quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Eleições

“Mais capacitado”
A campanha de Marina Silva está crescendo aos olhos do observador como balão furado: quanto mais despenca em direção ao solo maior fica aos que assistimos ao cair. 

Os números trazidos pelas últimas pesquisas vão aprofundando a realidade: possibilidade concreta de reeleição de Dilma no primeiro turno, caso ‘dois pontos para mais e para menos’ não estejam manipulados para viabilizar a subida de Aécio Neves.

A aflitiva situação de Marina só encontra razão naquilo que já escrevemos: caso ficasse calada ganharia a eleição. Suas contradições vão-se aprofundando e lançando-a no pântano da desconfiança. A última: não fosse o Jornal Nacional havê-la poupado (os da Band, Record, SBT e Gazeta levaram ao ar a íntegra), mais flagrante ficaria o ‘destempero’ demonstrado num encontro em São Paulo onde discursou raivosa, a ponto de perder a voz, parecendo haver esquecido de abrir a Bíblia ontem, hábito que cultiva antes de tomar decisões, como declarou ao jornal Folha de São Paulo.

Suas incongruências podem ser avaliadas, em nível do imaginário do eleitor, diante da resposta a “quem está mais capacitado para conduzir o país” no Datafolha, onde fica em terceiro lugar (23%), em empate técnico com Aécio (24%),enquanto Dilma é vista como mais capaz por 34%.

Sua rejeição está em alta, subindo de 11%, em 15 de agosto, para 25% na pesquisa Datafolha divulgada ontem.

No momento, perde em todas as regiões do país, e no quesito "por renda' (apesar de dos mimos à burguesia nacional) perde para Aécio Neves:


No plano de como o eleitor vê Marina evidentemente que sua imagem está sendo desconstruída (ou retornada ao normal, assim que esvaziada a comoção com a morte de Eduardo Campos): para quem não dirige o país (como Dilma) ou um estado da Federação (como Aécio) sua rejeição é altíssima e a desconfiança em um governo seu também é alta.

Resta aguardar as próximas ‘balas de prata’ da imprensa que assume ser oposição porque a oposição está ‘fragilizada’, na assertiva de Judith, da Folha de São Paulo.

Começando com a possibilidade de ser revertida a determinação de direito de resposta concedido pelo TSE a Dilma Rousseff na Veja. A semanal da Abril ingressou com reclamação constitucional junto ao STF. Relator: ministro Gilmar Mendes.

Caso o leitor conclua que Gilmar Mendes suspenderá a liminar concedida para poupar a Veja do vexame e negar munição a Dilma, ganha uma bala de chocolate.

No entanto, com 'bala de prata' ou 'Gilmar Mendes', pelo andar da carruagem a eleição caminha para quem o povo vê como "mais capacitado"

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