domingo, 4 de agosto de 2013

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Quando o fato se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além

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De volta ao fogão à lenha
A paranóia que assoma os Estados Unidos – especialmente a partir do 11 de setembro de 2001 – leva a absurdos como uma residência ser ocupada por seis agentes do FBI por suspeita de conivência, ou prática, com o terrorismo. 

Tudo começou com a compra de uma panela de pressão pela internet, depois, uma mochila, tudo devidamente monitorado, e para completar o quadro de perigo, o filho da indigitada norte-americana acessou diversas notícias sobre o atentado de Boston.

O elo não deixava dúvidas: a compra de uma panela de pressão (utilizada no atentado de Boston) por alguém que tinha um filho acessando sobre dito atentado e, para completar, a compra de uma mochila (certamente para transportar a “bomba”, deduziram os ‘detetives’) não deixavam dúvida de que o território estadunidense estava sob perigo iminente.

Considerando que gás de cozinha (utilizado para gerar calor etc.) pode ser também um agente de perigo deixamos nossa contribuição para a defesa do território e do povo dos Estados Unidos: voltar ao fogão à lenha e, se não for complicado o aprendizado, fazer fogo esfregando dois pauzinhos.

Porque duvidamos
Não vivemos, escrevendo, as circunstâncias que alimentam as análises da imprensa deste “país de São Saruê”. No momento – a considerar alguns analistas – estamos à beira do caos.

Ainda que vejamos, em muito, a escassez de dinheiro sob o cutelo das ‘telexfree” da vida – quando até pastores evangélicos recomendavam aplicação na pirâmide, de olho no “dízimo” – não nos sentimos a cavalheiro para o mundo da definitude opinativa.

Mas nos sustentamos em manchetes como a da Folha de São Paulo, que pautava o “Brasil em recessão” naquele junho de 2009. Justamente quando começava o que veio a ser denominado de “espetáculo do crescimento”.

Hora de blindar
Liderando a depredação do Itamaraty estava um membro do Partido da Sustentabilidade, o sociólogo Pedro Piccolo, 27 anos, que chegou a ser flagrado nas imagens do protesto com uma barra de ferro nas mãos.

Não entendemos a razão de uma pessoa que se tem no rol de esclarecidos atingir um monumento que integra o Patrimônio da Humanidade. E, mais grave, integrante de uma proposta político-partidária que se apresenta como renovadora para o país.

Na esteira o desastre que pode trazer à imagem de Marina Silva, símbolo da nova agremiação, caso a blindagem não seja eficiente.

Quem foi Naninha!
Não se pode considerar agradável a situação de José Serra como pretendente novamente a disputar a Presidência da República. Sem nenhuma esperança de ser candidato pelo PSDB (a não ser que alguns pretendentes morressem num mesmo acidente) anda escanteado por PV, PSD e PTB.

Ainda lhe resta o valoroso PPS de Roberto Freire, que precisa de um carro-chefe que possa servir de puxador de votos para deputado federal e estadual.

Quid Serra fuit

Visionário
Lula faz críticas ao que considera distanciamento do PT do povo. Não sabemos se pela circunstância de muitos companheiros hoje só pensarem em coberturas e simplesmente verem no eleitor um simples número estatístico para fins de processo eleitoral.

Em qualquer dos casos, não sabemos se se espelhou na imagem de companheiros da região.

Por essas e outras – ninguém se engane – o companheiro pensa em gente nova.

Estetoscópio em crise
Os médicos continuam se mobilizando para derrubar o Programa Mais Médicos, do Governo Federal. Não vemos o povo nas mobilizações. Ao que parece, não perceberam que a atitude é antipática.

O povo só não vai às ruas contra os protestos dos médicos por temer a piora no atendimento.

No fundo, o estetoscópio caminha para uma crise de credibilidade.

Enganaram a “Gaga”
Não sabemos como em relação a ela agiram as autoridades, visto que a informação por nós obtida foi aquela veiculada através do Pimenta, mas, de concreto, certo que enganaram a ilheense famosa por ser gaga. Os golpistas se diziam produtores do SBT – o divulgado.

