitos movimentos de rua, levantados alguns sob bandeira justa, que de logo foram apropriados pela manipulação de alguns meios de comunicação. É que, nestes tempos mais recentes, aprofundaram a cultura de buscar, por todos os meios, a utilização dos mais variados modos de diversionar a verdade dos fatos.

Manipula-se tudo neste “País de São Saruê” (aqui a expressão está dotada de adjetivação, e não o que expressa como objeto o documentário de Vladimir Carvalho, de 1971): de recursos públicos para a corrupção – de metrô e trem urbano em São Paulo à partilha do vencimento do funcionário indicado por este ou aquele vereador provinciano –, caixinha do tráfico de drogas e do jogo para manter a atividade sob vigiada intervenção do Estado, a notícia e o noticiário. Extensa e imensa a lista: tudo, simplesmente. 

Mas, em especial, manipula-se a informação.

Como este “país” prima pela criatividade deram de manipular até participação em mobilização de rua. Depois da morte do jornalista da Bandeirantes (tem-se sempre que esperar que uma desgraça aconteça para que sejam tomadas providências) descobre-se que muitos dos que ali estão gritando por alguma coisa (ainda que não saibam por quê) recebem 150 reais por dia de protesto, não fora quentinhas e lanches. Com um especial detalhe: segundo o advogado de um “operário”, dentre os que os remuneram estariam “partidos políticos”. 

Ou seja: o Brasil está (re)inventando a organização e o financiamento de mobilizações democráticas, ainda que típicas arruaças. O fato não é novo: O IBAD – três pancadas na mesa! – nos anos 60, com dinheiro mandado pela CIA, “organizava” as mobilizações contra Jango. Deu no que deu.

Infelizmente dita forma de emprego não se inclui no CAGED, razão por que não ajuda a mais reduzir o desemprego no ‘país’. Resta-nos, portanto, apenas saber quem paga aos meninos e ver se declaram (ou sonegam) as obrigações sociais e trabalhistas.

Certo mesmo que a manipulação não terá o condão de responsabilizar José Dirceu, José Genoíno. Estes, já estão presos. Mas, caso a competente investigação no Rio de Janeiro (que chegou aos responsáveis pela morte do jornalista em cinco dias) avance sobre quem os financia, pode localizar algumas cabeças coroadas da política (não afirmemos que sejam da oposição, coitada(!), que não é dessas coisas!).

Mas que bem pode indicar alguns nomes (escolhidos) da esquerda carioca. Até que desmintam – caso mentira – muita água rolou por baixo da ponte.
E muita manipulação vazou no noticiário. Que pode chegar a Dilma Rousseff como mentora da baderna para fazer-se de vítima, pois bem podem chegar a algum petista confesso de haver soltado algum rojão inocente.

Manipulação é manipulação – dirá, filosófico, quem a defenda – e acrescentará: serve para tudo, especialmente para macular a imagem do país.

No mais, que ninguém duvide de nossa capacidade profissional de manipular!


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