quinta-feira, 13 de março de 2014

Gravem

A fisionomia deste senhor
Por estes rincões grapiúnas poucos terão conhecimento de quem seja Eduardo Cunha, deputado que se elege amparado em bancada evangélica do Rio de Janeiro vinculada a Assembleia de Deus. 

Sua atuação no Congresso, no entanto, nada tem de avengélica. Enquanto Cristo - centro da pregação avengélica - defendeu os desafortunados o Cunha mais está para acunhar o povo em defesa dos ricos, não fora a insaciabilidade por cargos, onde alguns de seus apadrinhados se desdobraram em escândalos.

O mais recente levante de Cunha foi contra a MP dos Portos. Não defendia o povo, mas Daniel Dantas e quejandos. É um dos péssimos exemplos que pululam ainda no PMDB. Se é que o PMDB não precisa deles.

Certamente a mídia mostra a atuação de Cunha como uma liderança que 'derrota' o Governo. Não sabemos até quando. Tampouco que o derrotado: o povo ou o erário.

Aguardemos o Diário Oficial e as composições político-eleitorais.

A propósito, reproduzimos texto de Fernando Brito veiculado no Conversa Afiada, preciso e precioso para a oportunidade.

Saiu no Tijolaço de Fernando Brito:

"DILMA NÃO VAI ENTREGAR O OURO. QUANTAS DIVISÕES TEM EDUARDO CUNHA?



Os moralistas da imoralidade.

Este poderia ser o título de um post mais conceitual sobre o que aconteceu na Câmara dos Deputados.

Os será que uma pessoa no Brasil que ache que os deputados do PMDB, do PR, do PTB e do PSC que votaram e aprovaram o requerimento de investigações sobre a Petrobras não querem cargos, posições e favores, a apenas sete meses de uma eleição onde, até  que fatos novos possam dizer o contrário, o Governo é favorito.

(Aliás, que investigações sobre a Petrobras?  A empresa abriu uma sindicância sobre as notas publicadas nos jornais e o Ministério Público da Holanda, sede da empresa denunciada, diz que , por enquanto, estão analisando os documentos e não existe uma investigação sobre as denúncias. Nem mesmo confirmam que existe menção à Petrobras.)

Isso são escaramuças eleitorais levadas ao mais baixo nível das práticas políticas.

Sérgio Cabral, tentando o que sabe já ser impossível: evitar que o PT tenha candidatura própria no Rio de Janeiro.

Geddel Viera Lima, com sua candidatura de enfrentamento a Jaques Wagner, o governador petista.

Sandro Mabel, exigindo que o PT apóie o empresário Júnior Friboi em Goiás.

O PMDB de Roseana Sarney, tentando salvar seu candidato Luís Fernando Silva.

Tirando o Ceará, onde de fato Eunício Oliveira tem força eleitoral, mas o Governo tem um compromisso com Cid e Ciro Gomes, e Goiás – onde os argumentos da Friboi fizeram até Roberto Carlos voltar a comer carne – , o resto é cavalo matungo, embora com dinheiro e poder.

Geddel, na Bahia, até tem alguma expressão, mas sabe que será esmagado pelo favoritismo de Paulo Souto (do DEM e que será o candidato de Aécio) e um candidato petista apoiado por Wagner e Lula.

Os mais de 40% que Dilma ostenta nas pesquisas lhe dão poder de fogo para colocar pressão sobre estas forças.

Não que vá atirá-los pela janela, mas também não vai entregar a rapadura, que é doce e todos eles querem.

O “Blocão” já cumpriu sua função.

Amanhã começa a romaria.

De um lado,  no Governo, oferecendo arrependimento.

De outro, a Eduardo Cunha, cobrando os mundos e fundos que ele diz ser capaz de mobilizar.

E a nossa imprensa, “ética”, que inviabilizou a proposta do plebiscito para a reforma político-eleitoral com a qual nada disso estaria acontecendo, acorrendo a Cunha, o novo Varão de Plutarco, guia moral da vida pública brasileira.

Talvez, porém, o episódio ajude a melhorar a política brasileira.

Algumas ausências na campanha de Dilma são daquelas que preenchem uma lacuna."

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