Dói-nos a natureza humana em sua dimensão de crueldade. A guerra, a concentração da riqueza fundada na miséria da maioria, a sonegação fiscal dos grandes, a divisão da sociedade etc. são alguns exemplos. Dentre as milhares espécies do gênero enganar o semelhante com promessas o mínimo foi o que fizeram à “Gaga de Ilhéus”.

Tanto que, perguntem à própria Gaga de Ilhéus, quanto recebeu dos programas dos quais participou nas TVs abertas do país. Como também aproveitem para perguntar à promessa ilheense premiada na TV Globo porque a platinada não o divulgou depois do sucesso e da premiação.

Tem muita gente enganando muita gente!

Pesquisa I
A pesquisa realizada na segunda quinzena de junho pela Sócio Estatística destaca “expressivas mudanças” no cenário político-eleitoral, que parece ainda “não consolidado”, considerando outra pesquisa que realizara em março.

Em primeiro plano, cabe destacar aspectos como as avaliações dos governos Municipal e Estadual em razão da repercussão nos candidatos à majoritária que venham a apoiar em 2014.

Ambos não se apresentam como bons cabos eleitorais. Vemos maior gravidade para o governador Wagner, uma vez que em fim de gestão, daí deduzirmos que sua avaliação está, em princípio, mais consolidada, tendendo a manter-se até o limiar do processo eleitoral.

A do prefeito Claudevane Leite – mais agravada nos números negativos – é possível de reversão, caso exercite atividade de gestão capaz de influenciar o imaginário coletivo, por contar a seu favor com o “discurso” de estar arrumando a casa em começo de mandato, tanto que 48% acreditam que vá melhorar.

No entanto, não são agradáveis os números de um e outro: o governador Jacques Wagner tem avaliação positiva de 17,6 para uma negativa de 44,1, ao passo que o prefeito itabunense tem 5,8% de positiva contra 61,2 de negativa.

Pesquisa II
Em que pese parecer surpresa, a avaliação do deputado federal Geraldo Simões chega a 28,8, o que lhe asseguraria, se inteiramente transformada em votos, uma votação superior a 30 mil votos, o que representaria crescimento considerável em relação aos 23 mil obtidos em 2010.

A surpresa reside no fato de haver melhorado sua imagem. Soube capitalizar fatos ocorridos depois da desastrosa eleição municipal de 2012 para as cores petistas, quase tudo a ele atribuído.

Pesquisa III
Para presidente da República a pesquisa da Sócio Estatística confirma um fato nacionalmente concreto: o nome do ex-presidente Lula continua a ser o pesadelo da oposição. Seja-o como cabo eleitoral ou como candidato.

Para os que querem ser a alternância melhor torcer pela melhora dos números de Dilma que o retorno de Lula candidato. No primeiro caso, alguma possibilidade, ainda que remota, mesmo que não tanto.

Pesquisa IV
A pesquisa de intenção de voto para governador da Bahia traz uma singularidade: os números de Paulo Souto, com 20,1 na estimulada, considerando que ACM Neto, melhor colocado (31,6%) dificilmente assumirá candidatura em 2014. Nenhum fato novo justifica a posição de Souto a não ser ter sido o governador antes de Jacques Wagner.

No terreno da majoritária estadual Geddel Vieira Lima ensaia repetir eleições anteriores, alcançando um máximo de 15% na estimulada, o que lhe outorga lugar honroso de coadjuvante para qualquer dos resultados: se vence o governo, dividiu a oposição; se vence a oposição, dividiu o governo.

Pesquisa VI
Azevedo – o desastrado – desponta no universo eleitoral para 2014 com cacife razoável no plano percentual: 18,1% para deputado estadual e 18,9% para federal. Ou seja, não perde o eleitorado cativo que construiu.

Azevedo, como Geraldo, ganha a partir da imagem da administração de Claudevane Leite.

Cinco décadas
No início de agosto de 1962, há 51 anos, se apresentava no Cavern Club, em Liverpool, os Beatles, que vieram a se tornar referência mundial para a expansão do rock. Dispensando considerações trazemos a gênese que marcou a música da década de 60. O que inclui a convocação do público para participação com palmas.



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